<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260</id><updated>2011-11-27T22:52:04.870-03:00</updated><title type='text'>Scripta manent</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://allexmilagre.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>159</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-4187128379627144085</id><published>2009-11-10T15:03:00.000-03:00</published><updated>2009-11-10T15:04:23.259-03:00</updated><title type='text'>Vinte anos depois</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5Cjboni%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT-BR"&gt;Na última semana, no dia &lt;st1:metricconverter productid="9, a" st="on"&gt;9, a&lt;/st1:metricconverter&gt; Alemanha comemorou os vinte anos de demolição do Muro de Berlim. Aquela construção, edificada em 1961, muito mais do que dividir uma cidade em duas partes, demarcava dois mundos, um capitalista e outro socialista, determinava os campos da famigerada Guerra Fria, que estava em seu auge, deixando o mundo apreensivo por mais de quatro décadas. Os &lt;st1:metricconverter productid="66,5 quil￴metros" st="on"&gt;66,5  quilômetros&lt;/st1:metricconverter&gt; de muro pelas ruas de Berlim era o lídimo sinal da cortina de ferro que separava compatriotas e familiares, flagelava o mundo com o terrorismo de um sistema que dizimou milhares de pessoas – muito mais que o Terceiro Reich com suas perseguições, atrocidades e os abomináveis campos de concentração - , que cerceou a liberdade de dezenas de países no leste europeu, impondo o socialismo soviético, reprimindo as pessoas, corrompendo culturas, sufocando a fé daquele povo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT-BR"&gt;Passados vinte anos, no entanto, é preciso que as marcas que restam do muro na cidade de Berlim, não tanto quanto as cicatrizes na alma de tantas pessoas que sofreram com aquela brutalidade política e social, seja um sinal de alerta – da mesma forma como os campos de concentração nazista o são para que as atrocidades contra inocentes não tornem a acontecer. Que os resquícios do muro de Berlim sejam um sinal para que não volte a se impor sobre ninguém um sistema tão medonho, como foi o comunismo que vitima milhares de pessoas nos países onde ainda impera ou se insinua sobre governos tíbios, que oscilam entre suas equivocadas pretensões ideológicas e os interesses econômicos, especialmente nos países mais pobres.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;" lang="PT-BR"&gt;Mas nas comemorações dos vinte anos da queda do Muro de Berlim uma observação propõe-nos a Santa Igreja sobre a fé daquela gente que sofreu por tantos anos, acentuadamente após a Segunda Grande Guerra, com o regime socialista e as conseqüências da Guerra Fria. Não se podem omitir os insistentes apelos da Igreja, desde o beato João XXIII com e o veemente Servo de Deus João Paulo II, este vítima dos abusos do sistema em sua pátria. A perseverança de sacerdotes e prelados, alguns fiéis até o martírio, foi o alento para aquele povo piedoso do leste, de religiosidade acendrada, que também suportou e buscou, de alguma forma, amenizar o sofrimento moral, manter suas tradições e conservar a fé. E como observou João Paulo II quando esteve na Alemanha, já no ocaso de sua existência, desde os portões de Brandemburgo, em Berlim, exaltou a unificação da Alemanha, com a queda do famigerado muro, lembrando que a fé cristã demonstrara, mais uma vez, ter contribuído “para a união e a civilização do continente, superando a prova cruel do ateísmo do Estado”. Que esse momento histórico seja sempre lembrado, para que outros muros não se ergam entre os povos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-4187128379627144085?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4187128379627144085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4187128379627144085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/11/vinte-anos-depois.html' title='Vinte anos depois'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-4405933126731129486</id><published>2009-11-10T15:02:00.000-03:00</published><updated>2009-11-10T15:03:08.567-03:00</updated><title type='text'>Identidade do mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há pouco, a Europa também se levantou contra os símbolos religiosos nas escolas. O símbolo da fé cristã, que civilizou aquele Velho Mundo, ordenando sua formação social com os princípios éticos e morais, já não pode ser venerado nas escolas italianas. A decisão que exigiu a retirada dos crucifixos das salas de aula foi do Tribunal Europeu de Direitos Humanos, temendo uma espécie de intimidação dos não cristãos.&lt;br /&gt;Na verdade, essa atitude, como muitas outras dessa espécie, está cultivando na humanidade o ateísmo, senão promovendo o renascimento do paganismo por um mero respeito humano ou interesses de organizações suspeitas que têm espalhado o terror por todo o mundo. Constata-se, assim, cada vez mais, uma decadência social decorrente da perda de valores, ou desvalorização dos princípios, como já ocorreu lá pelos séculos 15 e 16. O Renascimento de então, esforçando-se para restaurar as riquezas das antigas culturas pagãs, particularmente a cultura e a arte dos gregos, conduziu à exaltação exagerada do homem, da natureza e das forças naturais. Exaltando a bondade e o poder da natureza, menosprezava-se e fazia-se desaparecer do pensamento dos homens a necessidade da graça, a destinação da humanidade para a ordem sobrenatural, a luz trazida pela Revelação.&lt;br /&gt;Desencadeou-se um desagregamento profundo na cristandade, possibilitando circular pelos bastidores das nações católicas o veneno do naturalismo político e social, alcançando as universidades e se disseminando pelo meio intelectual. Na ânsia de emancipação em relação a Deus e à sua Revelação, o homem cortou as ligações com os princípios da ordem natural, separou a fé e a razão. Ora, ensina o Magistério da Igreja que “a reta razão demonstra as bases da fé e, esclarecida por ela, cultiva a ciência das coisas divinas; e a fé, por sua vez, livra e defende a razão dos erros e lhe proporciona inúmeros conhecimentos” (Const. De Fide Catholica, “Dei Filius”, D nº 1.799).&lt;br /&gt;Isso gerou a Revolução que promoveu o liberalismo, o naturalismo e o racionalismo. Deificaram a razão, cavando abismos e levantando muralhas; forjaram uma liberdade, sem os fundamentos da verdade. Com este espírito fez-se a Revolução, cujos frutos sazonados a humanidade colhe e saboreia, alimentando a livre interpretação dos valores éticos e morais e dos princípios em que se baseiam.&lt;br /&gt;Os crucifixos elevados nos locais públicos, principalmente nas salas de aula, além de uma profissão de fé cristã, remetem à religião como responsável pela formação moral, um dos elementos essenciais da nossa civilização; daí incomodar a tantos. A retirada desse símbolo de fé da vista de todos, no entanto, não será suficiente, pois os sentimentos cristãos estão arraigados não só no íntimo dos católicos, como na identidade histórica, cultural e espiritual de grande parte da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-4405933126731129486?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4405933126731129486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4405933126731129486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/11/identidade-do-mundo.html' title='Identidade do mundo'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-3944320584503783352</id><published>2009-08-28T08:58:00.002-04:00</published><updated>2009-08-28T09:04:29.939-04:00</updated><title type='text'>Instinto de mãe</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SpfVno61x0I/AAAAAAAAAJ4/qy-VTBgH4f0/s1600-h/Isabel_Pedro_Henrique.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 211px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SpfVno61x0I/AAAAAAAAAJ4/qy-VTBgH4f0/s320/Isabel_Pedro_Henrique.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374999557265803074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style=""&gt;Dona Isabel, imperatriz &lt;i style=""&gt;de jure&lt;/i&gt; do Brasil, foi uma mulher determinada que, não obstante as críticas mordazes que lhe atiram seus desafetos, sempre demonstrou sua capacidade quando regeu o país e sua sensibilidade no trato com as pessoas e no ambiente familiar. Uma das belas páginas de sua vida, em que suas virtudes sempre ilustram edificando a todos, relata o encontro da Redentora dos Cativos com o Pai da Aviação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;O mineiro Santos Dumont, conforme ele mesmo relata em seu livro “Dans L’Air”, teria recebido a visita da Mãe dos brasileiros no exílio, em meados de 1901. O engenhoso brasileiro realizava os primeiros ensaios com o dirigível N-5, com motor de 16 cavalos-vapor, &lt;st1:metricconverter productid="550 metros" st="on"&gt;550 metros&lt;/st1:metricconverter&gt; de cubagem, 36 de comprimento e 6,5 de diâmetro. Dezenas de pessoas eram atraídas aos parques parisienses para assistirem às evoluções de &lt;i style=""&gt;monsieur&lt;/i&gt; Dumont. “Suas evoluções aéreas fazem-me recordar o vôo dos nossos grandes pássaros do Brasil. Oxalá possa o Sr. tirar no seu propulsor o partido que aqueles tiram das próprias asas, e triunfar, para glória da nossa querida Pátria”, teria dito a Condessa d’Eu quando visitada pelo súdito fiel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;Numa das evoluções com o N-5 – aliás, com o qual conquistou posteriormente o “Prêmio Deutsch” -, o motor parou e o dirigível, levado pelo vento, chocou-se com o arvoredo do parque do Barão Edmond de Rothschild. Próxima ao local, Dona Isabel mandou-lhe seus préstimos, enquanto ele tentava recuperar a estrutura do N-5. Passados alguns dias, a generosa Imperatriz dos brasileiros fez chegar às mãos de Santos Dumont uma medalha de São Bento, com os seguintes dizeres:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;“1º de agosto de 1901.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Senhor Santos Dumont,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Envio-lhe uma medalha de São Bento, que protege contra acidentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Aceite-a e traga-a na sua corrente de relógio, na sua carteira ou presa ao seu pescoço. Ofereço-a pensando na sua bondosa mãe, pedindo a Deus que o socorra sempre e lhe permita trabalhar para a glória da nossa Pátria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Isabel, Condessa d’Eu.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;Dizem que Santos Dumont doravante sempre trouxe consigo a medalha presa por uma corrente ao pulso. O biógrafo do Pai da Aviação, Henrique Dumont Villares, em seu livro “Santos Dumont - Quem deu asas ao homem” (Editora Revista dos Tribunais, São Paulo, 1953), relata, também, que, “por um requinte de delicadeza, Santos Dumont, quando algum membro da antiga Família Imperial do Brasil - como aconteceu várias vezes com a princesa Isabel - assistia às suas ascensões, em vez da bandeira nacional republicana, limitava-se a desfraldar no balão as cores brasileiras, numa arbitrária flâmula verde e amarela”, enquanto Dona Isabel e os demais membros da Casa Imperial do Brasil, retirados na França, vibravam com o êxito de seus patrícios.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-3944320584503783352?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3944320584503783352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3944320584503783352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/08/instinto-de-mae.html' title='Instinto de mãe'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SpfVno61x0I/AAAAAAAAAJ4/qy-VTBgH4f0/s72-c/Isabel_Pedro_Henrique.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-1806570431744084517</id><published>2009-08-20T17:09:00.000-04:00</published><updated>2009-08-20T17:10:22.716-04:00</updated><title type='text'>Fé e razão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não poucas vezes, o Papa Bento XVI tem indicado os caminhos para se entregar às abstrações da verdadeira filosofia. Tão adversa em seus conceitos, em nossos dias, os conceitos vão se perdendo nos devaneios de pensadores equivocados que, facilmente, se esquecem daqueles que retamente os precederam.&lt;br /&gt;Enquanto o mundo se rende ao relativismo, o Sumo Pontífice sugere uma aliança entre a fé e a razão – lembrando-se inclusive da magistral encíclica “Fides et Ratio” de seu predecessor, o Servo de Deus João Paulo II. O Papa discorre claramente sobre os laços existentes entre o cristianismo primitivo e a filosofia grega, contra os falsos mitos pagãos, daí citar, por exemplo, São Justino, cuja figura e obra “marcam a opção decisiva da Igreja primitiva pela filosofia e não pela religião dos pagãos”, contra quem os primeiros cristãos recusaram qualquer compromisso.&lt;br /&gt;É interessante observar o quanto, em nossos dias, as pessoas – principalmente as que se apresentam como cristãs – facilmente se entregam aos falsos ídolos. O problema se agrava no momento em que, além de uma mera admiração, passa-se a proceder, a se conduzir, pelos moldes daquela falsa divindade que se mostra como protótipo de homem. E justamente esses são condenados por São Justino como “armadilhas diabólicas no caminho para a verdade".&lt;br /&gt;Ao contrário, a filosofia representou "a área privilegiada de encontro entre paganismo, Judaísmo e Cristianismo", disse o Papa em sua catequese semanal de 20/3/2007, concluindo que, “num tempo como o nosso, marcado pelo relativismo no debate sobre o valores e sobre a religião”, as lições de São Justino “não devem ser esquecidas”.&lt;br /&gt;Quando escreveu a “Fides et Ratio”, em 1998, João Paulo II, abre sua encíclica definindo bem a correlação entre essas duas virtudes: “A fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio”. A partir daí, pode o homem aprofundar-se no seu íntimo, vislumbrando nele a grandeza de Deus, sentindo a intervenção divina no caminhar da humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-1806570431744084517?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1806570431744084517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1806570431744084517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/08/fe-e-razao.html' title='Fé e razão'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-4076725413876200749</id><published>2009-08-07T08:42:00.000-04:00</published><updated>2009-08-07T08:43:18.271-04:00</updated><title type='text'>Liberdade religiosa</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName" downloadurl="http://www.microsoft.com"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São  Paulo&lt;/st1:personname&gt;, ajuizou um pedido de liminar, na última semana, para a retirada de todos os símbolos religiosos em repartições públicas federais daquele Estado. O tema suscitou uma polêmica, dividindo as opiniões acerca do Estado Laico. Desde a primeira Constituição da República, em 1891, foi assumida essa laicidade do Estado, consequência do Positivismo de Auguste Comte em voga naquela época. Isso não era nenhuma novidade. A Constituição de 1824, primeira e única do Império, já concedia a liberdade religiosa.&lt;br /&gt;Confundem-se, no entanto, os sentidos do Estado Laico e do Estado Ateu. Enquanto este nega a existência de Deus, aquele unicamente respeita a crença dos cidadãos, permitindo a coexistência de credos diversos. Ora, tanto o Brasil não se considera um Estado Ateu, que faz menção a Deus Nosso Senhor nas Cartas Magnas que se sucederam, explicitamente na de 1934, depositando nEle a confiança dos brasileiros; na de 1947, colocando o Estado sob a sua proteção; e até a mais recente, de 1988. Logo, se se permite a profissão de fé pública dos brasileiros, a retirada dos símbolos religiosos, seja de onde for, é um cerceamento desse direito. Ademais, quer símbolos mais efetivos que nossas igrejas, os altos campanários, os cruzeiros e oratórios públicos, o soar dos sinos, o Cristo Redentor no alto do Corcovado, eleito uma das maravilhas do mundo moderno?&lt;br /&gt;Na verdade, eles não defendem o Estado Laico, porque demonstram pouco saber o que é isto ou aquilo. Incomoda-os o fato de os símbolos religiosos remeterem a princípios e valores. Eles não defendem o paganismo de Nero, que tentou dizimar o cristianismo no Império Romano, nem o racionalismo instaurado na França após a Revolução de 1789, ou o Positivismo que alcançou o limiar da República no Brasil; enfim, não professam nenhum ateísmo, seja ele o marxista, ou o científico, nem o existencialista ou axiológico. Talvez, existe oculto no inconsciente dos propositores desse atentado á liberdade religiosa um ardente temor de Deus. Assim, exterminando qualquer símbolo que os leve até Ele, não se sentirão “vigiados” enquanto vivem à mercê de seus conceitos e prazeres.&lt;br /&gt;Há exatos cem anos algo semelhante aconteceu &lt;st1:personname productid="em Minas. No" st="on"&gt;em  Minas. No&lt;/st1:personname&gt; governo do presidente do Estado, Wenceslau Braz, o secretário de Interior, Estévão Pinto, empreendeu ferrenha campanha contra o ensino religioso e a presença de símbolos religiosos nas escolas. Pois, no pequenino São Caetano do Xopotó (atual cidade de Cipotânea), os professores Leandro Werneck (queluzense, nascido &lt;st1:personname productid="em Catas Altas" st="on"&gt;em Catas Altas&lt;/st1:personname&gt; da Noruega) e Alzira de Oliveira reagiram e promoveram, com o apoio de toda a comunidade, a entronização de crucifixos na escola dos meninos e na das meninas. A tirania do governo suspendeu, então, as aulas naquela localidade, “enquanto perdurar o movimento sedicioso da localidade”. Somente em 1927, o presidente do Estado, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, pelo decreto 7.970, pôs fim à querela, respeitando a fé do povo mineiro.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-4076725413876200749?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4076725413876200749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4076725413876200749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/08/liberdade-religiosa.html' title='Liberdade religiosa'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8185302238772256152</id><published>2009-07-31T08:20:00.003-04:00</published><updated>2009-07-31T08:57:36.164-04:00</updated><title type='text'>Centenário do Padre Pedro Vidigal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SnLi6zzamNI/AAAAAAAAAJw/oJoDvAvbbCw/s1600-h/Padre+Pedro+Maciel+Vidigal.GIF"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 221px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SnLi6zzamNI/AAAAAAAAAJw/oJoDvAvbbCw/s320/Padre+Pedro+Maciel+Vidigal.GIF" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364599606117832914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;Neste ano, comemora-se o centenário do padre Pedro Maciel Vidigal, figura austera, polêmica pela sua intransigência em defesa dos retos valores, da firmeza de caráter e da decência. Morreu nonagenário, lúcido e combativo, aos 95 anos, cercado pelo carinho de seus sobrinhos e amigos mais próximos, acalentado pela leitura dos grandes nomes da literatura clássica, reverenciados exaustivamente em suas obras, demonstrando uma afinidade que existia entre eles.&lt;br /&gt;Pedro Vidigal foi uma figura polêmica, não pelo simples desejo de polemizar – o que se verifica comumente em nossos dias, mas por gritar em favor da verdade e da justiça, em todos os seus aspectos, e pela aplicação da ética, da moral. E foi assim que demonstrou a todos o seu caráter decisivo, seu temperamento forte, ganhando, por isso, alguns desafetos ao longo de sua vida, não que os quisesse como tais, mas eles tomaram essa posição ante a sua pessoa.&lt;br /&gt;Formado no tradicional Seminário de Mariana, ordenou-se padre em 1931, indo, em seguida, dedicar-se ao magistério &lt;st1:personname productid="em Ponte Nova" st="on"&gt;em Ponte Nova&lt;/st1:personname&gt; e, depois, ao governo das almas nas paróquias de Porto Firme, Dionísio e Nova Era, tendo exercido, ainda, a capelania do 11º Regimento de Infantaria do Exército, &lt;st1:personname productid="em S￣o Jo￣o" st="on"&gt;em São João&lt;/st1:personname&gt; del Rei. Enquanto cuidava da direção espiritual de seus aplicados, pôde conhecer as limitações e necessidades temporais naquelas regiões e, após uma série de episódios estritamente clericais – que não vem ao caso serem aqui abordados – já envolvido nos meios políticos, Pedro Vidigal viu-se levado a Assembléia de Minas, onde atuou com destaque de &lt;st1:metricconverter productid="1955 a" st="on"&gt;1955 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1959, e à Câmara dos Deputados, de &lt;st1:metricconverter productid="1959 a" st="on"&gt;1959 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1971.&lt;br /&gt;Como parlamentar, participou de comissões diversas e de representações da Câmara em viagens ao exterior. Da tribuna da Assembléia e do Congresso Nacional fez ecoar por todo o país sua voz enérgica, conclamando a Nação para a restauração de uma sociedade que se orientasse pela justiça e pela cruz. Com muito discernimento, assistiu aos movimentos que precederam à Revolução de 64, e por isso soube dar o apoio necessário aos governos que se seguiram, com bom senso, acreditando ser um processo transitório, ainda que aparentemente reacionário, mas necessário naquele momento.&lt;br /&gt;Humanista dedicado aos estudos, deixou inúmeras obras acerca da política, sociologia, história, genealogia e suas memórias. Em suas últimas publicações, extravasava, aliás como sempre o permitiu fazer, suas impressões sobre a existência humana, a graça sobrenatural e o que estava por vir. Era como um testamento espiritual para todos aqueles que se deixam guiar pela sensatez, firmeza de caráter, humildade e responsabilidade para com suas obrigações. Padre Vidigal terminou sua carreira certo de ter cumprido sua missão, tendo servido à Igreja, a qual sempre demonstrou sua gratidão e obediência; à Pátria, tendo-a servido destemidamente e com sincera dedicação; e à sociedade, retribuindo a todos que dele necessitaram com obras de cunho assistencial, em prol da educação e, mais valiosos ainda, com seus escritos. Padre Vidigal passou à história como o homem que mais se assemelha a Deus, no conceito de Pitágoras, tendo feito benefícios e exercitado a verdade.&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8185302238772256152?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8185302238772256152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8185302238772256152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/07/centenario-do-padre-pedro-vidigal.html' title='Centenário do Padre Pedro Vidigal'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SnLi6zzamNI/AAAAAAAAAJw/oJoDvAvbbCw/s72-c/Padre+Pedro+Maciel+Vidigal.GIF' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2764313548909963310</id><published>2009-07-24T09:52:00.000-04:00</published><updated>2009-07-24T09:53:10.409-04:00</updated><title type='text'>O conceito de verdade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“O amor – ‘caritas’ - é uma força extraordinária que impele as pessoas a comprometerem-se, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz”. Com esta bela definição, o Papa Bento XVI inicia sua recente encíclica “Caritas in veritate”, apresentada ao orbe no dia 7 de julho. Abordando um tema complexo, surpreendendo a muitos, principalmente aos cépticos e aos mais reticentes com relação à Igreja, o Santo Padre discorre sobre a questão social, apontando os excessos do capitalismo, as diferenças acentuadas entre as classes, a insensibilidade de tantos quanto a essa questão, as crises econômicas. Enfim, Ratzinger se mostra conhecedor profundo da atualidade, em todos os âmbitos.&lt;br /&gt;Nas primeiras linhas o Papa já apresenta o que seria a origem da desordenam do mundo hodierno. Na busca da compreensão da caridade à luz da verdade, Bento XVI volta ao tema da relativização dos valores, especificamente da verdade, “aparecendo muitas vezes negligente, senão mesmo refratário à mesma”. “Cada um encontra o bem próprio, aderindo ao projeto que Deus tem para ele, a fim de o realizar plenamente: com efeito, é em tal projeto que encontra a verdade sobre si mesmo e, aderindo a ela, torna-se livre (Jo 8, 22). Por isso, defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e imprescindíveis de caridade”, adverte o Beatíssimo Padre.&lt;br /&gt;A voz do Vigário de Cristo se levanta diante de um mundo ora confuso ante a deturpação dos valores, ora perplexo em meio à violação dos conceitos. É provável que, em nenhum momento da história, a humanidade esteve tão absorta na tentativa de uma auto-afirmação, à custa dos retos direcionamentos e, para os crédulos, de sua própria salvação. Senhor de seu livre-arbítrio, o homem quer justificar seus pusilânimes atos, a fim de repousar neles sua consciência. Julgando-se livre, sem as amarras dos princípios, busca interpretar a verdade ao seu bel prazer.&lt;br /&gt;Ora, se a verdade está corrompida, impossível será a vivência da caridade, pois, como alerta o Sumo Pontífice, “só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida (...) Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulterada, chegando a significar o oposto do que é realmente”, explica.&lt;br /&gt;Como antídoto para o mal de nosso tempo, o Papa apresenta a prática da caridade na verdade, para que se assimilem os valores do cristianismo, como “elemento útil e mesmo indispensável para a construção duma boa sociedade e dum verdadeiro desenvolvimento humano integral”. Este é, pois, o primeiro conselho que Bento XVI nos dá desde as suas letras em “Caritas in veritate”, “princípio à volta do qual gira a doutrina social da Igreja, princípio que ganha forma operativa em critérios orientadores da ação moral”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2764313548909963310?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2764313548909963310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2764313548909963310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/07/o-conceito-de-verdade.html' title='O conceito de verdade'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-3790655782528534978</id><published>2009-07-21T17:04:00.002-04:00</published><updated>2009-07-21T17:06:06.956-04:00</updated><title type='text'>Tributo a Dom Oscar de Oliveira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SmYtrMDO2ZI/AAAAAAAAAJo/SjqjdsybDOI/s1600-h/Dom+Oscar.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 286px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SmYtrMDO2ZI/AAAAAAAAAJo/SjqjdsybDOI/s320/Dom+Oscar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361022626423560594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:42.55pt 42.55pt 42.55pt 42.55pt; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Há 50 anos, retornava à sua diocese natal Dom Oscar de Oliveira, para assumir como bispo coadjutor do arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira, com direito a sucessão. O momento delicado, principalmente pelo receio de magoar a quem deu tanto de si por esta Igreja Particular, promovendo uma grande obra de evangelização, como o fez Dom Helvécio, aquele momento delicado mereceu de Dom Oscar uma cautela especial, sem descuidar das transformações que previam-nas inevitáveis doravante, fossem pelas alterações culturais e sociais que o mundo atravessava, fossem pelo prenúncio de um novo tempo, com a convocação do Concílio Ecumênico, que fizera o Beato João XXIII na solenidade da Conversão de São Paulo naquele ano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;À sua diocese natal retornava Dom Oscar de Oliveira cheio de planos, com o ardor missionário acendrado, disposto a continuar a obra daquele a quem acompanharia até os seus derradeiros dias, findo o seu combate. De volta à sua casa, o prelado entrerriense conhecia bem a seara que o aguardava e, sem nenhum temor, confiante na graça de Deus e na intercessão de Maria - como, aliás, já trazia em seu brasão expressa a máxima do Abade de Claraval, “Ipsa Duce” – imediatamente colocou-se a peregrinar pela vasta arquidiocese primaz de Minas, reencontrando-se com seus colegas, conhecendo de perto a realidade de cada paróquia e as necessidades de cada comunidade. No ano seguinte, após o falecimento de seu predecessor, a 25 de abril de 1960, Dom Oscar assume a cátedra marianense.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;As instabilidades que assombravam aquele momento, não apenas no meio eclesiástico, mas em todos os setores, contudo não prejudicaram &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;o ministério do novo arcebispo de Mariana. E quando tentaram impor-lhe alguma pecha que não condizia com sua conduta, logo se via nele o lídimo sucessor dos Apóstolos, primando pela missão de conduzir sua Igreja Particular à unidade com a Igreja Católica, constituindo um só rebanho e um só pastor a caminho da Jerusalém Celeste.&lt;br /&gt;Exerceu especial zelo na reorganização dos seminários e fomentou a Obra das Vocações Sacerdotais. Preparou a criação de duas dioceses sufragâneas e erigiu novas paróquias. Construiu um novo prédio para o Seminário Menor, escolas, faculdades e hospitais. Na Sé, reuniu os restos mortais dos bispos de Mariana na cripta que fez construir no subsolo do templo e conseguiu a restauração do bicentenário órgão de tubos. Não se descurou da formação do clero. Nas visitas pastorais, nos retiros anuais, reuniões das foranias, bem como pelos temas abordados semanalmente em seus artigos em “O Arquidiocesano”, traçava sempre as linhas-mestras para o constante aperfeiçoamento de seu presbitério, atentando-o da missão do sacerdote no mundo hodierno e das atualizações necessárias, consonantes com as orientações pós-conciliares.&lt;br /&gt;Dom Oscar destacou-se, também, no cuidado para com o acervo histórico da arquidiocese, alertando sobre sua importância e orientando sobre a sua preservação. Abriu museus, organizou o arquivo eclesiástico, reunindo na Cúria os livros de registros paroquiais, evitando que desaparecessem. Teve atenção para com os veículos de comunicação, reconhecendo-os como valiosos auxiliares no processo de evangelização, através da Rádio Difusora de Congonhas e do jornal “O Arquidiocesano”, fundando a Gráfica Dom Viçoso, que também comemora seus 50 anos em 2009.&lt;br /&gt;Escritor apreciado e sensível poeta, publicou diversos livros, além de artigos em jornais e revistas. Foi recebido pela Academia Mineira de Letras e pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Instituto Histórico de Minas Gerais e de São Paulo, além de outras instituições congêneres.&lt;br /&gt;Cumprindo a uma disposição canônica, Dom Oscar renunciou ao governo da arquidiocese, ao completar 75 anos de idade, sendo substituído por Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, que tomou posse a 28 de maio de 1988. Dom Oscar retirou-se para sua terra natal, Entre Rios de Minas, onde faleceu a 24 de fevereiro de 1997.&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;“&lt;i style=""&gt;Et erit in pace memória ejus&lt;/i&gt;”. &lt;/span&gt;Na cripta da Sé Catedral de Mariana descansam os restos mortais de Dom Oscar de Oliveira, à espera da feliz ressurreição no Senhor. Seu nome, no entanto, pompeia rutilante na lembrança de tantos que o evocam como lídimo pastor, dedicado cura das almas, cultor do belo, mecenas das artes, glória fúlgida do episcopado brasileiro “cuja memória permanecerá em paz” pelos séculos futuros, pelo bem que fez neste mundo.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-3790655782528534978?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3790655782528534978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3790655782528534978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/07/tributo-dom-oscar-de-oliveira.html' title='Tributo a Dom Oscar de Oliveira'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SmYtrMDO2ZI/AAAAAAAAAJo/SjqjdsybDOI/s72-c/Dom+Oscar.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-1179131678674268840</id><published>2009-07-17T08:00:00.000-04:00</published><updated>2009-07-17T08:02:41.932-04:00</updated><title type='text'>Lafayette e Queluz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tornou-se voz corrente desde os tempos de Queluz: “Lafayette não gosta [gostava] daqui”. E, sobre essa afirmação, criaram-se mitos diversos, alguns chegando a ferir a moral do Conselheiro. Essa aversão que se formou à figura do ilustre queluzense, creio, é responsável pelo quase completo desconhecimento sobre sua vida pelos seus conterrâneos.&lt;br /&gt;É provável que esse boato tenha sido fomentado ainda em vida de Lafayette, quando era figura de projeção no país. Queluz, embora considerada “reduto de civilistas”, especialmente pela sua disposição na sublevação de 1833 e na Revolução de 1842, local sagrado pelos luzias, regado com o seu sangue, onde vicejaram seus ideais, continuou a ser na política um campo de lutas entre liberais e conservadores. Os liberais tendo à frente o coronel Antônio Rodrigues Pereira, pai de Lafayette; os conservadores sob a liderança de José Ignácio Gomes Barbosa, depois Barão de Suassuhy.&lt;br /&gt;Lafayette deixou Queluz ainda menino, para ir estudar em Congonhas, depois Prados e, finalmente, São Paulo. Desde então ficou ausente de sua terra natal, exceto nas férias de verão, passadas na Fazenda dos Macacos, até a morte de sua mãe. Depois disso, não há registros de seu retorno à sua terra natal. Mesmo com a distância geográfica que se lhe impunha, pelas dificuldades de transporte, tendo apenas os correios como meio de comunicação, ainda assim o Conselheiro sempre esteve a par de tudo o que se passava em casa e na política local.&lt;br /&gt;Pelas cartas ao seu irmão Washington, Lafayette mostra-se atento ao que se passava em Minas, especificamente em Queluz, e orienta a seu pai e ao irmão sobre como agirem, adianta-lhes as notícias da Corte e do cenário político no país, além de questões domésticas. Sua sagacidade política controlava, muitas vezes, os ânimos dos liberais queluzenses. Do Rio de Janeiro, avistava, por entre as alterosas, o desenrolar dos interesses das facções mineiras e já se adiantava com sua influência e capacidade de uma análise antecipada, sem sentir o calor das emoções.&lt;br /&gt;Se ainda persistem comentários malévolos sobre seu relacionamento com sua terra natal, outros os sobrepõem. São reminiscências de famílias tradicionais, legadas pelas gerações passadas, da simplicidade do Conselheiro e de sua atenção para com os conterrâneos, fosse em recebê-los em Macacos, ou em visitá-los, especificamente nas propriedades vizinhas à de seu pai. E se não fez mais por sua terra, se não bastassem os entraves legais, é porque a hegemonia dos conservadores em Queluz certamente o impedia. Também, a forma abrupta como foi trocado o nome da cidade talvez seja responsável por essa aversão a Lafayette, aliás, mais ao nome do que à pessoa, por não a conhecerem.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-1179131678674268840?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1179131678674268840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1179131678674268840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/07/lafayette-e-queluz.html' title='Lafayette e Queluz'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-248991287897325920</id><published>2009-07-02T13:19:00.002-04:00</published><updated>2009-07-02T13:21:14.734-04:00</updated><title type='text'>Apanágio dos conquistadores</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CALLEXM%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;Insigne filho do fundador da dinastia de Avis, em Portugal, o Infante Dom Henrique (1394-1460) é considerado um dos heróis das terras lusitanas. O Navegador, como ficou cognominado na história, parece ter nascido com essa missão, de expandir os domínios daquele Reino por “mares nunca dantes navegados”, como cantou Camões, projetando sua sombra pelas centúrias que se seguiriam à que viveu. Desde jovem, impelindo seu pai, Dom João I, a atitudes ousadas, como a conquista de Ceuta e o combate aos mouros, o fundador da escola de Sagres já se mostrava um empreendedor de feitos que engrandeceriam sua pátria.&lt;br /&gt;Esse ilustre ornamento das nobres casas portugueses é o tema de mais uma exposição que o comerciante Fernando Emílio Pereira, seu patrício, faz na vitrina de sua loja “Lusitana”, &lt;st1:personname productid="em Conselheiro Lafaiete. Há" st="on"&gt;em Conselheiro Lafaiete. Há&lt;/st1:personname&gt; mais de cinquenta anos no Brasil, onde se estabeleceu, casou-se e constituiu família, além de contribuir enormemente para o desenvolvimento comercial da cidade, senhor Fernando está cá, provavelmente com o coração dividido entre a terra que o viu nascer e esta que o acolheu como seu também. E vai amenizando sua saudade, enquanto nos proporciona um espetáculo de cultura, na vitrina de seu estabelecimento, onde já expôs a Família Real, Juscelino Kubitscheck, Santos Dumont, e outros fatos, vultos e lugares que se enlaçam numa só manifestação de um povo cujas origens são as mesmas, assim como o idioma com que cantam a vida e seus feitos.&lt;br /&gt;Ousaria comparar, com as devidas proporções, a coragem do Infante Navegador com a do senhor Fernando Emílio. Ambos não se contentaram com os limites que sua naturalidade lhes impusera, entre o mar e &lt;st1:personname productid="La Raya. Quiseram" st="on"&gt;La Raya.  Quiseram&lt;/st1:personname&gt; conquistar o mundo, acreditavam na potência do Portugal altivo de sua história, de suas tradições, de sua cultura: haveria de expandir pelo mundo a nacionalidade daquele povo predestinado a altear o símbolo da cristandade, não sob seu domínio apenas, mas sob o signo da fé. Dom Henrique conquistou o mar com sua fé e determinação; senhor Fernando conquistou o mundo, além mar, com sua fé e carisma peculiar; fé num Brasil pujante e carisma com o qual conquistou não apenas sua senhora, dona Wanda, mas todos os lafaietenses que o têm como caro conterrâneo. Na meditação dos versos de Fernando Pessoa, talvez compreendamos melhor essa missão deles.&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;                Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;                Deus quis que a terra fosse toda uma,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;                Que o mar unisse, já não separasse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;                Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;                E a orla branca foi de ilha em continente,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;                Clareou, correndo, até ao fim do mundo,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;                E viu-se a terra inteira, de repente,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;                Surgir, redonda, do azul profundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-248991287897325920?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/248991287897325920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/248991287897325920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/07/apanagio-dos-conquistadores.html' title='Apanágio dos conquistadores'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-7831673014635525108</id><published>2009-06-25T14:57:00.003-04:00</published><updated>2009-06-25T15:08:07.113-04:00</updated><title type='text'>Disciplina necessária</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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A medida não é inusitada, visto outras cidades do interior e até de outros Estados já terem imposto regras eficientes, evitando o envolvimento de crianças e adolescentes &lt;st1:personname productid="em transgressões. Em Conselheiro" st="on"&gt;em transgressões. Em Conselheiro&lt;/st1:personname&gt; Lafaiete, no início da década de &lt;st1:metricconverter productid="90, a" st="on"&gt;90, a&lt;/st1:metricconverter&gt; juíza Valéria Rodrigues - salvo engano – adotou semelhante atitude, creio que com êxito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText"  style="text-align: justify;font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Como se esperava, aplausos e críticas têm sido levantados de todos os lados. As críticas, no entanto, são as que mais nos causam admiração, pois só alguém alienado da realidade em que vivemos pode ainda acreditar na inocência de tantos menores que, soltos pelo mundo – quase sempre vítimas de desestruturas familiares e de desajustes sociais -, envolvem-se em pequenos furtos, agressões e, principalmente, com o tráfico de drogas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText"  style="text-align: justify;font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;A decisão judicial já comprovou que essa disciplina é capaz de conter os índices de criminalidade. Esse “toque de recolher”, como alguns denominam, além de coibir o envolvimento de menores na delinquência, auxilia os pais, despidos cada vez mais de sua responsabilidade sobre os filhos menores, seja pela insubordinação destes ou até mesmo pela incoerência sugerida por uma dúbia interpretação da legislação pertinente. Com isso, reafirma-se a pátria autoridade de educar, de impor limite aos filhos, mesmo que, para isso, sejam necessárias medidas que não sejam simples censura, mas um ato de proteção às crianças e adolescentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText" style="text-align: justify; font-family: lucida grande;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Ao vir à tona um tema tão presente na atualidade, em todas as esferas, vale lembrar que o respaldo jurídico apenas é insuficiente para proteger os menores. A atenção dos pais é primordial, seguindo-se o equilíbrio na harmonia familiar e o constante acompanhamento de tudo o que faz, seja na escola, nas brincadeiras em casa ou com os colegas de rua, no computar (para aqueles que lhe tem acesso), buscando perceber seus conceitos em suas experiências ou diante do que assiste na TV, por exemplo. Os pais são os primeiros, necessários e indispensáveis educadores de seus filhos, responsabilidade esta que não pode ser relegada, muito menos atribuída a outrem, nem mesmo a tios ou avós (exceto em determinados casos).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoPlainText" face="lucida grande" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:14;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Medidas adotadas pela Justiça, impondo horário para a permanência de menores fora de casa, desacompanhados, constituem um instrumento de intimidação mais para os pais, chamados a assumirem a sua autoridade e à responsabilidade de educadores, de formadores do caráter de seus filhos, dentro dos princípios morais e religiosos eficazes. Só assim serão moldados lídimos cidadãos responsáveis, aniquilando os delinquentes em potencial que se formam à mercê da irresponsabilidade dos pais, aliada à decadência social.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-7831673014635525108?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7831673014635525108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7831673014635525108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/06/disciplina-necessaria.html' title='Disciplina necessária'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2104777971231294136</id><published>2009-06-18T12:39:00.000-04:00</published><updated>2009-06-18T12:41:07.880-04:00</updated><title type='text'>"Ridendo castigat mores"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo volume da Coleção do Teatro Brasileiro, da WWW Sua Editora, do Rio de Janeiro, trouxe a comédia em três atos “A tradicional família mineira”, do teatrólogo Cleiber Andrade. O conceituado escritor, de uma ampla formação humanista, permitiu-se discorrer a pena ao sabor de um bom humor específico sobre os conceitos norteadores dos hábitos e princípios de bicentenários clãs. Seguindo a mesma linha de Martins Pena e Aluízio Azevedo, o autor lafaietense como que deu uma pausa em seus estudos, na criação de dramas como “Zero Hora”, “Três dias sem Deus”, “Concerto em Si-bemol” – só para citar alguns – e na composição poética a que se entrega com tanto primor, deu uma pausa para “brincar” com usos e costumes de uma aristocracia falida, mas devotada à conservação de modos obsoletos e à veneração de seus ancestrais, além de manias diversas, decorrentes sabe-se lá do quê.&lt;br /&gt;São indispensáveis os elogios à obra de Cleiber Andrade, mesmo tendo as autoridades em literatura já os terem feito com muita competência, pelo vasto conhecimento literário que possuem. Mas não há como deixar de admirar a facilidade com que toma de um tema, simples que seja, e consegue enredá-lo, transformando-o numa perfeita trama, seja pela acentuação dramática, seja na desopilação emocional que o humor proporciona. Em “A tradicional família mineira”, principalmente os que puderam conviver com pessoas pertinazes nos apegos às tradições de família, por mais insignificantes ou estranhas que sejam, vão identificar algum conhecido ou mesmo parente. Os discursos prolixos enaltecendo a ascendência – às vezes questionáveis -, a exaltação de um parente que se projetou na sociedade, os conceitos equivocados, a beatice acendrada, entre outras características das personagens, trabalhou-as muito bem o autor, constituindo uma lídima comédia de costumes, com o toque peculiar do teatrólogo e o retoque caricatural que lhe é permitido.&lt;br /&gt;Ler “A tradicional família mineira” de Cleiber Andrade, mais do que se distrair com uma deliciosa peça ao estilo da comédie-française, é um convite à reflexão de nossos conceitos também. A evolução dos tempos, as revoluções de comportamento e uma banalização dos costumes e até do pensamento muitas vezes podem facilmente conduzir o indivíduo ao ridículo, a um contra-senso sem precedentes, indo de um extremo ao outro, sob o casulo da liberdade de expressão, ou de uma excentricidade sem precedentes, tão somente pelo desejo de se fazer notar, o que leva os fracos e desarmados nessa batalha cultural se acastelarem, escudando-se com seus conceitos e preconceitos. Mas com sua peça, Cleiber não dá mão àqueles mendicantes infelizes da atenção alheia. Numa censura subliminar, ele atenta para o perigo a que se incorre ao manter-se inflexível como os Moura do Amaral e os T. de Mendonça, e com maestria reafirma a divisa de Molière, escrita por Jean de Santeuil, talvez inspirado na “Ars Poética” de Horácio: “Ridendo castigat mores”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2104777971231294136?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2104777971231294136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2104777971231294136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/06/ridendo-castigat-mores.html' title='&quot;Ridendo castigat mores&quot;'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8285991570689928949</id><published>2009-06-11T10:46:00.000-04:00</published><updated>2009-06-11T10:47:26.547-04:00</updated><title type='text'>Uma questão de reconhecimento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma tênue diferença distingue o reconhecimento que se deve ter para com os antepassados do “culto” que os orientais, especialmente, sugerem. Esse reconhecimento advém mais do sentimento de gratidão, e não apenas de uma ação benemérita, embora ela seja, quase sempre, o instrumento pelo qual chegamos ao seu autor. Ao deparar-se com a Pietá numa das capelas laterais da Basílica de São Pedro, no Vaticano, logo vem à mente o nome de Michelangelo; na peregrinação à Basílica do Bom Jesus, em Congonhas, é impossível olvidar os mestres do barroco mineiro, Aleijadinho e Athayde; da mesma forma como a arquitetura grandiosa de Brasília evoca Niemeyer. Esses vultos que se celebrizaram, especificamente, pelo dom da arte têm seu nome perpetuado na lembrança de todos aqueles que conhecem e admiram sua obra.&lt;br /&gt;A referência em que muitas pessoas se tornam, cada uma em seu campo de atuação, é um reflexo que, naturalmente, deseja-se espelhar; se não é possível, ao menos passa-se a reverenciar sua memória, num ato de gratidão e de reconhecimento. Desta forma, tornou-se comum dar aos logradouros públicos, aos edifícios, repartições, projetos etc. dar o nome dessas pessoas que, de alguma forma, notabilizaram-se pelos seus feitos ou até mesmo pelo seu simples jeito de ser. Esse reconhecimento que se lhe presta é uma extensão do sentimento de gratidão que, na iniciativa de alguém, se extravasa numa pública manifestação, por mais singela, ou pessoal, que seja essa demonstração.&lt;br /&gt;O modus vivendi que vai se institucionalizando entre os povos torna-se uma medida emergencial, enquanto os valores vão se perdendo, junto com ele os princípios e as indicações que norteiam a formação social. O afã em se recompor, em recuperar o tempo perdido, em reaver os prejuízos pecuniários distraem o homem numa ilusória sensação de estar como que velejando em águas tranqüilas, distanciando-se mais e mais de seu mundo real, de seu torrão surrealista, da identidade genética impressa na sua formação, em seus hábitos, nas suas idéias. Com isso, perdem-se, também, o conhecimento e o reconhecimento de sua cultura e dos promotores dela.&lt;br /&gt;“As relações entre as gerações alteraram-se de tal maneira que já não favorecem, como antes, a transmissão dos conhecimentos antigos e da sabedoria herdada dos antepassados”, destacou o Santo Padre Bento XVI numa de suas alocuções em recente viagem à África. Um abismo vai se abrindo, cada vez maior, entre as gerações, dificultando a compreensão de suas atitudes e de seu pensamento. Vai-se rompendo o elo que as une, e as referências vão se desaparecendo no oceano do esquecimento humano, por entre as brumas do passado. Há de chegar o dia em que o sol da fraternidade aqueça as relações enrijecidas dos homens, evapore a névoa da indiferença e traga à nitidez todo esse horizonte da história que tão facilmente se o deixa de contemplar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8285991570689928949?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8285991570689928949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8285991570689928949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/06/uma-questao-de-reconhecimento.html' title='Uma questão de reconhecimento'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-5601386065776014015</id><published>2009-06-05T08:00:00.002-04:00</published><updated>2009-06-05T08:06:42.588-04:00</updated><title type='text'>Luto na Casa Imperial</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SikKRAkBbEI/AAAAAAAAAJI/sNYX5SEqO2U/s1600-h/Dom+Pedro+Luiz.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 238px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SikKRAkBbEI/AAAAAAAAAJI/sNYX5SEqO2U/s320/Dom+Pedro+Luiz.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343813720176946242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A tragédia ocorrida no início da semana, quando o avião que fazia a linha Rio de Janeiro/Paris desapareceu, enlutou o coração de muitas famílias brasileiras, inclusive de Conselheiro Lafaiete. Entre os passageiros do funesto vôo 4478 da Air France, também estava Sua Alteza Imperial e Real Dom Pedro Luiz Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança, Príncipe do Brasil, Príncipe de Orleans e Bragança, quarto na sucessão dinástica ao Trono e Coroa do Brasil, presidente de honra da Juventude Monárquica. Os monarquistas receberam, consternados, a notícia do desaparecimento daquele em quem depositavam as esperanças de continuidade de liderança do movimento no Brasil, sucedendo a seus tios Dom Luiz de Orleans e Bragança, que neste sábado registra mais um natalício, Dom Bertrand, e a seu pai Dom Antônio Maria.&lt;br /&gt;Dom Pedro Luiz contava com 26 anos de idade, tendo nascido no Rio de Janeiro, a 12/1/1983, primogênito de Dom Antônio Maria de Orleans e Bragança e de Dona Christine, princesa de Ligne. O jovem príncipe sempre se mostrou comprometido com a tradição da família e a responsabilidade que lhe competia enquanto sucessor dos direitos dinásticos. Durante a campanha para o plebiscito de 1993, ainda menino, esteve ao lado de seu amoroso pai, trabalhando pelo “esclarecimento” das massas sobre a realidade do sistema monárquico. Na modéstia da vida familiar – ao contrário do que boçais anarquistas propagam de fantasiosas regalias -, o Príncipe do Brasil foi educado dentro dos princípios do nacionalismo e da Santa Religião, que sempre nortearam a formação dos lídimos sucessores dos fundadores de nossa Pátria.&lt;br /&gt;Em 1999, Dom Pedro Luiz foi aclamado presidente de honra da Juventude Monárquica do Brasil, possuidor que era das virtudes notáveis para aquela geração que buscava as mais acrisoladas referências de integridade e devotamento à causa. De presença discreta nas rodas sociais, mas sempre marcante pela sua inteligência e cultura, jamais se jactou de sua estirpe; ao contrário, tinha consciência de sua responsabilidade, tendo afirmado, certa vez: “A gente carrega esse fardo e precisa dar exemplo”. Graduado em Administração de Empresas pelo Ibmec do Rio de Janeiro, pós-graduado em Economia pela Fundação Getúlio Vargas, acompanhava atentamente a economia brasileira, chegando a comentar, sem nenhum desafeto, sobre a política adotada pelo atual presidente da República, “por diminuir o fosso entre os brasileiros”; comentário desapegado de qualquer paixão, senão pelo bem-querer de seu povo.&lt;br /&gt;O Príncipe do Brasil residia em Luxemburgo, onde trabalhava no renomado Banco Paribas, de grande prestígio na Europa, além de prestar consultoria financeira para algumas empresas. Vinha sendo reconhecido nas casas reais do Velho Mundo pela sua distinção, decorrente de uma sóbria galhardia e apurado senso crítico. Era, ainda, detentor da Grã-Cruz das Imperiais Ordens de Pedro Primeiro e da Rosa.&lt;br /&gt;O seu desaparecimento deixa um sentimento de perda muito dorido para os movimentos monarquistas e admiradores da Família Imperial. Nada mais resta, senão rezar pelo conforto de seus idolatrados pais, Dom Antônio e Dona Christine, e pelo seu descanso eterno junto de Deus Nosso Senhor. Lembrando o célebre Padre Vieira, a quem tantas finezas deve a Dinastia de Bragança, “é verdade que morreu, mas por meio da morte eternizou a idade, melhorou a gentileza, canonizou a discrição” (Sermão nas exéquias de Dona Maria Ataíde, 1649, VII). Seu desaparecimento cristalizou o vigor de sua juventude, o viço de seu &lt;i style=""&gt;donaire&lt;/i&gt;, as virtudes que ornavam o seu caráter. “Não teve de que testar, porque todos os bens que possuía os levou consigo. A sabedoria e a virtude não se deixam em testamento, porque se levam: e nós todos a matar-nos, pelo que se há-de deixar!” (Sermão para as exéquias do sereníssimo Príncipe de Portugal Dom Teodósio, 1654, I).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Resquiescat in pace.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-5601386065776014015?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5601386065776014015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5601386065776014015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/06/luto-na-casa-imperial.html' title='Luto na Casa Imperial'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SikKRAkBbEI/AAAAAAAAAJI/sNYX5SEqO2U/s72-c/Dom+Pedro+Luiz.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2548330584511163176</id><published>2009-05-27T08:43:00.001-04:00</published><updated>2009-05-27T08:45:00.616-04:00</updated><title type='text'>Lembranças de maio...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Neste mês de maio,&lt;br /&gt;Lindo, encantador,&lt;br /&gt;Juntas entoamos,&lt;br /&gt;Mãe, vosso louvor!”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Envolve-nos uma aura de saudade e de devoção ao ressoar, desde os dias de nossa meninice, o canto alegre das crianças engalanadas para coroarem a Virgem Maria. É a piedade filial que se expressa dessa forma, numa antecipação do gozo eterno que se terá quando, enfim, participarmos das alegrias perenes na Pátria celeste. Finda nossa caminhada neste mundo, nos vestíbulos do santuário da bem-aventurança, certamente já identificaremos, evolando pelas planuras celestes, semelhante cântico que, outrora, nos antecipara àquele momento de graça e de esplendor. O mavioso entoar das meninas vai se figurando, melhor definido, nos sonhos de José do Egito, nas visões apocalípticas de São João.&lt;br /&gt;A cada ano, renova-se esse ritual que, não fossem os exageros tecnológicos que se vão lhe acrescentando, além de interesses outros que não sejam a mais sincera e ingênua manifestação de veneração à Virgem Maria, continuaria a ser a mais expressiva loa dos corações enlevados pela devoção. Ah, maio, em que tudo nos faz desejar a pureza dos pequenos e bendizer a Deus, “porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos” (Mt 11,25). Se no velho mundo o mês das flores foi dedicado a Nossa Senhora, pelo clima agradável e a natureza pululando vidas multicores pelos campos; os dias de outono abaixo dos trópicos nos atentam à frieza das atitudes humanas, tocadas pela decadência do pecado, incitando-nos a desejar, com mais convicção e sinceridade, o amor abrasador que impele até Deus.&lt;br /&gt;Perde-se pelos séculos a origem dessa delicada manifestação de carinho, a coroação da imagem da Virgem Santíssima, ilustrando as celebrações do Mês de Maria animadas pelos padres jesuítas, em especiais tratados editados ainda no século XVIII. Em Minas, esse costume salutar para a alma introduziu-o as Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, quando se estabeleceram nas alterosas em meados do século XIX. Desde então, revivem-se, a cada ano, as manifestações de filial devoção dos católicos fervorosos que, em sentimento, se unem às vozes pueris em súplica à Santa Mãe, no anelo de salvação:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Céu de Maria,&lt;br /&gt;Lindo, estrelado...&lt;br /&gt;Deixa o meu cantinho&lt;br /&gt;Lá no céu guardado.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2548330584511163176?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2548330584511163176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2548330584511163176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/05/lembrancas-de-maio.html' title='Lembranças de maio...'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-4210567717537113448</id><published>2009-05-22T07:53:00.000-04:00</published><updated>2009-05-22T08:02:28.951-04:00</updated><title type='text'>Calúnias ao vento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outrora, quando os meios de comunicação eram ineficientes e as investigações demoradas, quando não burladas, facilmente se disseminava uma calúnia. Assim aconteceu com os cavaleiros templários, alvo da ambição de Felipe IV da França, cognominado O Belo, que em 1307 conseguiu exterminar a Ordem e confiscar os seus bens, causando sofrimento a tantas pessoas que assistiram, atônitas, as atrocidades cometidas. Entre tantas acusações impetradas contra os monges-guerreiros, incitadas pelo monarca francês, estava a de idolatria a uma “cabeça com barba”.&lt;br /&gt;Recentemente, o L’Osservatore Romano publicou um interessante artigo da pesquisadora Barbara Frale, estudiosa do tão cobiçado Arquivo Secreto do Vaticano, em que ela conclui que a “cabeça com barba” venerada pelos templários nada mais era do que o Santo Sudário. Em “Os templários e o Sudário – Os documentos demonstram que o tecido lençol foi custodiado e venerado pelos cavaleiros da Ordem no século XIII”, a pesquisadora minuciosa discorre sobre a trajetória da instituição, ereta com a finalidade de custodiar os lugares santos. Na consultas dos documentos diversos, Frale encontrou no processo contra os templários a descrição do ingresso de Arnaut Sabbatier, em 1287, no grêmio dos templários.&lt;br /&gt;De acordo com o documento, Sabbatier teria sido conduzido a um local só acessível aos monges-soldados do Templo, onde lhe teria sido apresentado um lençol de linho com a figura de Nosso Senhor impressa. Obedecendo às disposições do cerimonial, ele teria osculado-o três vezes na altura dos pés. Esse lençol de linho Barbara Frale não duvida que fosse o Santo Sudário, inclusive baseando-se nos estudos de Ian Wilson, da Universidade de Oxford, especialista na sagrada relíquia. Wilson afirma que a relíquia teria desaparecido após o saque da capela dos imperadores de Bizâncio, em 1204, reaparecendo no espólio do templário Geoffroy de Charney, que foi queimado juntamente com o grão-mestre da Ordem, Jacques de Molay, por determinação de Felipe IV.&lt;br /&gt;Inúmeras calúnias foram promovidas e disseminadas para ignomínia dos Templários, inclusive fomentando a imaginação de tantas pessoas, construindo fábulas absurdas, antagônicas à realidade dos fatos, diferentes dos sinceros propósitos daqueles cavaleiros. Uma delas é o famigerado “O Código da Vinci”, cujo correr da pena de Dan Brown foi impulsionado pela ânsia de sensacionalismo, sem um sólido embasamento histórico, senão um cruzamento de suposições levianas, depondo contra a verdade dos fatos e a idoneidade das personagens reais e das instituições.&lt;br /&gt;O trabalho da professora Barbara Frale é digno de todos os encômios, pelo bem que proporciona à humanidade, desvendando o passado ofuscado não só pelas brumas do tempo, mas pela tirania de determinados governos que, à custa do sacrifício da honra e da verdade, manchou a si próprio com o sangue inocente dos bons, lançando ao vento as penas da difamação. Aliás, essa mesma pesquisadora, há poucos anos, foi quem encontrou o célebre Pergaminho de Chinon, por meio do qual o Papa Clemente V exonera de culpa os templários. Permita Deus, o trabalho da doutora Frale não seja apenas uma referência, mas um exemplo de dedicação, de seriedade e de comprometimento para com a história e com a verdade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-4210567717537113448?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4210567717537113448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4210567717537113448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/05/calunias-ao-vento.html' title='Calúnias ao vento'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8755593114791730908</id><published>2009-05-15T08:57:00.001-04:00</published><updated>2009-05-22T08:05:21.180-04:00</updated><title type='text'>El Rei voltará!</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName" downloadurl="http://www.microsoft.com"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} h1 	{mso-style-next:Normal; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	page-break-after:avoid; 	mso-outline-level:1; 	font-size:14.0pt; 	mso-bidi-font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-font-kerning:0pt; 	font-weight:normal;} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A exclamação de uma casta saudosa e esperançosa ainda ecoa pelas terras lusitanas: “El Rei voltará!” Já não mais uma indagação, mas a certeza de que um dia, quando estiverem ainda “a ver navios”, ei-lo que surgirá com toda a sua majestade e, até certo ponto, antagônica inocência. O jovem Rei que desaparecera na célebre Batalha de Alcácer Quibir, na África, protótipo de um monarca dotado das virtudes necessárias para esse múnus, passou ao olimpo da imortalidade por simplesmente ter desaparecido. Não se mostrara um grande líder - era jovem demais para fazê-lo. Mas, apenas a valentia de partir e ir lutar para maior glória de Deus, reforçada, quiçá, pelo testemunho daqueles que o rodearam, não foi o suficiente para transformá-lo em um mito, sobrevivendo, até hoje, no imaginário português, especificamente, desde os meados do segundo milênio; todo um prelúdio histórico e um instante oportuno possibilitaram, do desaparecimento de um rei, o surgimento de um mito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esse episódio envolvendo religiosidade e patriotismo marca o surgimento de uma nova maneira de esperar, ou pelo menos a configura desta forma. A esperança que o povo português passa a alimentar a partir daquele verão de 1578 decorre não apenas do desaparecimento de um “rei querido”; mais que isso, fere-lhe o patriotismo, sucedendo-se uma crise dinástica que perdurou por cerca de seis décadas. E esse é o principal motivo que faz do rei menino um mito, associando-se à sua imagem uma ideologia messiânica que atravessa, de forma singular, a história de Portugal, desde o Século XVI, acreditando no advento iminente de um rei libertador. Aí, então, inaugura-se o “sebastianismo” que, além da fé no regresso de El Rei, é um conjunto de temas messiânicos sucessivamente reelaborados em contextos de crise e de indefinição política; aliás, usado também como arma, num avivamento dos valores nacionalistas do povo, baseando-se nas profecias do sapateiro de Bandarra, e reiterado nos sermões do Padre Vieira, no contexto das invasões e no miguelismo, &lt;st1:personname productid="em Ant￴nio Pires Sardinha" st="on"&gt;em Antônio Pires Sardinha&lt;/st1:personname&gt;, Fernando Pessoa, Leonardo Coimbra, Jaime Cortesão, entre outros; enfim, no imaginário popular, onde o sebastianismo assumiu uma enorme importância, dando expressão a um desejo persistente de libertação da miséria e opressão quotidianas. A tragédia, o sofrimento e a esperança são que alimentam o sebastianismo há séculos; na angústia de um povo, a crença no porvir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sem perder o controle da compreensão da mentalidade e da estrutura que sustentam esse mito, há de sempre buscar a influência que tal sentimento vem exercendo no sentimento de portugueses e, por legado, dos brasileiros em alguns estudos. Dom Sebastião apresenta-se como uma figura controversa, inspirando admiração e ódio ao mesmo tempo, diferentemente para cada pessoa, indo de messias a cretino, de salvador a demente, inspirando paixões e atiçando polêmicas. Isso, porque estudam-no enquanto homem, e não como um mito, pois é desta forma como ele se apresenta, tendo hoje se tornado um fenômeno social e elemento inerente da alma humana. Daí compreender-se-á por que, no âmago de cada um, desde aquele surto apocalíptico dos quinhentos, ainda suspira a esperança de que “El Rei voltará!”&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8755593114791730908?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8755593114791730908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8755593114791730908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/05/el-rei-voltara.html' title='El Rei voltará!'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-6624243763459438378</id><published>2009-05-07T10:35:00.001-04:00</published><updated>2009-05-07T10:35:45.665-04:00</updated><title type='text'>O Santo Condestável</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase seiscentos anos após sua morte, só agora, para gáudio dos portugueses – e por que não também dos brasileiros –, foi canonizado o carmelita Nuno de Santa Maria (nascido Nuno Álvares Pereira – 1360-1431). Um dos grandes heróis lusitanos, Nuno Álvares, que recebeu o título de “Condestável do Reino” por Dom João I, o Mestre de Avis, apresenta-se desde a sua época aos homens de fé como exemplo de cristão exemplar e súdito fiel, defendendo sua religião e sua pátria, convicto de sua missão. Foi um militar destemido, mas, antes, um católico fervoroso que, tendo encerrada sua carreira, recolheu-se na vida religiosa e, nutrindo-se da espiritualidade carmelita, tornou-se exemplo de humildade, trabalhando na portaria do convento que mandara erigir em Lisboa e como esmoler, atendendo aos pobres; aliás, dizem que aí se iniciou a “sopa dos pobres”, que ele servia aos que batiam à porta pedindo-lhe um adjutório.&lt;br /&gt;O nacionalismo acendrado do bom povo português tende a cultuar o mais novo lusitano elevado à glória dos altares pelos seus feitos notáveis, como vencedor de grandes batalhas que garantiram a unidade do Reino, como a de Aljubarrota, cantada por Camões n’Os Lusíadas. Era o modesto Portugal enfrentando o brutal exército de Castela, contando mais com a coragem e a austeridade de seu comandante, Dom Nuno, do que com os recursos bélicos, tão primitivos ainda naquela época. Alguns de seus biógrafos, numa interpretação sobrenatural de sua vida, creditam essas vitórias à sua fé e ao mais puro desejo de assegurar a catolicidade de sua terra. Parecia antever as tristes divisões marcadas pelo Cisma do Ocidente, em que Castela, por interesses políticos, aliou-se ao anti-papa de Avinhão, enquanto Portugal manteve-se fiel ao Bispo de Roma.&lt;br /&gt;Mas é ao final de sua vida que empreende a mais terrível batalha, atento, certamente, à admonição de São Paulo: “não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares” (Ef 6,12). Preparou-se, então, com as armas espirituais, ou seja, a armadura da justiça, a espada do Espírito, o escudo da fé, a oração, a disponibilidade para anunciar o Evangelho na construção de um reino de paz, perseverante na prática do bem. Ao cerrar os olhos para este mundo, enquanto entregava sua alma inteiramente a Deus, traduzia-se seu necrológio em testemunho de uma vida ornada de virtudes, reconhecidas pelo Papa Bento XV, em 1918, quando o beatificou, e agora pelo papa Bento XVI, que o canonizou.&lt;br /&gt;A figura de São Nuno de Santa Maria propõe-nos a tomada de decisões desprendidas de quaisquer interesses, senão os de fazer o bem pelo amor de Deus. É desta forma que ele ainda se nos apresenta, de um caráter íntegro, de convicções coerentes, de atitudes santas, no recolhimento da cogula do devotamento e da humildade, aquecido pelo amor abrasado de Jesus, guiando-se pela luz do Evangelho.&lt;br /&gt;São Nuno de Santa Maria, rogai por nós!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-6624243763459438378?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6624243763459438378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6624243763459438378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/05/o-santo-condestavel.html' title='O Santo Condestável'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-6420161792651322323</id><published>2009-04-23T15:47:00.003-04:00</published><updated>2009-04-23T15:51:40.591-04:00</updated><title type='text'>No natalício do Professor Alberto Libânio</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CALLEXM%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoBodyText3, li.MsoBodyText3, div.MsoBodyText3 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;Neste dia, 23 de abril, comemora-se o natalício do Professor Alberto Libânio Rodrigues (1953-2000). Passados nove anos desde o seu falecimento prematuro, no dia 13 de outubro, seu nome ainda permanece vivo no meio cultural de Conselheiro Lafaiete, sua terra natal que tanto amou, cultuou e a divulgou.&lt;br /&gt;Por isso, neste dia, reverenciamos sua memória, em reconhecimento ao seu trabalho como jornalista e agente cultural, além de escritor, historiador e poeta, dotado de uma verve como poucos a possuíram. Ao mesmo tempo em que se mostrava condoreiro, seus textos eram claros e diretos, granjeando admiradores sinceros e desafetos incontidos. Mas com o bom humor e a sinceridade que lhe eram peculiares, Alberto Libânio vivia destemidamente com todos, fosse falando, fosse empunhando sua pena, aliás, temida por muitos.&lt;br /&gt;Sua estréia na imprensa foi num momento em que ela ainda era manipulada, servil aos interesses do partidarismo político interiorano, como vinha acontecendo desde o limiar da República, nos últimos anos do século XIX. Este era o perfil do jornalismo &lt;st1:personname productid="em Conselheiro Lafaiete" st="on"&gt;em  Conselheiro Lafaiete&lt;/st1:personname&gt; até a década de 70. Por cerca de 80 anos, a imprensa esteve quase sempre nas mãos dos líderes políticos, sob o comando de partidos distintos que lançavam mão dela para “doutrinar” seus eleitores.&lt;br /&gt;No momento em que a cidade inicia uma nova fase, em todos os aspectos, tanto questões sociais e culturais, influenciada, talvez, ainda pelos influxos de revolução de conceitos em todos o mundo desde o pós-guerra, como questões sócio-econômicas, principalmente com o advento da siderurgia, a partir da implantação da Aços Minas Gerais, &lt;st1:personname productid="em Ouro Branco" st="on"&gt;em Ouro  Branco&lt;/st1:personname&gt;, nos anos 70, nesse momento a imprensa passa por uma reformulação. Os primeiros sinais desse revigoramento jornalístico – para não dizer implantação de um novo jornalismo na cidade – puderam ser sentidos em “O Processo” (1972-1978), mas a efetivação desse alvorecer de uma nova e importante fase da história da comunicação &lt;st1:personname productid="em Conselheiro Lafaiete" st="on"&gt;em Conselheiro Lafaiete&lt;/st1:personname&gt; deu-se com a criação do jornal “Panorama” (1978-1984).&lt;br /&gt;A cidade teve o seu primeiro jornal em 1894. No entanto, desde essa época, as publicações sempre estiveram nas mãos de um determinado grupo político ou de alguém que se deixasse influenciar – de certa forma até ser manipulado –, fosse pela situação governista, fosse pela oposição. Dezenas de títulos já haviam encabeçado os semanários, quinzenários, até mensários, destinados a informar a população de Queluz e, posteriormente, de Conselheiro Lafaiete. Nenhum deles, entretanto, encorajara-se a enfrentar a política local, exercendo um jornalismo imparcial, ou menos tendencioso. E isso se deveu, e muito, a Alberto Libânio, com destaque para sua atuação no jornalismo.&lt;br /&gt;O futuro de um filho de um alfaiate e de uma costureira, que teve uma infância difícil, principalmente após o pai ter sido acometido por um derrame; aluno relapso na escola, reprovado em algumas séries do antigo curso ginasial e concluindo os estudos secundários em exames supletivos talvez não fosse promissor, se se tentar traçar seu perfil intelectual a partir daí.&lt;br /&gt;Alberto Libânio Rodrigues foi esse menino que nunca conquistou boa condição financeira. Mas se projetou de maneira significativa quando, após alguns fracassos, definiu “o que queria fazer da sua vida” e pôs-se a lutar pelos seus objetivos. O que fora uma iniciação profissional - mais uma forma de ajudar à mãe, então viúva, no sustento da casa, com parcos cruzeiros -, despertou o interesse do menino de apenas 12 anos de idade, quando entrou pela primeira vez numa gráfica de jornal, tendo seu primeiro contato com os tipos de chumbo, a tinta e o papel, até tomar gosto pela leitura das notícias. A partir desse contato despretensioso com a imprensa, despertou-lhe o interesse pelas artes gráficas, passando à redação, excursionando pela publicidade e &lt;i style=""&gt;marketing&lt;/i&gt;, até se firmar como jornalista destemido e atuante, considerado, hoje, um marco na história da imprensa &lt;st1:personname productid="em Conselheiro Lafaiete." st="on"&gt;em Conselheiro Lafaiete.&lt;/st1:personname&gt;&lt;br /&gt;Aliás, essa atuação verificou-se não apenas em sua cidade natal, mas também em outros municípios por onde passou, custando-lhe a tranqüilidade, uma melhor condição econômica e até amizades. Empedernido em suas concepções, não cedia às influências, menos ainda às pressões, e seguia determinado com seu propósito, sem se permitir o esmorecimento. “O grau de obsolescência da cabeça de muitas pessoas é, às vezes, maior que o Monte Sinai”, dizia Alberto Libânio.&lt;br /&gt;Ele superou suas limitações, trabalhou incansável, reagiu contra sistemas políticos adotados em detrimento da liberdade de expressão e acabou se tornando uma referência para o jornalismo do interior. Aliás, foi nessa faina que participou da fundação da Associação dos Jornais do Interior de Minas Gerais (ADJORI-MG), em 1982, sob a orientação da Associação Brasileira de Jornais do Interior (ABRAJORI), exercendo o cargo de primeiro secretário em sua primeira diretoria.&lt;br /&gt;O novo estilo que Alberto Libânio lançou na imprensa lafaietense, entre os anos de &lt;st1:metricconverter productid="1978 a" st="on"&gt;1978 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1984, tornou-se, pois, uma referência para os veículos de comunicação impressos que o sucederam na cidade, tanto a linha editorial, quanto os conceitos de empreendedorismo e de administração.&lt;br /&gt;Mas seu talento não se conteve dentro de uma redação de jornal, apenas. Ele foi além, promoveu sua terra natal, idolatrada em seu célebre “Queluzíadas”, legado de patriotismo aos seus conterrâneos, profissão de fé numa terra que nasceu do idealismo, na abertura de novos caminhos que indicam o progresso. Como editor, promoveu o soerguimento e/ou aparecimento de muitas instituições e pessoas, entre literatos e pesquisadores. Seus estudos históricos e genealógicos o conduziram ao vetusto Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, onde ocupou a cadeira cujo patrono era o Cônego José Antônio Marinho. Na Academia Mineira de Trovas encontrou assento entre os magníficos trovadores do Estado e, em seu torrão natal, fundou a Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette, que o teve como presidente até o seu passamento. Era a realização de um antigo sonho, vislumbrado nos primórdios dos anos 80, de reunir os intelectuais lafaietenses num sodalício onde as aspirações comuns dos acadêmicos impulsionassem a cultura local.&lt;br /&gt;E eis que seu sonho se realizou e perdura ainda hoje, pujante, empunhando o guião erguido por Alberto Libânio, cuja divisa bem define os nossos ideais: “Labore scriptisque ad immortalitatem”.&lt;br /&gt;Homenagem da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette ao seu fundador.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-6420161792651322323?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6420161792651322323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6420161792651322323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/04/no-natalicio-do-professor-alberto.html' title='No natalício do Professor Alberto Libânio'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2923562823194684436</id><published>2009-04-16T20:15:00.002-04:00</published><updated>2009-04-16T20:19:52.077-04:00</updated><title type='text'>Ad multos annos!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SefLHcU17RI/AAAAAAAAAIo/nqZXhh2a1ZU/s1600-h/Bento14.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 211px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SefLHcU17RI/AAAAAAAAAIo/nqZXhh2a1ZU/s320/Bento14.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325448413112036626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corações em prece se voltam à Cidade Eterna para saudar o Beatíssimo Padre Bento XVI. No dia 16 de abril, Sua Santidade completou 82 anos de vida, com muita disposição e aparente vitalidade, não obstante o jugo da idade e o fardo de seu ministério. No dia 19, comemora-se o quarto ano de seu pontificado. E é com veneração que o reverenciamos pela sua magnânima existência, dedicada a Nosso Senhor e à Sua Igreja. Ah! Quantas não terão sido as propostas que as circunstâncias em determinados momentos não ousaram tentar seduzi-lo? Quantos atrativos talvez, debalde, procuraram demovê-lo? Quantas armadilhas certamente lhe prepararam os asseclas de lúcifer para arrefecê-lo ao longo de sua peregrinação por este mundo?&lt;br /&gt;Em “A minha vida”, escrita no final do segundo milênio, o então Cardeal Joseph Ratzinger, testemunha essa experiência, que às vezes nos constrange - e que muito mais, no entanto, nos fortalece -, ao remeter-se à lenda de São Corbiniano. Conta-se que aquele santo bispo, indo para a Roma, teria sido surpreendido por um urso atacando o seu cavalo. O bispo teria subjugado o feroz animal, obrigando-o a levar o fardo que ia sobre o lombo do cavalo. “E também eu levei para lá tudo o que era meu, e de há vários anos a esta parte caminho com a minha missão e o seu peso pelas ruas da Cidade Eterna”, concluía o então Prefeito da Congregação Para a Doutrina da Fé. A figura do urso foi-lhe tão marcante que, ainda hoje, o Santo Padre o conserva em seu brasão pontifício.&lt;br /&gt;Bento XVI, por meio de seus escritos, homilias, discursos, alocuções, desde muito antes de chegar a Roma, ainda na sua saudosa Bavária, sempre ofereceu uma interpretação sobrenatural dos fatos e dos desígnios de Deus; a figura do urso é uma. Talvez, por isso, o Papa tenha relatado esse episódio do primeiro bispo daquela que foi sua sé episcopal. Ele se coloca na figura do urso e o fardo, o múnus episcopal com o qual chegou ao Limiar dos Apóstolos. Mas penso que o urso seriam as adversidades que nos ameaçam e às vezes nos atacam, contra quem lutamos durante nossa vida. O fardo é a doutrina que nos rege, é a graça que nos conduz pela via em busca da perfeição. São lições como esta que o Vigário de Cristo sempre apresenta para nossa reflexão, cousas do cotidiano, ou de fácil compreensão, para certificarmo-nos de que a santidade é um dom acessível por todos que a desejam e se dispõem a viver plenamente em união com Cristo.&lt;br /&gt;A eleição de Bento XVI há quatro anos surpreendeu a muitos, que ainda hoje têm em sua retina a imagem cativante de João Paulo II. Os epítetos de “Panzerkardinal” (Cardeal Blindado) e de “Grande Inquisidor”, que alguns injustamente lhe imputavam, devido à sua rígida ortodoxia dogmática, eram como que um entrave nos olhos daqueles que não queriam vê-lo como o vemos hoje: firme em seu Magistério, solícito em seu ministério, pai e pastor de todos aqueles que se deixam guiar pela sua cruz. Sua voz tranqüila, seu verbo preciso, sua presença austera revelam-nos a fonte onde hauri sua segurança: a oração. E na salmodia da Liturgia Diária, certamente, lhe consola o salmista: “Estarei sempre convosco, porque vós me tomastes pela mão. Vossos desígnios me conduzirão, e, por fim, na glória me acolhereis” (Sl 73, 23-24), suplicando-nos, ainda: “Rezai por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos” (Homilia na Missa da Entronização, 24/04/2005).&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ad multos annos, beatissime Pater!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2923562823194684436?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2923562823194684436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2923562823194684436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/04/ad-multos-annos.html' title='Ad multos annos!'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SefLHcU17RI/AAAAAAAAAIo/nqZXhh2a1ZU/s72-c/Bento14.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-1730167207687695857</id><published>2009-04-13T14:52:00.000-04:00</published><updated>2009-04-13T14:53:06.154-04:00</updated><title type='text'>Alegria da Páscoa</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prorrompe dos cantos litúrgicos o “Aleluia”, anunciando que o Cristo ressuscitou verdadeiramente. É a explosão de uma alegria intensa diante de um acontecimento feliz, aguardado pelo povo de Israel, predito pelos profetas, sobrepondo-se a toda expectativa. “Louvai o Senhor!” é a expressão literal dessa interjeição que se seguirá a toda oração nas próximas semanas, na Igreja Católica, quando se constata efetivamente a conclusão do centurião diante da Cruz: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!” (Mt 27,54). É o legado daqueles que primeiro acreditaram em Deus, dirigindo-se a Ele dessa forma, agradecendo a providência especial que o protegeu nos momentos difíceis de sua existência.&lt;br /&gt;O “Aleluia” remete-nos à libertação dos israelitas, agrilhoados no Egito, sem Pátria e sem altar, vítimas da tirania dos faraós, quando Deus ouviu o clamor desse povo e lembrou-se de Sua aliança (Ex 6,5). A celebração daquela primeira páscoa, a passagem do exílio à libertação, prefigurava, desde então, a passagem da morte para a vida. O sangue do cordeiro imolado assegurou a vida àquele povo sofredor. O sangue do verdadeiro Cordeiro, imolado na cruz, resgatou a humanidade cativa pelo pecado, restituindo-lhes a graça da vida eterna. “O Senhor é o herói dos combates (...), lançou no mar os carros do faraó e o seu exército” (Ex 15,3-4). O canto de Moisés era a expressão da alegria de toda aquela gente.&lt;br /&gt;O “Aleluia” que se anuncia pelos cânticos alegres, pelo repicar dos sinos, é a manifestação da humanidade que vive na liberdade da graça de Deus, livre dos grilhões do pecado. É uma parcela do sentimento que São João anteviu desde Patmos, ao contemplar a Jerusalém celeste, ao ouvir os eleitos num só coro: “Aleluia! A nosso Deus, a salvação, a glória, e o poder, porque os seus juízos são verdadeiros e justos” (Apoc 19,1-2).&lt;br /&gt;Cristo venceu a morte e os tormentos da Cruz. Ele vive, verdadeiramente. “Em virtude da Cruz, difundiu-se a alegria no mundo todo”, reza a Igreja na liturgia da Sexta-feira Santa. Essa alegria se renova todos os dias, a cada vez que o sacrifício incruento da Cruz se repete, anunciando o triunfo de Nosso Senhor Jesus Cristo, reunindo toda a grei num só canto de ação de graças: “Aleluia! Aleluia! Aleluia!”. Alegria que deve ser haurida em toda a sua plenitude, pois esse sentimento brota do mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor. Que benefício maior o homem poderia obter de Deus, senão a sua redenção?&lt;br /&gt;“Aleluia!” é a expressão que se prorrompe dos corações fiéis, que louvam a Deus pela Sua misericórdia. “Aleluia!” é o sentimento que se esvai dos corações generosos, que buscam, por meio da caridade, da fraternidade, da entrega irrestrita a Deus, partilhar esse gáudio que nos toma pela graça de que um dia poderemos contemplar o Senhor face a face (Sl 41,3). “Aleluia! O Senhor ressuscitou verdadeiramente!"   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-1730167207687695857?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1730167207687695857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1730167207687695857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/04/alegria-da-pascoa.html' title='Alegria da Páscoa'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-4548425598698352998</id><published>2009-04-03T09:53:00.002-04:00</published><updated>2009-04-03T09:54:00.253-04:00</updated><title type='text'>Dissenção religiosa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que iniciou o seu pontificado, há quase quatro anos, o Papa Bento XVI tem sido alvo de críticas decorrentes de uma aparente proposital má interpretação de suas palavras. Alguns vaticanistas atribuem esses equívocos a uma inoperância da assessoria de imprensa da Santa Sé; outros, a mais uma investida de anticlericais endemoninhados, o que em determinadas épocas acontece desde os tempos apostólicos. As palavras de Bento XVI, no entanto, não revelam nenhuma novidade. O que ele diz é o que a Igreja sempre ensinou; ele reafirma apenas o que vinha sendo esquecido em meio à confusão de um mundo conturbado por um progresso desordenado em todos os sentidos, que vai se paganizando, a ponto de influenciar uma secularização dos meios religiosos.&lt;br /&gt;A voz que se ecoa desde a colina vaticana é o Magistério Petrino apontando para todo o orbe as sendas da salvação. Impossível buscar atribuir a essa firmeza do ensinamento dogmático uma outra finalidade, senão a de nos resguardar da perdição do mundo, da carne e do demônio. Que outro interesse teria o Santo Padre em incitar todo o mundo a uma elevação espiritual, aspirando as cousas do alto, como nos exorta São Paulo: “Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra” (Col 3,2)? E é no versículo seguinte dessa epístola que o Apóstolo nos lembra que estamos mortos, “e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”; mortos para este mundo, livres em Deus – “inter mortuos liber”. O mundo, porém, não mais consegue ouvir o ensinamento da Igreja, ou melhor, não mais o quer ouvir. O comodismo, os atrativos, a irresponsabilidade são mais condizentes com o hedonismo, professado por todos aqueles que, pela sua ideologia, pelo seu posicionamento político, pela imoralidade, pela falta de caridade, por mera desfaçatez, intentam contra o Corpo Místico de Cristo.&lt;br /&gt;Causa-me estranheza quando se levantam contra a Igreja, mais especificamente contra o Santo Padre, como que lhe cobrando uma retratação. Ora, não se cobram explicações, senão quando se deseja uma compreensão clara, movida pelo anseio de aprender, de assimilar, de professar. Como podem os muçulmanos ouvirem o Papa, se não o reconhecem como Vigário de Cristo? Com que direito os judeus cobram explicações da Igreja, se “a Luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a Luz, pois as suas obras eram más” (Jo 3,19)? Como se levantarão os ociosos morais e buscarão a emenda, se preferem a satisfação que o mundo lhes oferece? Jesus diz a Nicodemos que “quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado” (Jo 3,18).&lt;br /&gt;A voz do Papa é tão simplesmente a reafirmação da doutrina cristã. “Deus não enviou o Filho ao mundo para condená-lo, mas para que o mundo seja salvo por Ele” (Jo 3,17). Sim! Seja salvo por Ele, pelo seu ensinamento, pelo seu sacrifício, “para dar testemunho da verdade”. Esse mundo que hostiliza o Cristo é o mesmo que, desde a Criação, intenta contra o homem, flagela a humanidade contra a sua dignidade, atraindo sempre mais asseclas, reunidos hoje em movimentos, instituições, ongs, seitas religiosas, grupos ideológicos, enfim todos aqueles que, surdos diante do Magistério da Igreja, cegos diante da Cruz, preferem, talvez, ser contados entre aqueles que já foram condenados: “Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos” (Mt 25,41).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-4548425598698352998?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4548425598698352998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4548425598698352998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/04/dissencao-religiosa.html' title='Dissenção religiosa'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2374632356866234859</id><published>2009-03-27T07:58:00.001-04:00</published><updated>2009-03-27T08:01:30.009-04:00</updated><title type='text'>As crianças de hoje</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Não precisa ser do tempo do Onça para se notar as nuanças no trato, nos modos e na moda. Se por séculos as boas maneiras foram por muitos bem assimiladas e repassadas de pai para filho, nas últimas décadas essa capacidade pouco se a admite nas relações familiares, diretamente entre os varões e seus rebentos buliçosos, que logo querem se desprender da rama para, onde caírem, tentarem se enraizar e ter vida própria. Mais uma vez, deparamo-nos com o anseio por liberdade. O homem foi criado livre, é livre, mas não contenta com essa liberdade; quer sempre mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;As crianças de hoje são bastante diferentes das de antanho. Talvez pelo excesso de informação que absorvem dos meios de comunicação, elas se intrometem nas palestras, sem nenhum pudor, nem temor de repreensão. Os temas preferidos são aqueles que, até há pouco, era “conversa de gente grande”. Esses são geralmente as mais observadas, ainda quando se trata da vida alheia, de futilidades mundanas, gostos e desgostos pessoais, enfim, nada mais profundo. Lamenta-se isso, pois ocupam-se com cousas pouco ou nada edificantes em detrimento da infância e da adolescência, quando o mundo vai se abrindo lentamente, num despertar rosicler da inocência encantada, delineando a realidade da existência nos vestíbulos da maturidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Aliás, exemplo de uma aparente maturidade precoce são os telefones móveis (celulares). A vontade de ter um é tamanha que até as fábricas de brinquedos já lançaram modelos que apitam, tocam músicas, fluorescentes, só não comunicam, motivo pelo qual não atrairam tanto os pequenos. Eles querem os aparelhos de ponta, que fotografam, filmam, armazenam, acessam e-mails e outros recursos tantos, além de sua finalidade primeira, que é falar com uma outra pessoa à distância. O que parece uma brincadeira ou um capricho pueril pode se tornar um risco medonho. Daí a importância dos pais reverem seus “métodos” para educar os filhos, sem tantos mimos, menos ainda condescendências inconvenientes aos jovens. Cada cousa a seu tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Pode parecer uma objeção deste articulista à psicologia moderna. No entanto, é apenas um comentário sobre algo corriqueiro que se tem consentido às crianças e aos jovens, sem vislumbrar as conseqüências perniciosas, além de alguns benefícios. Antes de consentir as vontades deve-se dedicar à educação, formação e orientação dos pequenos e dos adolescentes sobre os cuidados necessários, sem ameaças fantasmagóricas, simplesmente atentando-os para a realidade em que se vive, seja ela social, cultural ou econômica. É apenas um modo de preparar melhor os filhos para o mundo que se move ao sabor da corrupção dos valores e dos avanços tecnológicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2374632356866234859?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2374632356866234859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2374632356866234859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/03/as-criancas-de-hoje.html' title='As crianças de hoje'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-7496465887408978123</id><published>2009-03-20T07:52:00.000-04:00</published><updated>2009-03-20T07:53:33.896-04:00</updated><title type='text'>Cultivando a paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como nos anos anteriores, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) apresentou um tema muito atual como proposta de reflexão na Campanha da Fraternidade deste ano, durante a celebração litúrgica da Quaresma. Para se contrapor a uma realidade medonha e sem perspectiva, Isaías clama desde os tempos bíblicos que “a paz é fruto da justiça” (Is 32,17). Contrapõe-se, sim, pois o estado de segurança, sob todos os aspectos, já não é possível ser assimilado em sua lata abrangência. O estado de segurança já não se o vive, mas sim de insegurança na família, na sociedade, até nas convicções que se tornam tíbias e sem fundamento.&lt;br /&gt;Quando se depara com o tema da Campanha – “Fraternidade e Segurança Pública” –, é possível que poucos, poucos mesmo, entendam todo o contexto em que se insere o objeto dessa reflexão. A segurança pública é muito mais do que uma instituição responsável por manter a ordem na sociedade. A segurança pública é algo que se começa a trabalhar em casa, no seio da família, numa convivência sadia, sem nenhuma forma de agressão verbal, nem física, devendo os pais assegurar um ambiente tranqüilo e edificante. A escola, por sua vez, seria uma colaboração preciosa nesse processo de formação e de conscientização fraterna e solidária. Assim, disseminar-se-iam os sólidos princípios e inconfundíveis conceitos que asseguram o discernimento comum dos lídimos valores em que se funda a civilização cristã. Mesmo parecendo uma utopia, nada custa-nos trabalhar – não sonhar – para que essa sociedade perfeita um dia se efetive.&lt;br /&gt;Na atual circunstância, não se conquistará a paz imediatamente. Será um longo processo, porém é mister que se o inicie. Uma aparente estabilidade imposta à força de armas ou de intimidação diplomática não é um estado de paz. “O fruto da justiça é semeado em paz por aqueles que praticam a paz” (Tg 3,18), portanto, devem os governantes assegurá-la, dando condições de uma vida digna, com toda a assistência necessária para população, abrindo-lhes possibilidade de crescimento em todos os segmentos. Orientados sobre os perigos que corrompem a harmonia social, reflexo de um bem-estar pessoal que se repercutirá por todo o ser, influenciando uns aos outros, exalar-se-ão os sentimentos de amor inspirados pela graça, desenvolvendo a prática do perdão e da misericórdia.&lt;br /&gt;Como tem alertado o papa Bento XVI insistentemente, somente uma humanidade em que reine a civilização do amor poderá gozar duma paz autêntica e duradoura. Portanto, cabe a cada um começar fazendo a sua parte, dominando seus instintos, orientando-se de acordo com os sólidos princípios cristãos, na solidariedade, no combate a tudo aquilo que corrompe o homem e o mundo. Aí, sim, estaremos avançando a passos largos rumo a um estado em que a paz deixará de ser inalcançável, mas sazonado fruto da justiça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-7496465887408978123?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7496465887408978123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7496465887408978123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/03/cultivando-paz.html' title='Cultivando a paz'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-1999752089198948946</id><published>2009-03-12T08:38:00.000-04:00</published><updated>2009-03-12T08:42:05.704-04:00</updated><title type='text'>Na luta pela existência</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;A ignorância das massas e o açoite despropositado da mídia conseguiram inverter os valores na polêmica sobre o aborto a que se submeteu uma menina de nove anos, &lt;st1:personname productid="em Pernambuco. Neste" st="on"&gt;em Pernambuco. Neste&lt;/st1:personname&gt; caso, apenas, é possível avaliar o nível de formação da população, indistintamente. Não importa, nesta observação, a classe social, o grau de instrução, muito menos a religião que se professa. Como que nas previsões apocalípticas, o mundo todo se revolve confuso e o certo passa a ser considerado errado e o detestável torna-se preferência comum.&lt;br /&gt;Na beligerância que levantam as hostes desumanas, movidas por um execrável anticlericalismo, lançam mão de todas as armas para corromper a civilização cristã, promovendo a destruição do homem. Esse intento diabólico persegue aquele que foi criado à imagem e semelhança de Deus desde a criação, conforme narram as Sagradas Escrituras, com a queda pelo pecado original. Influências malignas sobre o livre arbítrio, dominando os instintos do homem, logram êxito sobre os tíbios, instigam os maus, sacrificam os inocentes, martirizando a graça constantemente concedida e pouco sentida.&lt;br /&gt;A vida é muito mais que um organismo em harmonioso funcionamento; é graça, é missão, é o testemunho da existência de Deus, mavioso canto que exalta a obra da criação. Por isso buscam-se maneiras mil para corrompê-la, seja por meio de teorias confusas com argumentos imprecisos, no desrespeito à dignidade humana, na agressão física, na apologia ao aborto e à eutanásia (agora com a nova denominação de “suicídio assistido” nos Estados Unidos), enfim, todas as formas que violam o direito de existir.&lt;br /&gt;No caso em epígrafe, causa-nos espécie concluir que a imbecilidade das pessoas é que as leva a se escandalizarem com o fato de não se ter aplicado [sic] as sanções da Igreja ao acusado do crime e tê-lo feito àqueles que consideram ter protegido [sic] a vítima. Ora, o hediondo ato &lt;i style=""&gt;per si&lt;/i&gt; já se condena; a aplicação da sanção foi, além de uma ratificação do público delito, a confirmação do posicionamento da Igreja Católica com relação à defesa da vida.&lt;br /&gt;Não nos propusemos, nestas linhas, explicar, muito menos justificar, a atitude do Senhor Arcebispo de Olinda-Recife. Sua medida, endossada pela Santa Sé, e suas declarações já o fizeram claramente. “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc 4,9) e que se posicione com as armaduras da fé e do temor de Deus, confiante na Sua proteção, para o grande combate contra todas as formas de violência que procuram atingir o homem, privando-o da graça e do dom da vida.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-1999752089198948946?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1999752089198948946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1999752089198948946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/03/na-luta-pela-existencia.html' title='Na luta pela existência'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-1447490185584447603</id><published>2009-03-06T09:35:00.001-04:00</published><updated>2009-03-06T09:37:47.108-04:00</updated><title type='text'>Diante da evolução dos tempos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto me informo por meio do noticiário que na Cidade Eterna uma Conferência Internacional discute a “Evolução Biológica: Fatos e Teorias”, num estudo crítico sobre “A origem das espécies” de Darwin, 150 após sua publicação, entrego-me a devaneios sobre o mundo e o progresso célere que nos assusta a cada vez que acessamos um meio de comunicação. De repente, deparamo-nos até com uma nova interpretação de alguns membros da Igreja, buscando correlacionar a teoria do criacionismo (Deus, criador de todas as cousas, inclusive do homem) com a teoria do evolucionismo (uma mutabilidade progressiva das espécies, por meio da qual teria “surgido” o homem).&lt;br /&gt;Não pretendo nestas poucas linhas tratar desse complexo tema; ele apenas foi motivo para que eu me entregasse, repentinamente, à percepção de um mundo que está se evoluindo assustadoramente. Ao mesmo tempo em que nos escandalizamos com algo, maravilhamo-nos por outro, num misto de escândalo e fascínio a confundir-nos, como se reportássemos à infância e a tudo nos entregássemos atentos e crentes. Talvez seja nostalgia de um tempo que passou sem que percebêssemos e agora sentimos seus reflexos no momento em que, parece-nos, não conseguimos acompanhar a evolução do mundo.&lt;br /&gt;Treinados a um modo de vida plasmado dentro de concepções conservadores, por vezes retrógradas e obsoletas, um temor incontido nos sobressalta com o novo, ainda que distante, inalcançável, além dos nossos sentimentos, célere e multiplicador, manipulado pelas hipóteses científicas e coordenado pela precisão tecnológica. Enquanto observamos, estáticos, sua capacidade múltipla de articulação, delineia-se um monstro devorador ameaçando-nos. Pavor maior, quiçá, seja imaginá-lo solto por esse mundo, sem conseguirmos controlá-lo.&lt;br /&gt;Nesse instante lembramos, então, que pode ser mais uma sinalização da possibilidade de uma criação divina que permite a evolução e a controla a seu modo e sapiência. Sentimo-nos ínfimos grãos de areia na imensidão do universo, presos a um tempo que se bate contra a eternidade, assim como, certamente, muito do que nos assusta também o seja... É quando se nos vislumbra, enfim, uma possibilidade de elevação e, sob um olhar sobrenatural, impulsiona-nos uma necessidade premente de buscar os valores espirituais. Passado e presente de repente se fundem, dissipam-se os fantasmas, evaporam-se os monstros, clareia-se o que era uma escuridão de dúvidas. Arriscamos dar passos mais seguros, avançamos na história, na confiança daquele que tudo pode e que nos fortalece. A propósito, vem-nos à mente singela quadrinha de Mário Quintana:&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quantas vezes a gente, em busca da ventura,&lt;br /&gt;Procede tal e qual o avozinho infeliz:&lt;br /&gt;Em vão, por toda parte, os óculos procura&lt;br /&gt;Tendo-os na ponta do nariz!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-1447490185584447603?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1447490185584447603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1447490185584447603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/03/diante-da-evolucao-dos-tempos.html' title='Diante da evolução dos tempos'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-3864601332798294613</id><published>2009-02-20T08:34:00.000-04:00</published><updated>2009-02-20T08:35:46.091-04:00</updated><title type='text'>A licenciosidade do carnaval</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoPlainText, li.MsoPlainText, div.MsoPlainText 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Courier New"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 66.0pt 1.0cm 66.0pt; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muito o carnaval no Brasil perdeu o sentido de entretenimento apenas. Ainda que as origens dessa comemoração sejam pagãs, posteriormente convertidas em uma espécie de “despedida” dos folguedos para se iniciar o tempo de penitência, por um período foi de muita brincadeira e alegria por aqui. Hoje, porém, a licenciosidade impera no reinado de Momo.&lt;br /&gt;Para incentivar mais ainda a promiscuidade no carnaval, se não bastassem as letras insinuantes das músicas e a nudez explorada sob todos os aspectos, o governo contribui de forma eficaz. O tema pode estar saturado, mas deve-se sempre retomá-lo, por constituir-se uma apologia à libertinagem as campanhas que propõem um “prazer seguro”. Isso é um escárnio a uma sociedade que pensara ser formada em princípios morais e religiosos sólidos; entretanto, os ingênuos e oportunistas, quando não dissolutos, cedem ao canto da sereia que os atrai aos escolhos, enquanto se permitem às vagas dos pensamentos corrompidos e das pretensões impuras.&lt;br /&gt;Nessa campanha não se perde nenhuma oportunidade. Em todas as ocasiões e pelos meios de comunicação o escândalo promovido é mais repugnante ainda, colocando crianças e adolescentes à mercê dos insensatos, promotores de uma ilusão barata, de uma confusão, misturando os conceitos que definem a educação sexual, da sexualidade, da afetividade, noutras dimensões além de uma mera informação. Percebe-se que não compreendem que educar, na verdade, é ajudar a crescer, a discernir e a escolher, a respeitar e a comunicar. A campanha de educação sexual que se tem assistido por aí parece andar, para muita gente, unida à convicção de que a atividade sexual não tem limites e é um direito para quem assim o quiser, seja adolescente, jovem ou adulto. Por isso, defende-se a distribuição de preservativos durantes carnaval a todos, inclusive aos adolescentes e jovens, que se enfileiram nesse "cordão" da licenciosidade.&lt;br /&gt;A sexualidade é uma força e um dinamismo de vida que não se esgota na relação sexual, mas se exprime numa relação pessoal alargada e enriquecida de mil maneiras, que traduzem em doação, respeito e ajuda mútua. A atividade sexual, a qualquer nível, é sempre humana e humanizadora, por isso não se pode separar da afetividade. Nunca se fará educação sexual apenas informando ou somando saberes diversos; muito menos essas campanhas surtirão algum efeito nesse sentido, ao possibilitarem a desordem dos sentidos. O verdadeiro processo de educação visa a realização de um projeto de crescimento e de fidelidade, cada vez mais necessário e urgente, requerendo atenção e competência. Que estejam todos atentos.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-3864601332798294613?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3864601332798294613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3864601332798294613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/02/licenciosidade-do-carnaval.html' title='A licenciosidade do carnaval'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-7703224076104704738</id><published>2009-02-12T10:47:00.002-03:00</published><updated>2009-02-13T08:23:03.592-03:00</updated><title type='text'>Ao balouçar do vento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assistimos, em nossos dias, a uma confusão de idéias e de valores como jamais se viu. Uns atribuem esse fenômeno ao imediatismo da comunicação, outros à liberdade de expressão, dando a cada um o direito de falar o que quer e o que pensa. Realmente, ambas são responsáveis por essa catástrofe. O imediatismo da comunicação é deveras eficiente, tanto que o tempo parece-nos mais veloz; os dias passam como um suspiro e os anos se vão a um leve aceno. A liberdade de expressão é um direito natural, porém quando se sabe expressar e o faz com prudência. Hoje, no entanto, somos obrigados a escutar as levianas colocações e proposições dos boçais que se postam nas tribunas e nas esquinas, a berrar uma miríade de asneiras, sem nenhum nexo no raciocínio ou capacidade de argumentação, desfilando pela imprensa, televisão e, pior, pela internete.&lt;br /&gt;A falta de discernimento do conhecimento é o maior responsável por essa tragédia. O ensino está acessível a uma grande parte da sociedade; já não é privilégio de  determinada classe. Isso não basta. O sistema educacional deve ser eficiente e adequado à capacidade daqueles a que se destina. Os estudantes, os universitários, precisam ser estimulados a se aprofundarem nos estudos. É inadmissível a omissão dos órgãos competentes, a indiferença de instituições de ensino preocupadas mais com o rentável empreendimento, a irresponsabilidade dos pais em não impor limites aos filhos e exigir-lhes maior aproveitamento nos estudos.&lt;br /&gt;O resultado vemos por aí: profissionais incompetentes, pessoas de conceitos levianos, incapazes de raciocinar, de argumentar, de defender sua opinião com um sólido pensamento. O resultado disso observa-se na confusão de idéias, na falta de princípios, responsáveis pela corrupção dos valores e das instituições. O resultado disso constata-se na lividez das propostas, ora supérfluas, ora absurdas, com pouca, ou nenhuma, consistência, capaz de corresponder à necessidade do que se propõe ou à expectativa de quem a anseia. O resultado disso é a instabilidade dos momentos, a frivolidade dos anseios, a oscilação da opinião ao balouçar do vento.&lt;br /&gt;Uma grave crise grassa a humanidade, a crise social, que atinge todos os meios de formação do homem, ou seja, a família, a escola, o local de trabalho, inclusive os meios de convivência social. Um mundo de valores efêmeros consome um outro, de uma convicta ortodoxia, de princípios sólidos e valores inabaláveis que, por ser firme como um carvalho, tomba sob o temporal de opções e de contradições, de interesses e preconceitos, aliciando o amor-próprio por meio das tibiezas morais. Dessa forma, sobre a ignorância de tantos, edifica-se um novo mundo, mais alheio e distante dos veros sentidos, essenciais para o resgate dos lídimos valores que restaurarão a dignidade do homem e a sua capacidade de pensar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-7703224076104704738?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7703224076104704738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7703224076104704738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/02/ao-baloucar-do-vento.html' title='Ao balouçar do vento'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-4565752126506299062</id><published>2009-02-09T17:34:00.003-03:00</published><updated>2009-02-12T10:46:52.662-03:00</updated><title type='text'>A polêmica em torno de Dom Williamson</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde há muito, tenho evitado comentar os desenlaces acerca da aproximação da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e a Santa Sé. Essa omissão deve-se ao fato de não me permitir nenhum juízo confuso, até mesmo por tê-la conhecido bem proximamente, nem tampouco fazê-lo de forma temerária. Deus louvado, o Decreto pontifício divulgado em 21 de janeiro, em que suspende a excomunhão dos bispos sagrados por Dom Marcel Lefebvre, em 1988, é um passo significativo e de grande importância para que as tratativas possam avançar de forma mais fraterna, &lt;i style=""&gt;inter pares&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Mas, no auge das comemorações, surge a figura de Dom Richard Williamson, um dos bispos beneficiados com o Decreto. O que teria sido uma entrevista sem muita abrangência para um canal de televisão sueco acabou se tornando um barril de pólvora. O prelado, ao comentar sobre o holocausto dos judeus na Segunda Grande Guerra, teria contestado o número de vítimas que geralmente é divulgado. A propósito, esse comentário mal explicado não é a primeira que se o ouve. Porém, sempre que o fazem reportam-se ao holocausto promovido pelo regime comunista no leste europeu e, mais recente, pelas guerras no Oriente Médio.&lt;br /&gt;A declaração de Dom Williamson, contudo, veio à tona simplesmente por causa da redenção oferecida pelo Santo Padre. Caso contrário, ela teria passado de forma despercebida; basta observar que, salvo engano, ela foi gravada em setembro de 2008.&lt;br /&gt;A celeuma provocada por sua opinião pessoal acabou refletindo sobre a Fraternidade, à qual pertence, no momento em que se consegue romper uma barreira que dificultava o diálogo com Roma. Pior ainda, aqueles que se opõem a essa aproximação dos considerados “tradicionalistas” (aliás, denominação um pouco equivocada, se levar em conta a definição correta de “tradição” e, mais ainda, sua correlação com o Magistério da Igreja), os opositores desse diálogo lançaram mão da figura de Dom Williamson como um protótipo de toda a Fraternidade.&lt;br /&gt;O bispo já se retratou, inclusive escreveu ao Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, desculpando-se pelo infeliz comentário e lamentando-se pelo sofrimento acarretado ao Beatíssimo Padre. Deve-se observar, todavia, que o comentário de Dom Williamson não foi simplesmente leviano. Na entrevista falava-se sobre diversos temas, como política mundial, sociedade contemporânea, enfim, impressões sobre o mundo moderno. Pelo que li de sua entrevista, o comentário não foi de uma tonalidade anti-semítica; uma observação apenas sobre contrastes de tratamento que se dá a assuntos específicos, unicamente por interesses políticos.&lt;br /&gt;Diz o ditado que “há males que vêm para o bem”; esse também talvez seja mais um. Com isso, todos os envolvidos nesse caso devem se posicionar e assumir um posicionamento claro. O superior geral da Fraternidade, Dom Bernard Fellay, mostrou-se disposto ao diálogo e, humildemente, suplicou ao Santo Padre a remissão das penas que o Decreto de 1º de julho de 1988 lhes impusera, a ele e aos demais bispos, Dom Bernard Tissier, Dom Alfonso de Galaretta e Dom Richard Williamson. Mais ainda, o superior já deu mostras que não permitirá divisões entre os seus.&lt;br /&gt;A divergência de opiniões no seio da Fraternidade, doravante, será benéfica. Desta forma, separar-se-á o joio do trigo e se conhecerá quem está disposto a ficar &lt;i style=""&gt;cum Petro, sub Petro&lt;/i&gt;.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-4565752126506299062?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4565752126506299062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4565752126506299062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/02/polemica-em-torno-de-dom-williamson.html' title='A polêmica em torno de Dom Williamson'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-958909532404073309</id><published>2009-02-04T16:21:00.001-03:00</published><updated>2009-02-05T08:27:37.735-03:00</updated><title type='text'>Vítima da reforma ortográfica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início do ano letivo, o departamento em que trabalho, numa instituição de ensino, mandou confeccionar uma faixa de boas-vindas aos alunos. Uma simples frase causou dúvidas e transtorno. Como se escreve, após a reforma ortográfica: bem-vindo ou benvindo? De acordo com as regras do hífen, que são as mais complexas e variáveis da reforma, passar-se-ia a grafar “benvindo”. Desta forma, então, foi confeccionada a faixa.&lt;br /&gt;Posta em lugar adrede, a inscrição causou espécie: “Acadêmicos, sejam benvindos!”. No departamento, logo começaram as inquirições sobre a inscrição. Uma professora de português foi consultada e acusou o erro também. No entanto, a regra não é clara quanto a isso. Assim, buscamos esclarecimento à Academia Brasileira de Letras, responsável pela língua pátria.&lt;br /&gt;Qual não foi nossa surpresa, quando recebemos a seguinte resposta: “Pelo novo acordo, o prefixo bem só não terá hífen se o segundo elemento for um derivado de fazer ou querer: benfeito (a), benfeitor, benfazejo, benfeitoria, benquerer, benquisto, benquerença etc. O advérbio bem é usado com hífen em todos os outros casos: bem-administrada, bem-elaborada, bem-estar, bem-criado, bem-falante, bem-ditoso, bem-aventurado, bem-humorado, bem-vindo(s), bem-te-vi, bem-sinalizado, bem-sucedido, bem-nascido etc.”&lt;br /&gt;Realmente, a inscrição estava errada. Razão disso, a controvertida reforma ortográfica, especificamente acerca do uso do hífen. A resposta dada pela ABL não consta em nenhum manual que, até o momento, encontra-se disponível. Pelo visto, assim como a legislação brasileira, a reforma terá exceções surpreendentes, contradizendo umas às outras. Ademais, o acadêmico Evanildo Bechara, considerado maior entendido da reforma já adiantou: “É claro que a interpretação que fiz está sujeita a erros. Só não erra quem não faz”.&lt;br /&gt;Pelos próximos anos, certamente, muitas dúvidas nos abordarão. Consola-nos o fato de, no Brasil, a assimilação da reforma ser mais fácil do que nos outros países. O motivo são as reformas anteriores que tivemos, e que foram, de certa forma, suavizando o impacto que causará em Portugal, onde a última reforma ortográfica aconteceu no limiar da República, em 1911. Aliás, naquela época, os lusitanos ultrapassavam os brasileiros com uma revisão da língua que só conseguimos superá-la cerca de trinta anos depois. Por ora, resta-nos irmos adaptando, acostumando e aprendendo mais com os deslizes ortográficos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-958909532404073309?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/958909532404073309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/958909532404073309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/02/vitima-da-reforma-ortografica.html' title='Vítima da reforma ortográfica'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-183900359404064176</id><published>2009-01-30T08:42:00.000-03:00</published><updated>2009-01-30T08:43:32.967-03:00</updated><title type='text'>Artimanhas malignas</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoPlainText, li.MsoPlainText, div.MsoPlainText 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Courier New"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 66.0pt 1.0cm 66.0pt; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;Há algum tempo, o sociólogo italiano Massimo Introvigne, diretor do Centro de Estudos sobre as Novas Religiões, em, Turim, concluiu que o boom de seitas e novas religiões nos países ocidentais é bem menor do que o fenômeno de quem crê sem pertencer ou praticar uma religião específica. A exposição do ilustre sociólogo se baseia na realidade européia, encontrando contrastes significativos no resto do mundo, inclusive nos países mais pobres.&lt;br /&gt;No Brasil há uma distinção, talvez decorrente do temperamento do bom povo brasileiro. Aqui, a carência social e de assistência espiritual leva as pessoas, principalmente as de fé tíbia ou credulidade excessiva, a procurarem os “promotores” do misticismo ou, até mesmo, charlatões que empreendem um movimento religioso alternativo, paliativo espiritual para os que buscam conforto para a alma e uma solução rápida para os seus problemas; semelhante jargão publicitário poderia ser usado à entrada desses estabelecimentos onde, por um modesto dízimo (muitas vezes), consegue-se paz de espírito e tranqüilidade de consciência; só não confirmaram, até agora, se se alcança a salvação. Mas isso não lhes importa. O que as pessoas querem é viver bem neste mundo... A situação é grave.&lt;br /&gt;Deus louvado, se tudo não passasse de uma mera concorrência empresarial que se tivesse aberto no país. Ao contrário, esse fenômeno causa uma desordem social muito ampla, atingindo todos os setores, abalados com as divergentes interpretações da moral e da ética. O povo desorientado e submisso é tudo o que querem os organizadores das diversas seitas que se infiltram por todos os cantos. Na Itália, só agora começam atentar para isso, porque o pluralismo religioso é mais recente onde está a sede da Igreja Católica, registrando “apenas” pouco mais de 300 novas denominações de seitas (cf. Introvigne).&lt;br /&gt;Quanto à livre crença, o mal dos últimos tempos, é perniciosa à salvação do homem, e não à Igreja Católica ou a algum movimento específico. Esse mal, cujas origens decorrem do pecado original, é a presunção que domina o coração do homem, como a que gerou a revolta do ‘primeiro anjo que caiu do céu’. Basta crer em Deus. A criatura, por si só, sente-se capaz de encaminhar-se na vida espiritual e alcançar a salvação. Ora, se isso fosse possível, Nosso Senhor não teria deixado os meios de se obter as graças necessárias, através dos Santos Sacramentos. No entanto, é mais cômodo crer em algo superior ou transcendente, favorecido pela liberdade de pensamento e de culto, frutos das subversões ideológicas que começaram a surgir desde a Renascença. E enquanto as pessoas vão cedendo ao amor-próprio ou se distraindo com a diversidade de modalidades religiosas, o tempo avança e, aqueles que pensam estar se aproximando de Deus, muitas vezes podem estar se distanciam mais da Perfeição.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-183900359404064176?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/183900359404064176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/183900359404064176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/01/artimanhas-malignas.html' title='Artimanhas malignas'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8157379981280365704</id><published>2009-01-23T10:51:00.001-03:00</published><updated>2009-01-23T10:55:08.695-03:00</updated><title type='text'>Esperança renovada</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;Os olhos do mundo voltaram-se para a América do Norte, na última semana, atentos e esperançosos, para assistir à posse do presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. Muitos acreditam ser o início de uma nova fase da história, por tratar-se de uma nação cujo domínio se estende por quase todos os quadrantes da terra, de alguma forma, seja pela influência ideológica, política ou cultural. As aspirações de um novo tempo se reforçam pela opressão causada pelo governo anterior, em que, por diversas vezes, suas atitudes despóticas causaram mal estar entre as nações e afrontou os direitos humanos.&lt;br /&gt;Nos primeiros dias, Obama já determinou medidas que sugerem, destemidamente, uma de suas metas, resgatar a dignidade humana de tantos que sofrem a tirania de um sistema em que se misturam os interesses políticos, econômicos e religiosos. Aliás, os Estados Unidos vivem uma situação peculiar em sua história: mantido por um sistema econômico administrado, em grande parte, por clãs judaicos, tem no poder um descendente de mulçumanos; “primos” que se distanciaram há milênios e que, no curso dos séculos, tomaram posições energicamente hostis que, em nossos dias, refletem amargamente.&lt;br /&gt;No momento de crise em que se inaugura o governo de Barack Obama, renova-se a esperança, tanto naquele país, como naqueles outros onde a influência da América do Norte determina sua sorte. E no afã de mudanças imediatas, muitos poderão, talvez, se decepcionar, dada a dificuldade com que muitos processos nas relações internacionais, de políticas econômicas, ambientais, sociais, entre outras, possam se desenvolver.&lt;br /&gt;Há 45 anos, no dia 11 de abril de 1963, o Beato João XXIII promulgava a Encíclica “Pacem in Terris”. O documento pontifício veio à lume enquanto a Guerra Fria vivia seu auge, às vésperas de um confronto que poderia ser fatal para o ocidente e para o oriente. E no correr da pena do Papa Bom, ia-se traçando, de forma profética – como posteriormente observou seu predecessor, João Paulo II -, “a fase seguinte da evolução das políticas mundiais”. Definia o Santo Padre, naquele instante temeroso, o conceito do “bem comum universal”, defendendo a necessidade de uma autoridade pública internacional capaz de promovê-lo.&lt;br /&gt;Exortava, ainda, o Santo Padre que “devem os poderes públicos da comunidade mundial considerar objetivo fundamental o reconhecimento, o respeito, a tutela e a promoção dos diretos da pessoa humana, com ação direta, quando for o caso, ou criando, no plano mundial, condições em que se torne mais viável aos poderes públicos de cada comunidade política exercer as próprias funções específicas” (nº 138).&lt;br /&gt;Desde então, procura-se sempre esse perfil nos governantes e instituições. Mas, talvez, somente agora ela começa a se delinear na figura do jovem presidente dos Estados Unidos, negro, de origem adversa à de seus predecessores da Casa Branca, enfim, um novo homem, com novas propostas e atitudes que, se realmente forem honestas e bem fundadas nos princípios éticos e morais, poderão ajudar a “Paz na Terra” almejada por João XXIII, em que a fraternidade e a caridade entre as grandes e pequenas nações sejam equiparadas.&lt;br /&gt;Ao final do Documento, elevava o Papa uma oração pela paz no mundo, “com ardentes preces ao Redentor divino que no-la trouxe. Afaste ele dos corações dos homens quanto pode pôr em perigo a paz e os transforme a todos em testemunhas da verdade, da justiça e do amor fraterno. Ilumine com sua luz a mente dos responsáveis dos povos, para que, junto com o justo bem-estar dos próprios concidadãos, lhes garantam o belíssimo dom da paz. Inflame Cristo a vontade de todos os seres humanos para abaterem barreiras que dividem, para corroborarem os vínculos da caridade mútua, para compreenderem os outros, para perdoarem aos que lhes tiverem feito injúrias. Sob a inspiração da sua graça, tornem-se todos os povos irmãos e floresça neles e reine para sempre essa tão suspirada paz” (nº 170). É essa mesma oração que o mundo eleva até Deus, neste momento, esperançoso no governo de Barack Obama, não pelos seus méritos apenas, mas pela graça de Deus que tudo pode.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8157379981280365704?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8157379981280365704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8157379981280365704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/01/esperana-renovada.html' title='Esperança renovada'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-5185311217911799127</id><published>2009-01-07T10:43:00.000-03:00</published><updated>2009-01-07T10:44:14.230-03:00</updated><title type='text'>O poder dos astros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta época do ano, é muito comum a exploração da ingenuidade de uns e da fé de outros com profecias sobre os meses que se seguirão. Bruxos e pitonisas concordam e discordam em suas previsões, ora otimistas, ora pessismistas, aguçando a curiosidade do público que os assiste. Ilude, sim, os tolos a maneira subjetiva como descrevem suas visões, fruto, simplesmente, de sua imaginação e supino charlatanismo. "Quão impotente é o sistema [astrológico] para comparar as formas de disposições dos homens com os nomes das estrelas!" (Hipólito, in “Refutação de Todas Heresias” 4:37). Há, na verdade, casos de previsões cuja credibilidade torna-se indiscutível pela forma como ocorreu e se confirmou. Na Bíblia, três reis acorreram a Belém, “avisados” pelo fulgor de uma estrela; diversos santos da Igreja também tiveram esse poder de prever o futuro, como São João Bosco, Beato João XXIII, Beato Pio de Pietralcina, estes mais recentes.&lt;br /&gt;Para melhor compreendermos o fenômeno das previsões com relação aos astros, pois deles é que se valem os profetas de nossos dias, recorremos a São Tomás de Aquino. Ele afirma como absolutamente certo o princípio geral de uma influência universal dos corpos celestes sobre todos os eventos corporais da terra, incluídos os eventos fisiológicos concernentes aos animais e aos homens. A influência admitida restringe-se aos eventos corporais. Na “Suma Contra os Gentios”, São Tomás afirma ser "impossível que a operação intelectual esteja sujeita aos movimentos celestes" (III. 84). Da mesma forma, o aquinatense nega qualquer influência dos astros sobre nossa vontade, como se vê no referido tratado: "É preciso absolutamente compreender que a vontade do homem não está sujeita à necessidade dos astros". Desta forma, excluem-se do raio de influência dos astros justamente as faculdades que especificam o homem, ou seja, o intelecto e a vontade. Mais além, o Doutor Angélico afirma, com igual certeza, que a influência dos corpos celestes sobre os atos humanos é indireta e jamais necessitante, muito menos se indaga, nem uma única vez, se o axioma ou postulado astrológico fundamental é fundado ou não: a importância decisiva, sobre todo o futuro de um homem, da configuração do céu no momento de seu nascimento (mapas astrais).&lt;br /&gt;Ao mencionar os patronatos estrelares dos sete dias da semana, observa que se pode, sem perigo para a fé, adotar ou rejeitar essa teoria, admitindo, em princípio, os astrólogos predizerem corretamente o futuro dos homens, desde que não tenham em vista os atos humanos livres. Ele alerta, com grande importância para o tema, que a impressão das estrelas produz seu efeito na maior parte dos homens, a saber, naqueles que não resistem a suas paixões, levando-nos a compreensão de uma influência astral sobre o temperamento da pessoa, que pode ser dominado pelo intelecto e pela vontade; daí se enganarem amiúde nas predições particulares.Por fim, a sentença do grande doutor da Igreja: não é supersticioso nem ilícito buscar prever pelos astros as secas, as chuvas etc. É supersticioso e ilícito buscar prever, pelos astros, as ações livres humanas, lembrando o Concílio de Toledo: “Se alguém pensa que se deve crer na astrologia, seja anátema”, e a admoestação de Santo Agostinho: "O bom cristão deve precaver-se de astrólogos e outros adivinhadores ímpios".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-5185311217911799127?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5185311217911799127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5185311217911799127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2009/01/o-poder-dos-astros.html' title='O poder dos astros'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-7561721201533366454</id><published>2008-12-29T10:12:00.001-03:00</published><updated>2008-12-29T10:12:59.315-03:00</updated><title type='text'>Ao final de mais um ano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao chegarmos ao fim de mais um ano, torna-se oportuna a meditação sobre os Novíssimos, tão esquecidos em nossos dias: Morte, Juízo, Inferno e Paraíso. "Em todas as tuas obras, lembra-te dos teus novíssimos, e jamais pecarás" (Ecl. 7, 40); se os tivéssemos sempre em mente, não pecaríamos, como adverte São João Bosco. Se nossos dias são conturbados, é porque pouco se medita ou mesmo não se cogita seriamente sobre os Novíssimos.&lt;br /&gt;Ao pensarmos na Morte, deve-se vê-la como o limiar daquele estágio que o pecado dele nos privou, a eternidade. É pela morte, à qual ninguém está imune, que se poderá contemplar, face a face, o Senhor. Mas ela depende da vida; "talis vita, finis ita", assegura o provérbio latino. E como nos adverte Santo Afonso Maria de Ligório, o pai dos Redentoristas, "tal é a sorte reservada a todos os homens, aos nobres e aos plebeus, aos príncipes e aos vassalos. Logo que a alma saia do corpo com o último suspiro, dirigir-se-á à eternidade e o corpo deverá reduzir-se a pó". A partir daí, só terá a apresentar ao Altíssimo o que fez durante sua vida terrena.&lt;br /&gt;Seguir-se-á, então, o Juízo, o momento em que, diante do Supremo Juiz, nada lhe será inquirido, pois a sua consciência se acusará. Como lembra Santo Agostinho sobre esse instante: "A sua vinda é motivo de alegria para o fiel e de terror para o ímpio". Nesse instante, a alma sentirá as primeiras impressões do que a Seqüência da Missa de Defuntos descreve: "Dia de ira, aquele dia, no qual o mundo se tornará em cinzas (...) Quanto temor haverá, então, quando o Juiz vier para julgar com rigor todas as coisas". "Qual não será o espanto daquele que, vendo pela primeira vez o seu Redentor, o vir indignado!", exclama Ligório. Ao exame seguir-se-á a condenação, após a balança divina pesar, "não as riquezas, nem a dignidade, nem a nobreza das pessoas, mas sim, somente as obras". O Bispo de Hipona diz que, nesse momento, virá primeiro o demônio a delatar todas as suas faltas e Deus, segundo Cornélio a Lapide, para trazer-lhe aos olhos "os exemplos dos santos, todas as luzes e inspirações com que o favoreceu durante a vida e, além disso, todos os anos que lhe foram concedidos para que os empregasse na prática do bem". "Tereis, pois, de dar conta até de cada olhar", assegura Santo Anselmo. Enfim, o justo ouvirá o convite divino: "Servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor". (Mt 25,21) O pecador estará entregue à misericórdia de Deus.&lt;br /&gt;Após o Juízo Particular, restam os dois últimos novíssimos: o Inferno e o Paraíso. No primeiro, está a alma condenada ao eterno sofrimento. Um lugar de tormentos, como lhe chama o mau rico que a ele foi condenado (Lc 16, 28): "um lugar de tormentos, onde todos os sentidos e todas as faculdades do condenado devem ter o seu tormento próprio, e quanto mais se tiver ofendido a Deus com algum dos sentidos, tanto mais terá a sofrer este mesmo sentido", lembra Santo Afonso. Já o justo, logo ao ter entrado "no gozo do teu Senhor", desfrutará da Visão Beatífica nesse "dia perpétuo sempre sereno, primavera perpétua sempre deliciosa".Que a meditação dos Novíssimos prepare-nos para dias melhores em 2009.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-7561721201533366454?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7561721201533366454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7561721201533366454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/12/ao-final-de-mais-um-ano.html' title='Ao final de mais um ano'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-266359596913709634</id><published>2008-12-19T07:55:00.002-03:00</published><updated>2008-12-19T08:00:31.161-03:00</updated><title type='text'>Diante do presépio de Belém</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SUt-wOJ4EyI/AAAAAAAAAHc/BsulOMXFink/s1600-h/Presepio02.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 268px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SUt-wOJ4EyI/AAAAAAAAAHc/BsulOMXFink/s320/Presepio02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281454354920379170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aproxima-se o Natal. Pelas ruas, a azáfama de nossos dias, a correria contra o relógio... quase não sobra tempo, nem para ir às compras. Mas em casa, enquanto a refrescante broega insiste noite e dia, entrego-me à contemplação do presépio. Não com rasgos de avançada mística na via espiritual, mas, sinceramente, com piedade e saudosismo. Piedade, pela fé; saudosismo, por tudo o que o Natal nos reacende no peito, como a lembrança dos caros que se foram, a observação das desigualdades (mesmo que leviana e passageira), os propósitos que vão se desenvolvendo enquanto se contempla o estábulo onde nasceu o Deus Menino.&lt;br /&gt;Naquele recolhimento, no entanto, não me abandona a agitação de fora de casa, que insiste atrair-me com o ruído de automóveis, buzinas, o vozerio, carros de som anunciando promoções no comércio... E me arrebata um desejo quase incontrolável de sair pelas ruas à procura do Presépio de Belém. Onde estará o Menino Deus em meio a essa turba alvoroçada? Nos estabelecimentos comerciais? Nos bares? Nas igrejas? Nas sarjetas, a consolar os famélicos? Onde estará o Verbo de Deus Humanado que veio ao mundo para redimir o homem cativo do pecado? Seu ícone ainda pode ser visto nos painéis publicitários, nas decorações de vitrinas, nos cartões de Boas Festas; mas não O reclinam no coração. Na meditação do Natal não se atêm ao mistério da redenção, não contemplam a candura e a inocência que nos traduzem a verdadeira paz que Ele nos veio trazer.&lt;br /&gt;A paz... Outra palavra muito usada nesta época do ano, sem conhecer o seu real sentido. Esse sentimento equivocado de comodismo, tranqüilidade, de desobrigação para com os deveres é a ilusão que as pessoas desejam que seja concretizada no ano vindouro. E essa concepção errônea de paz é tão antiga que o próprio Cristo já advertira a seus discípulos: "Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada" (Mt10,34). Sim a espada que separa os bons dos maus, o trigo do joio, o puro do ímpio. Essa paz que Nosso Senhor desconhece é aquela que afasta o homem da Verdade Eterna, daquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Os povos clamam pela verdade, mas a verdade de Pilatos, a verdade relativa, autônoma, oportuna, sem Deus, sem Cristo.&lt;br /&gt;Volto pressuroso para a solidão junto ao presépio; só ali encontro a sinceridade, a inocência, a pureza na tosco estábulo, nos olhares estupefatos dos pastores, na adoração de Nossa Senhora e de São José, silente, no mavioso canto dos anjos, na cintilação da estrela indicando o Palácio do Deus Menino. Nada disso encontrara nos shoppings, nem nas igrejas, muito menos nas campanhas beneficentes, nem na pobreza esquálida pela fome. Em nenhum deles consegui decifrar um laivo de esperança naquEle que não veio trazer a paz, mas que é a Verdadeira Paz.&lt;br /&gt;Ao concluir esta digressão em torno do Natal, outro desejo não me toca, senão o de que todos se dispam de seus interesses, ao menos na Noite Santa, para contemplar o Divino Infante. Que nada os perturbe, para que possam se entregar a essa piedosa - ainda que um pouco nostálgica - meditação. Tenho certeza que compreenderão o verdadeiro significado do "presente" no Natal, quando concluírem que, como previra Isaías, "um filho nos foi dado" (Is9,6). É ele a Verdadeira Paz.&lt;br /&gt;Um Santo Natal a todos, desejando que renasça em cada coração a esperança de dias de paz no ano vindouro!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-266359596913709634?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/266359596913709634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/266359596913709634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/12/diante-do-prespio-de-belm.html' title='Diante do presépio de Belém'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SUt-wOJ4EyI/AAAAAAAAAHc/BsulOMXFink/s72-c/Presepio02.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-6585654873437178709</id><published>2008-12-04T16:54:00.001-03:00</published><updated>2008-12-04T16:57:46.462-03:00</updated><title type='text'>O soldado sem farda</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Polêmico, em decorrência de suas convicções austeras, fundadas em sólidos princípios morais, foi uma das reluzentes inteligências que este país conheceu. Pesquisador atento, dirigiu com muita eficiência por quase quatro décadas o Museu Histórico Nacional, resgatando peculiaridades não apenas no campos apenas da história, mas também no folclore, nos aspectos regionalistas, enfim, na cultura brasileira, de um modo geral.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esse cearense, nascido em 1888, no ocaso do Império, foi uma daquelas figuras que parecem terem vindo ao mundo predestinadas a guiar, ou indicar os homens as trilhas a serem percorridas. Bacharel em Direito, foi professor admirado, político atuante, jornalista vigoroso e escritor de uma verve singular, resultante de sua primorosa formação haurida nos conceituados e tradicionais estabelecimentos de ensino de Fortaleza e do Rio de Janeiro. Como legado, deixou à bibliografia brasiliense 128 livros e um dicionário. Seu cabedal acerca das ciências e humanidades era tal que, aos 35 anos de idade apenas, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, tomando assento na cadeira 19, na vaga do sábio arcebispo de Mariana, dom Silvério Gomes Pimenta. Presidiu a Casa de Machado de Assis por quatro vezes e foi sob sua orientação que o &lt;i style=""&gt;Petit Trianon&lt;/i&gt;, doado pelo governo francês para ser a sede da Academia, foi adaptado para essa finalidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estreara na literatura, aos 23 anos, sob o pseudônimo de João do Norte. A propósito, era comum o uso de apelidos no meio literário, não para se esconder de algo ou poder falar o que quisesse – como alguns néscios hodiernos entendem (se é que têm essa capacidade, a de compreender algo), por não saberem distinguir o estilo peculiar de cada um, blasonando-se, idiotamente, de vítimas inocentes. Mas usava-se pseudônimo até por discrição, para que os críticos se sentissem à vontade para analisar seus escritos sem constrangimento. Voltando a Barroso, sua vasta obra literária não foi leviana, muito menos furtiva. De sua pena ficaram as mais profundas análises, fruto de pesquisas e de sua aguçada observação e de conjecturas, acerca da história, da cultura e da sociologia do Brasil. Uma de suas mais polêmicas teses é a de que o Brasil não seria um país independente, visto o Grito do Ipiranga ter custado uma dívida herdada de Portugal com a Inglaterra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gustavo Barroso destacou-se, mais ainda, tornando-se conhecido das massas, quando aderiu ao Integralismo, de Plínio Salgado, em 1933. Naquele momento, em que o mundo passava por grandes transformações, sob diversos aspectos, quando nações se viam ameaçadas por ideologias perniciosas e sistemas políticos radicais, levantou essa bandeira tornando-se seu mais importante doutrinador. Dessa época são os livros que divulgavam as idéias, não menos fundamentalistas, porém inflamadas por sentimentos cívicos e religiosos. Tal era a clareza de suas convicções que, discordando dos rumos tomados pelo movimento, dele se afastou, ficando, contudo, com o epíteto de “soldado sem farda”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Barroso foi dessas figuras que alteavam sua voz firme, com discernimento, sem temor, para conter a sanha daqueles que, a qualquer preço, insistem em assombrar com suas idéias confusas e interesses mesquinhos. Apontou os desequilíbrios sociais, econômicos e políticos do Brasil, identificando suas origens e indicando o caminho a seguir. No seu tempo, foi uma das inteligências mais celebradas e citadas; hoje, é apenas uma lápide sobre a cova onde jazem seus restos mortais. Assim é o Brasil: de lembranças parcas e memória nenhuma. &lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-6585654873437178709?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6585654873437178709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6585654873437178709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/12/o-soldado-sem-farda.html' title='O soldado sem farda'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-6684389765019150760</id><published>2008-11-21T10:06:00.001-03:00</published><updated>2008-11-28T10:11:07.640-03:00</updated><title type='text'>Melhor para todos</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoPlainText, li.MsoPlainText, div.MsoPlainText 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Courier New"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 66.0pt 1.0cm 66.0pt; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;Na semana passada, saiu a decisão da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, acerca da cassação do prefeito de Lafaiete, ocorrida dia 11/6, assegurando-lhe o mandato até o final. Lafaiete nunca viveu um ano politicamente tão tumultuado, como tem sido o derradeiro do governo do Partido dos Trabalhadores. Após anos tentando eleger um prefeito numa cidade com um eminente número de operários, em razão das siderúrgicas e mineradoras em seu entorno, a ascensão do PT ao poder parecia a aurora de um novo tempo. A princípio, sim, até passou essa impressão. Não tardou, entretanto, nos primeiros meses, alguns pontos inflamados na administração serem notados.&lt;br /&gt;A administração municipal começou a se contradizer quando o então secretário da Fazenda, Antônio Carlos Junqueira, se levantou. Ninguém entendeu direito, naquele momento, o que acontecia; mas era o primeiro grito de que algo começava a desafinar a aparente harmonia administrativa do messiânico petista, de perfil descentralizador, transparente, em suma, democrático em todos os aspectos. Tiraram, então, o subversor e o motim foi abafado.&lt;br /&gt;Não contavam, no entanto, que, mais cedo ou mais tarde, pelas frestas da fortaleza erguida em torno da administração, não obstante uma espécie de maquilagem a fizesse parecer aberta, participativa, diáfana, pelas frestas se exalaria o fedor da corrupção. Os boatos se intensificavam e o caso chegou à Câmara Municipal, que se viu obrigada a agir conforme lhe compete o Direito. Instalou-se a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), apuraram-se irregularidades, veio a Comissão Processante, depois a cassação e o retorno ilusoriamente feliz do prefeito ao cargo, posição confirmada pelo TJMG.&lt;br /&gt;A população, grande parte dela ingênua e mal informada (porque quer e admite ser ludibriada) certamente entenderá que o prefeito foi absolvido. Aliás, essa é a expressão usada por todos de sua entourage, desde que saiu a decisão da Corte mineira. O prefeito livrou-se da cassação; está-lhe garantido o cargo até 31 de dezembro de 2008. No entanto, continuam as investigações da Polícia Federal, dando prosseguimento à Operação Pasárgada, que o levou preso no dia 9 de abril, juntamente com o seu ex-procurador e a esposa. Só ao final destas ele poderá ser absolvido. Oxalá isso realmente aconteça, para que o atual mandato não passe à história como um dos mais polêmicos, para não dizer equivocados, de Lafaiete, como uma das piores administrações.&lt;br /&gt;A cassação da Câmara, agora, já pouco significa, pois o eleitorado lafaietense, por meio do voto democrático, já cassou o poder do atual prefeito no dia 5 de outubro. Aqueles que, equivocadamente, festejam a sua segunda colocação naquele pleito, mesmo com toda a "perseguição" que lhe empreendeu a "oposição conservadora", deveriam analisar friamente os números. Conselheiro Lafaiete tem 82.631 eleitores; destes, o candidato do PT teve 14.779 votos a seu favor. No entanto, 58.503 lafaietenses (fora as 9.349 abstenções) não quiseram na Prefeitura aquele que pensavam ser o "melhor para todos".&lt;/div&gt;        &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-6684389765019150760?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6684389765019150760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6684389765019150760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/11/melhor-para-todos.html' title='Melhor para todos'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8926583172936101410</id><published>2008-11-21T07:47:00.001-03:00</published><updated>2008-11-21T07:48:39.641-03:00</updated><title type='text'>Imperador da Língua Portuguesa</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} span.texto14 	{mso-style-name:texto14;} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="texto14"  style="font-size:100%;"&gt;Desde fevereiro, estão sendo comemorados os 400 anos do notável jesuíta Antônio Vieira. “Para nascer, Portugal. Para morrer, o mundo”. Desta forma viveu o célebre português que dignificou sua pátria, elevou sua fé e ornou a família religiosa em que ingressou. Nascido em Portugal, defendeu os direitos dos homens e da Igreja por onde passou, dignificou o elenco da Companhia de Jesus com sua capacidade de raciocínio espetacular e inflamado verbo, passando à posteridade como o Crisóstomo Português e celebrado pelo não menos notável Fernando Pessoa como Imperador da Língua Portuguesa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="texto14"  style="font-size:100%;"&gt;“Figura ímpar da história portuguesa”, como o indicou o presidente Cavaco Silva, Vieira é responsável, conseqüentemente e por especiais intervenções, por grandes conquistas em prol da sociedade brasileiro, principalmente dos silvícolas. Na Bahia, seus sermões exaltaram o nacionalismo dos católicos e súditos de El Rei, em defesa da Religião e do Estado. Mobilizou exércitos, intimidou os governantes, encorajou o povo e defendeu os oprimidos, para que se estabelecesse neste mundo, ainda que de forma específica, o Reinado de Cristo. Aliás, vislumbrava a expansão do Império Lusitano, tornando-o no Império de Cristo – o Quinto Império, nas suas extravagâncias sebastianistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="texto14"  style="font-size:100%;"&gt;Na Corte, foi de uma influência perspicaz, tornando-se temido por todos, dada a sua competência para as tratativas diplomáticas e no engenho de reverter as situações, mercê de sua refinada dialética. “Um louco de Deus”, Vieira é a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“expressão mais acabada da visão barroca do mundo”, define-o o presidente da Academia de Ciências de Lisboa, Adriano Moreira. Decerto, até o presente, não tenha a Língua Portuguesa quem melhor dela se valeu, a par do imortal Camões. Da palavra fez um monumento elevando até os céus os dons com que Nosso Senhor o dignificou, de patriota dedicado, orador eloqüente, sacerdote piedoso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As comemorações “Vieirianas” em Portugal têm sido tão intensas, sugerindo outras promoções, que o Ano de Vieira, que se encerraria em fevereiro próximo, foi prorrogado até agosto. Isso demonstra o patriotismo dos portugueses, característica lusitana que, infelizmente, vem se perdendo no Brasil há muito. O nome do padre Antônio Vieira é digno de figurar entre os dos grandes vultos da História que construíram esta Nação. Com a mesma valentia com que muitos pegaram em armas, Vieira acenou, do púlpito, com sua alocução gongórica, o norte do Brasil, de Portugal, do Mundo.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8926583172936101410?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8926583172936101410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8926583172936101410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/11/imperador-da-lngua-portuguesa.html' title='Imperador da Língua Portuguesa'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-7874408809249964053</id><published>2008-11-14T07:58:00.004-03:00</published><updated>2008-12-04T20:15:36.124-03:00</updated><title type='text'>Caraça, porta do céu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sugestiva invocação que se encontra entre as tantas da Ladainha Lauretana – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Janua Cœli &lt;/span&gt;(Porta do Céu) – é também o título de uma produção cinematográfica: “Caraça, porta do céu” (1950). O drama do qual participaram das filmagens alunos e até padres do célebre colégio, não apenas como figurantes, mas desempenhando papéis de destaque, hoje é uma fita rara. Contudo, é um dos raros registros – senão o único – em vídeo, mostrando cenas do dia-a-dia naquela casa bicentenária, berço de varões ilustres, sacerdotes virtuosos, nomes que ilustram a história pátria, honrando a formação recebida naquele recôndito educandário entre as alterosas, à sombra do Santuário da Senhora Mãe dos Homens.&lt;br /&gt;Ah! Quantos por ali passaram e levaram consigo as impressões que lhe moldaram o caráter a formação recebida dos padres lazaristas, formadores que foram, também, nos seminários de Mariana e Diamantina e no Colégio Matosinhos, junto ao Santuário do Senhor Bom Jesus de Congonhas! Agasalhados pelas espessas paredes setecentistas, miravam os alunos as metas de sua via espiritual erguendo os olhos para a esguia torre da “nova” igreja, cujo estilo destoa do conjunto, da mesma forma como os desejos sublimes são antagônicos aos interesses mundanos.&lt;br /&gt;Quarenta anos passados, desde o incêndio que encerrou ali as atividades escolares, fechando o tradicional colégio, o chilreio dos pequenos em recreio nos pátios ou pelos passeios mata adentro ainda se ecoa naquele santuário religioso, templo do saber, monumento da história. A igreja, as salas de estudo, a biblioteca, o refeitório, assim como as matas, cavernas, cachoeiras, clamam pelos dias felizes em que a meninice dourada e a juventude em flor enchiam aquele ambiente de alegria, enquanto hauriam naquela fonte do saber os conhecimentos científicos e humanísticos.&lt;br /&gt;Há quarenta anos o Caraça é apenas uma referência, um memorial, uma lembrança. Todo aquele belo conjunto paisagístico é para muitos um cartão-postal, ou para alguns ainda um lugar de peregrinação. Mas para aqueles que por ali passaram e trazem consigo o santelmo que lhes acenderam os filhos de São Vicente de Paulo, os padres da Congregação da Missão, continua a ser a “porta do céu”. E os ex-alunos do Caraça jamais deixarão de ser, por isso, “porteiros do céu”, como cantou o notável latinista, lente daquele Colégio, padre Pedro Sarneel: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O beatum sanctuarium in quo tot cœli janitores habitant&lt;/span&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-7874408809249964053?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7874408809249964053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7874408809249964053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/11/caraa-porta-do-cu.html' title='Caraça, porta do céu'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-9192790845563577363</id><published>2008-11-07T08:53:00.001-03:00</published><updated>2008-11-07T08:54:42.323-03:00</updated><title type='text'>Cultura da pornografia</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;Na última semana, durante o lançamento de um filme no Rio de Janeiro, o produtor da película, o conhecido ator Pedro Cardoso, acusou acremente “alguns diretores brasileiros de promoverem a pornografia na televisão e no cinema, obrigando a classe artística a participar de tais cenas”. O tema que vem sendo discutido há muito, penso que desde o apogeu dos teatros de revista, torna-se mais agressivo a cada dia, conquistando o cinema e a televisão. O que no início era apenas nudez parcial, chegou às insinuações lascivas, quando não desvarios eróticos. “&lt;span style=""&gt;A pornografia tornou-se agora um modo de atrair o público. (...) A minha tese é de que a nudez impede a comédia e mesmo o próprio ato de representar. Quando estou nu, sou sempre eu a estar nu, nunca o personagem. Ao despir-se do figurino, o ator despe-se também do personagem”&lt;/span&gt;, afirmou o ator.&lt;br /&gt;O discurso não é moralista. A indiferença com que os legisladores tratam do caso é arrepiante. O Estado permite a corrupção dos valores na sociedade. Pior ainda, a naturalidade com que os pais de família compartilham com os filhos (quantos deles menores!) das sessões de televisão, em suas casas, sem orientá-los sobre esse desordenamento dos sentidos. Os pais, ora por não tratarem em família de um tema corriqueiro em toda roda de conversas, ora por não verem problema algum em os filhos crescerem convivendo com essas situações e figuras que, certamente, serão responsáveis pelo desequilíbrio afetivo e a incontinência emocional, são responsáveis por essa situação.&lt;br /&gt;A cada dia mais se dissemina a cultura da pornografia, em detrimento da dignidade humana e da santificação. É o flagelo que açoita a todos, subjugando-os ao domínio da sensualidade, que, aliás, rege todas as convenções das relações humanas, a partir do culto ao corpo, o rigoroso cuidado com a beleza e a obediências aos ditames das frivolidades da moda, a patrocinar a imodéstia dos trajes. Daí resultam a falta de respeito entre pais e filhos, a infidelidade dos cônjuges, a ruína dos casamentos, a violência contra mulheres, a perversão sexual vitimando crianças e indefesos, enfim, destruindo a capacidade de ver no próximo o reflexo da beleza ímpar da criação de Deus. É a restauração de uma cultura pagã e a conquista de novos sequazes em todos os meios da sociedade, indistintamente.&lt;br /&gt;Embora de concepção filosófica e religiosa peculiar, o escritor Miguel Torga, em seu livro “A Criação do Mundo” descreve, em “O Sexto Dia”, uma situação que se verifica facilmente hoje, em decorrência da cultura da pornografia:&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; “De geração para geração a moral ia mudando. Maneiras condenadas num dia, no dia seguinte entravam na rotina. Atos ainda ontem praticados em transgressão eram-no hoje &lt;st1:personname productid="em permissividade. E" st="on"&gt;em permissividade. E&lt;/st1:personname&gt; curioso é que não se notava qualquer alegria no rosto dos beneficiados. Pelo contrário. Cada vez pareciam mais tristes. Libertos de mil peias, com todos os caminhos do prazer abertos, no fundo viviam murchos, como que desempregados da vida. Dispensados do esforço de lutar, de empreender, de imaginar, e da obrigação de assumir qualquer responsabilidade, vegetavam abulicamente no quotidiano&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Esse é o quadro que está sendo pintado pela falta de disciplina, pela imodéstia, pela corrupção dos valores, pela omissão dos pais e pela indiferença dos governantes. São as conseqüências de um estado laico, cuja benesse, velada por uma falsa concepção de liberdade, nada mais é do que um salvo-conduto para a perdição.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-9192790845563577363?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9192790845563577363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9192790845563577363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/11/cultura-da-pornografia.html' title='Cultura da pornografia'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-1109691376666096818</id><published>2008-10-31T10:00:00.000-03:00</published><updated>2008-10-31T10:01:11.814-03:00</updated><title type='text'>Referências no mundo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A história, mestra da vida, sempre destacou as personagens que protagonizam seus episódios. Uma galeria de vultos célebres, que se notabilizaram e se cristalizaram nas crônicas, seja pelo bom feito à humanidade, seja pela forma negativa como perpetuaram sua lembrança, indica à posteridade os rumos a seguir. Em todas as nações, em todas as instituições, na família, na sociedade, há sempre aqueles lembrados como referência, bússola para a humanidade. Pelas páginas historiográficas, esses nomes pompeiam os relatos, instigando a tantos que buscam compreender a atualidade no processo de formação da humanidade, desde a criação, tirar mor proveito do exemplo que esses briosos construtores nos legaram.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas referências, no entanto, escasseiam-se cada vez mais nos dias em que vivemos; entenda-se, contudo, enquanto referências edificantes. Ao contrário, a pusilanimidade que eleva os tiranos em montes de soberba e de crueldade, sujeitos a um desabamento iminente, essa, antagonicamente, se fortalece. De repente, os registros do presente discorrem mais uma análise crítica dos fatos, do que o relato, menos parcial possível, para o futuro. A voz dos bons já não se ouve bem. O bombardeio de escândalos, de injustiças e de alvoroço fugaz dos ímpios que se põem à frente (isso mesmo, eles se postam, não são conduzidos pelos seus feitos) não nos permite ouvir os justos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os museus vão se tornando cada vez mais um local das mais remotas lembranças, um acervo da primitiva antropologia social. Nas praças, monumentos seculares a ponteiam, sem emparelhar-lhes os que se deveriam erigir em reconhecimento aos célebres do nosso tempo. E os ignóbeis que se atrevem a elevar sua própria herma, a indiferença dos justos cuida em derrubá-los, desaparecendo sob a poeira do tempo. Mais dez lustros, nem uma réstia de sua presença se refletirá mais na história. Muitos que se sublevaram e edificaram sua imagem, impondo-a à vista de todas, subjugando a sensatez, ruíram-se da forma mais banal na vala comum dos esquecidos. Debalde tentaram perpetuar-se mesmo gravando seus nomes a golpes de cinzel no mármore da história; ele se calcificou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A juventude, principalmente, não tem referência. Talvez cultue seus ídolos momentâneos - um desportista, ou cantor, até mesmo um artista de TV. Mas aquele ícone, cujas qualidades, virtudes, tentará refleti-las em sua conduta, em seu pensamento, ah, esse é sempre mais escasso. Daí a responsabilidade dos pais, dos educadores, em tentar apontar-lhes os verdadeiros exemplos a serem seguidos, os lídimos construtores de nosso tempo. Só assim, será possível resgatar os valores que fortalecerão o ânimo da geração presente, distinguindo-a, quem sabe, com o epíteto de “a restauradora”, num mundo marcado pela indiferença, pelo laicismo, pelo relativismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-1109691376666096818?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1109691376666096818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1109691376666096818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/10/referncias-no-mundo_31.html' title='Referências no mundo'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-9055570933711782148</id><published>2008-10-20T14:12:00.004-03:00</published><updated>2008-10-20T17:01:25.367-03:00</updated><title type='text'>A casa da lira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde pequeno, observava o artístico gradil que sobrepõe a porta principal da casa do “Seu Dudu” – como ouvia chamar a casa que fica na rua de baixo à de meus avós, onde passei quase toda a minha infância. Rodeada por um artístico trabalho em ferro, uma lira salienta-se em meio a tantas voltas, qual meada de ferro transformada em obra de arte de fino lavor. E a referência que tinha daquela velha casa era a lira – a casa da lira.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os anos se passaram e ali continua a edificação, na rua Coronel Arthur Nascimento, desafiando o tempo e o progresso. Em seu entorno não há mais nenhuma construção que lhe seja contemporânea. À solidez de sua estrutura e ao cuidado de seus atuais proprietários deve-se a sua preservação, ao contrário de tantas outras que tão facilmente foram postas ao chão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas só pude saber um pouco mais de sua história quando estava levantando a genealogia da família Baêta Neves. Durante as agradáveis palestras que sempre tinha com sta. Regina Baêta Furtado de Mendonça, que discorria sobre as histórias de família como se tivesse conhecido todos os seus avoengos e testemunhado cada momento de suas vidas, ela sempre se referia à “Tia Nata”, irmã do “Vovô Barão”. Até que um dia ela relatou-me a história daquela casa e de sua proprietária.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fortunata Augusta Baeta Neves (Tia Nata) era filha do Comendador Joaquim Lourenço Baeta Neves e de Maria Fortunata Monteiro de Barros Lobo, portanto, irmã de Joaquim Lourenço Baeta Neves Júnior, o Barão de Queluz. Ela nasceu a 17 de agosto de 1842, poucos dias após as batalhas da Revolução Liberal &lt;st1:personname productid="em Queluz. Ainda" st="on"&gt;em Queluz. Ainda&lt;/st1:personname&gt; jovem, foi internada no Colégio Providência, em Mariana, formada sob a disciplina das Irmãs Vicentinas, onde aprendeu, entre as atividades reservadas, na época, às mulheres, a tocar piano. E à arte de Euterpe dedicou-se de modo tão especial que, quando foi se casar, o Comendador Baeta mandou construir-lhe uma casa, próxima à sua, e na fachada colocou o ornamento destacando a lira, em homenagem à sua filha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pianista Fortunata Augusta casou-se a 11 de dezembro de 1859, com seu parente Joaquim Affonso Baeta Neves. Portanto, a construção da casa é dessa época, pois teria sido o presente de casamento de seu pai (ou, na verdade, seria o seu dote). De acordo com Regina Mendonça, eram concorridos os saraus na casa de “Tia Nata”, onde se ouvia boa música, declamavam-se poemas e a culinária portuguesa, conservada em família, era degustada pelos convidados: “era um ambiente aristocrático e muito elevado. Tia Nata era muito culta”, relatava-me Regina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conta-se, também, que ela teria sido a primeira harmonista na Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Com a decadência da música sacra, no final do século 19, os grupos musicais se enfraquecendo, em prejuízo do esplendor da liturgia, dona Fortunata presenteou a igreja com um harmônio francês, que até poucos anos ainda se encontrava num dos cômodos de despejo da igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De seu casamento teve um único filho, Affonso Augusto Baeta Neves, em 1864. No entanto, desde novo, apresentava-se frágil, sempre às voltas com algum achaque. Com o tempo, a enfermidade do filho foi se agravando, na mesma intensidade em que, debalde, os desvelos maternos se redobravam. Affonso Augusto faleceu a 5 de julho de 1885. Seu pai, Joaquim Affonso, morrera um ano antes, a 15 de abril de 1884.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viúva e sem o filho, Fortunata contraiu segundo casamento, com o coronel Arthur Augusto do Nascimento. Recém-chegado de São Paulo, viúvo e com dois filhos pequenos, Arthur Nascimento encontrou em Fortunata a companheira para viver ao seu lado e a mãe dedicada para seus filhos. O carinho que lhes devotou foi recompensado pelo respeito, estima e amparo, principalmente quando se enviuvou pela segunda vez. Fortunata morreu a 19 de maio de 1925.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O coronel Arthur Nascimento foi figura de projeção na cidade. Foi nomeado Diretor Literário, cargo equivalente ao de inspetor de ensino, ficando responsável por todo o município, no qual se inseriam muitos distritos. Na política também se destacou, principalmente como mediador em meio às rivalidades partidárias que, por vezes, colocavam em risco a tranqüilidade social. Arthur Nascimento faleceu por volta de 1917, deixando dois filhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Atualmente, a casa pertence aos descendentes de um dos filhos dele. E é atendendo ao desejo deles, de saberem um pouco da história daquela edificação, que reuni as lembranças de minhas conversas com Regina Mendonça e as anotações feitas durante pesquisas em documentos e alfarrábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SPy-iACIuFI/AAAAAAAAAHM/0XFE8wtJgb0/s1600-h/Casa+do+s%C3%A9culo+19.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SPy-iACIuFI/AAAAAAAAAHM/0XFE8wtJgb0/s320/Casa+do+s%C3%A9culo+19.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259287956195686482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Casa da Lira na rua Coronel Arthur Nascimento, construída no século XIX&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SPzjUutNEOI/AAAAAAAAAHU/QFu0zLxK7bI/s1600-h/DSC04096.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SPzjUutNEOI/AAAAAAAAAHU/QFu0zLxK7bI/s320/DSC04096.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259328410136416482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Detalhe do gradil de ferro sobre a porta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-9055570933711782148?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9055570933711782148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9055570933711782148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/10/casa-da-lira.html' title='A casa da lira'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SPy-iACIuFI/AAAAAAAAAHM/0XFE8wtJgb0/s72-c/Casa+do+s%C3%A9culo+19.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-6126229543372508817</id><published>2008-10-17T10:22:00.002-04:00</published><updated>2008-10-17T13:49:04.467-04:00</updated><title type='text'>Olho-grande</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É muito comum ouvirmos falar de olho-grande, ou olho-gordo, sobre algo que tanto se deseja, capaz de definhá-la. Os supersticiosos sempre encontram uma benzação ou uma panacéia que combate esse mal temido pelos mais crédulos. Juram que uma pessoa de olho-grande é capaz de fazer secar uma pimenteira, deixar careca a dona das mais belas madeixas, entristecer o mais contente semblante. Inclusive, um programa de TV tem feito muito sucesso com um quadro em que a personagem vive ambicionando o bem alheio.&lt;br /&gt;Na realidade lafaietense, o olho-grande do momento mira os cargos comissionados que o prefeito eleito José Milton de Carvalho Rocha (PSDB) tem à sua disposição na Prefeitura. De acordo com o que o Jornal CORREIO levantou, são 287 cargos com salários entre R$ 1.176 e R$ 5,5 mil. Como acontece a cada quatro anos, correligionários políticos, assessores mais próximos e outros interessados já começam as articulações, almejando uma colocação.&lt;br /&gt;Durante muito tempo, os cargos políticos foram alvo de disputas em diversas modalidades, desde o mero apadrinhamento à troca de beneplácitos, com interesses, às vezes, suspeitos. Necessitou-se quase desenvolver uma jurisprudência para conter abusos, cada vez mais difíceis. No entanto, sempre se encontra uma fenda legal por onde se introduz uma cunha protegida, às vezes, incapaz de corresponder à expectativa de seu desempenho; uma autêntica colocação política.&lt;br /&gt;Enquanto o prefeito eleito descansa em viagem, após a maratona de campanha, já se ouvem por aqui cochichos, insinuações e alfinetadas sobre as pretensões dos cargos. É preciso que esse pessoal tenha um pouco mais de bom senso e espere ser convidado. Certamente, ele saberá quem melhor poderá oferecer ao município em troca dos almejados salários. É melhor aguardar ser chamado, com tranqüilidade e discrição, do que se oferecer e não dar conta do serviço. Olho-grande, neste caso, é perigoso minguar o dinheiro, que não pagará tanta amolação que dará aos incompetentes, ao mesmo tempo em que desfalcará os cofres públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;(Publicado como Editorial do Jornal Correio da Cidade, edição 929, de 18 a 24/10/2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-6126229543372508817?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6126229543372508817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6126229543372508817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/10/olho-grande.html' title='Olho-grande'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-9168170501442415254</id><published>2008-10-17T10:16:00.000-04:00</published><updated>2008-10-17T10:17:10.924-04:00</updated><title type='text'>Tributo de gratidão</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} p.MsoPlainText, li.MsoPlainText, div.MsoPlainText 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Courier New"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 66.0pt 1.0cm 66.0pt; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Celebrar a vida é celebrar a graça de Deus. Isso porque é Ele quem no-la concede. A nossa vida brota da fonte eterna e inesgotável de vida – Deus – à “cuja imagem e semelhança fomos criados” (Gn 1,26-27). Se fomos criados à sua imagem e semelhança, devemos, portanto, ser espelhos onde se refletem a Sua glória e beleza; daí a tendência natural de sempre buscar o que há de bom, de belo e verdadeiro, por inspiração divina.&lt;br /&gt;A presença neste mundo nos compromete com o projeto de salvação. Somos responsáveis por nós e por aqueles que conosco convivem. Somos cooperadores no plano de construção de um mundo mais fraterno, vislumbrando a plenitude da vida, a partir do momento em que desejamos ardentemente nada mais, senão buscar fazer a vontade do Pai. Desta forma, experimentamos o anelo que Santo Agostinho expressou nesta oração: “Fizestes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração está inquieto até que não descanse em Vós”.&lt;br /&gt;Celebrar a vida, portanto, é celebrar a graça de também podermos amar a Deus e ao próximo, à semelhança daquEle que nos criou. É nos entregarmos à missão de evangelizadores, anunciando a misericórdia de Deus. É partilharmos nossa vivência de fé e de amor, na família e na comunidade, sendo “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13).&lt;br /&gt;Existem pessoas cuja existência torna-se um esparzir de bondade, pela sua dedicação à família, ao próximo, ao trabalho, um constante “fazer a vontade do Pai”, ainda que de forma indeliberada, como num impulso natural de fazer o bem, orante: “fazer vossa vontade, meu Deus, é o que me agrada” (Sl 39,9). Essas pessoas deixam marcas não por aspectos externos, estéticos ou nem mesmo pelas suas capacidades intelectuais. Elas se tornam inesquecíveis pelo bem que, de alguma forma, fazem àquelas que delas se aproximam.&lt;br /&gt;Ao discorrer sobre este tema, hoje, faço destas letras um ato de ação de graças a Deus pelo dom da vida. Faço destas letras um tributo de gratidão a essas pessoas que passam por nossa vida e tanto nos ajudam, de alguma forma, a crescer, não apenas profissionalmente, mas principalmente como ser humano sensível à realidade em que se vive, atento aos princípios morais e religiosos. Sem rasgos de pieguice ou desatinos de carolices, de maneira discreta, pela conduta honesta, intemerata e cristã, tornam-se espelhos para quem com elas convivem.&lt;br /&gt;Ao discorrer sobre este tema, rendo uma homenagem sincera, de todo coração, à sta. Maria Henriques Gonçalves Nogueira, com quem trabalhei por alguns anos e com quem tanto aprendi. No transcurso de seu natalício, neste sábado, dia 18, queira a cara Lili Nogueira receber esta minha homenagem como um tributo de gratidão.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-9168170501442415254?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9168170501442415254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9168170501442415254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/10/tributo-de-gratido.html' title='Tributo de gratidão'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-6021404731408652659</id><published>2008-10-15T09:40:00.002-04:00</published><updated>2008-10-15T10:18:31.050-04:00</updated><title type='text'>Preciosidade colonial em São Gonçalo do Brandão</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma das preciosidades da arquitetura e arte coloniais que ainda resta &lt;st1:personname productid="em Conselheiro Lafaiete" st="on"&gt;em  Conselheiro Lafaiete&lt;/st1:personname&gt; é a capela da localidade de São Gonçalo do Brandão, na zona rural do município. Após a demolição de sua nave, na década de 50 do século XX, restou apenas a capela-mor e a sacristia, recentemente restauradas por iniciativa da própria comunidade, que conseguiu o patrocínio do Banco do Brasil. No distrito de São Gonçalo, os moradores identificaram a importância daquela que é uma das mais antigas capelas da freguesia de Carijós e buscaram recursos para recuperá-la e conservá-la.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O povoado de São Gonçalo do Brandão tem suas origens no início do século XVIII, provavelmente quando os portugueses Manuel Pereira de Azevedo (Brandão) e Bernardo Martins Pereira aqui chegaram, por volta de 1720, e se fixaram naquelas terras, onde fundaram suas fazendas. A antiga capela de São Gonçalo, atualmente, é o único monumento histórico existente naquele povoado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;No século XVIII, iniciou-se a formação do povoado em torno da fazenda, devido ao acréscimo da família do proprietário daquelas terras e outras pessoas que foram se mundando para aquela localidade. A antiga capela, com belíssimo altar, serviu, por longos anos, para os exercícios religiosos dos moradores daquela povoação. Pouca cousa encontramos sobre aquele templo, porém só o retábulo do altar é um documento de valor imensurável.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;No livro de registro de batizados, casamentos e óbitos da freguesia de Carijós, de &lt;st1:metricconverter productid="1728 a" st="on"&gt;1728  a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1743, nele aparecem, no início da década de 1730, registros de sacramentos administrados naquela capela. A capela de São Gonçalo esteve como filial de Nossa Senhora da Conceição até 1911, quando a igreja de São Sebastião, do então bairro de Lafayette, tornou-se curato, começando a desmembrar-se da Matriz da Conceição. Há uns poucos anos quando criou-se a paróquia de Nossa Senhora da Luz, a capela de São Gonçalo passou a ser uma de suas filiais.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;Durante o paroquiato do Monsenhor Antônio José Ferreira, quando São Gonçalo ainda pertencia à paróquia de São Sebastião, foi construída uma nova igreja, sem demolir o templo antigo. Atualmente, aquela comunidade está aplicada à paróquia de Nossa Senhora da Luz, do bairro Areal.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;A capela está localizada dentro do cemitério, nos fundos da nova igreja, mais ampla, capaz de comportar o número de fiéis, construída na década de 50. Após a demolição da nave do templo, a porta foi adaptada ao arco-do-cruzeiro, no qual é possível observar a pintura marmorizada em seu interior, recuperada recentemente. O altar é todo confeccionado em madeira, com camarim e dois nichos laterais. O retábulo, parte mais alta do altar, é simples, mas sugere que os ornamentos eram mais trabalhados na pintura, que se deteriorou nos anos em que a capela esteve abandonada, chegando quase a cair. Há uma semelhança com o altar-mor da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Passagem, o que, além do estilo rococó, leva a crer que possivelmente sejam obras de um mesmo artista. Na sacristia existe um lavabo completamente inacabado, encimado pela data “A. &lt;st1:metricconverter productid="1807”" st="on"&gt;1807”&lt;/st1:metricconverter&gt;.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;Há poucos anos, a comunidade se reuniu, junto com o padre João Batista Barbosa, que na época era responsável pela igreja, e buscou recursos para a obra. O trabalho foi executado pelo Grupo Oficina de Restauro, de Belo Horizonte, tendo à frente a restauradora Maria Regina Reis Ramos. A restauração, orçada em R$ 60 mil, foi patrocinada pelo Banco do Brasil S/A.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;Naquela localidade, entre os séculos XVIII e XIX, teve um artífice, Manoel Pereira Brandão (o neto), que em 1790 foi contratado pela Irmandade do Santíssimo, da Matriz de Nossa Senhora da Conceição, para que pusesse abaixo a taipa do frontispício velho e que se cobrisse e se forrasse o acrescentamento para as torres e se mudasse o coro e que se pusessem as portas nas ditas torres e que se continuasse a escada de madeira para a torre e se pusesse os sinos em cima, que se mudasse a Pia e lhe pusesse porta com fechadura e se tapassem as sineiras da torre em que está a Pia Batismal, em razão do prejuízo que faria a água que por elas entrava; que se mudasse as grades para baixo e se fizesse o lavatório para a sacristia da Fábrica. Esse mesmo artista, em 1825, foi contratado para outras obras na Matriz, como a construção de duas sacristias, novos púlpitos, ladrilhar as sacristias de tijolo, entre outras outras. Talvez ele tenha trabalhado na capela de São Gonçalo, edificada por seu avô, Manoel Pereira de Azevedo, tronco da família Pereira Brandão em Carijós.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os fundadores da igreja&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;A família Pereira Brandão foi uma das primeiras que se estabeleceram em Carijós, nos primórdios do século XVIII. Manoel Pereira de Azevedo veio para o Brasil já com sua família constituída. Aliás, por muito tempo, creu-se que seu nome era Manoel Pereira Brandão. A pesquisadora Maria Efigênia da Paixão foi quem encontrou seu registro de casamento e batizado dos filhos em vasta pesquisa realizada sobre esse clã.&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;O filho de Manoel, por nome Theodózio Pereira Brandão, em 1756, obteve sesmaria (um pedaço de terra concedido pelo governo, na época da colônia, para que fosse cultivado) junto à capela de São Gonçalo. A concessão aparece nos livros paroquiais desde 1730. Nessa época, na capela já se celebravam a Santa Missa e administravam-se sacramentos.&lt;br /&gt;Manoel Pereira de Azevedo era natural da freguesia de São Miguel do Urró, Vila de Arouca, bispado de Lamego, filho de Lucas Pereira e de Maria Brandoa. A genealogista Maria Efigênia da Paixão localizou sua ascendência, tendo ele se casado em Aveiro, a 7 de maio de 1704, com Jerônima do Pinho, filha de Estevão João e de Antônia Tavares. Jerônima do Pinho foi batizada &lt;st1:personname productid="em São Miguel" st="on"&gt;em São Miguel&lt;/st1:personname&gt; do Urro, a 10 de dezembro de 1680. Na visita canônica feita, em 1733, pelo Comissário da Santa Cruzada, vigário colado de Catas Altas do Mato Dentro e Visitador Ordinário da comarca do Rio das Mortes, Dr. Domingos Luiz da Silva, o tronco dos Brandão figura na devassa como “Manoel Pereira Brandão, de São Miguel de Orror [sic], casado, 56 anos, morador &lt;st1:personname productid="em São Gonçalo" st="on"&gt;em São Gonçalo&lt;/st1:personname&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SPXz32RvGZI/AAAAAAAAAHE/0g9JdrATbo0/s1600-h/Cult02.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SPXz32RvGZI/AAAAAAAAAHE/0g9JdrATbo0/s320/Cult02.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5257376280813181330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Retábulo e altar da primitiva capela&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-6021404731408652659?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6021404731408652659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6021404731408652659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/10/preciosidade-colonial-em-so-gonalo-do.html' title='Preciosidade colonial em São Gonçalo do Brandão'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SPXz32RvGZI/AAAAAAAAAHE/0g9JdrATbo0/s72-c/Cult02.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8199047912735605684</id><published>2008-10-09T20:44:00.002-04:00</published><updated>2008-10-09T20:54:52.017-04:00</updated><title type='text'>Pastor angelicus</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify;font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;No dia 9 de outubro, celebrou-se o cinqüentenário da morte do Papa Pio XII, o &lt;i style=""&gt;Pastor Angelicus&lt;/i&gt;. Um dos grandes pontífices da História da Igreja, marcou significativamente o século XX pelo momento histórico em que viveu. O início de seu pontificado coincidiu amargamente com o eclodir da Segunda Grande Guerra Mundial. Aliás, a prudência com que o Santo Padre agiu durante esse período de beligerância entre o Eixo e os Países Aliados custou-lhe a infâmia de ter sido conivente com o Terceiro Reich. Mesmo com mais aprofundados estudos, muitos ainda sustentam essa calúnia, com o vil intento de macular a honra do papa Pacelli e comprometer a Santa Igreja com as atrocidades cometidas, principalmente, pelo Nazismo. Se não bastasse esse triste período (1939-1945), seguiram-se os anos da Guerra Fria, em que o Bispo de Roma também teve que portar-se com muita diplomacia, até mesmo por causa das vítimas católicas do regime comunista no leste europeu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas foi durante o pontificado desse grande Papa que o mundo também passava por grandes transformações sociais e avanços tecnológicos. E para cada uma dessas situações, muitas delas inusitadas, teve Pio XII uma palavra especial, não superficial, ao contrário profunda de conhecimento, a ponto de advertir sobre possíveis danos no plano social como em questões éticas e morais. Ciência, literatura, medicina, cinema, esporte, política, filosofia, além de temas específicos relativos à fé cristã, por todos esses campos discursou o Santo Padre com muita sabedoria e unção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Durante a Santa Missa celebrada em sufrágio de sua alma, no dia 9, o papa Bento XVI destacou a santidade de Eugênio Pacelli ao abandonar-se “nas mãos misericordiosas de Deus”, ciente de que “só Cristo é a verdadeira esperança do homem” e “apenas confinado nele, o coração humano pode abrir-se ao amor que vence o ódio”. E enquanto se celebra na Cidade Eterna o Sínodo dos Bispos, em que tem por tema “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, Bento XVI lembrou-se da encíclica “Divino Afflante Spiritu”, de 1943, em que seu antecessor “estabelecia as normas doutrinais para o estudo da Sagrada Escritura, manifestando sua importância e seu papel na vida cristã”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style=";font-family:times new roman;font-size:85%;"  &gt;Bento XVI admitiu que, “infelizmente, o debate histórico sobre a figura do Servo de Deus Pio XII, não sempre sereno, evitou que se colocassem à luz todos os aspectos de seu polivalente pontificado”. Deus louvado, novos estudos cientificamente comprometidos vão como que reescrevendo a história desse grande homem do século XX, Pio XII, o lídimo Papa da Paz.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8199047912735605684?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8199047912735605684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8199047912735605684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/10/pastor-angelicus.html' title='Pastor angelicus'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-6429246621422218178</id><published>2008-10-08T14:34:00.004-04:00</published><updated>2008-10-08T22:05:23.530-04:00</updated><title type='text'>Et erit in pace memoria ejus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SOz-JRtnfeI/AAAAAAAAAG8/q4ZVZyAe8Tw/s1600-h/Pio04.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SOz-JRtnfeI/AAAAAAAAAG8/q4ZVZyAe8Tw/s320/Pio04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5254854300561538530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Homenagem ao Servo de Deus Papa Pio XII, no transcurso do 50º ano de seu falecimento.&lt;br /&gt;Ao lídimo Papa da Paz, nossa homenagem e o louvor a Deus Nosso Senhor pela vida que Lhe foi inteiramente dedicada e à Santa Igreja.&lt;br /&gt;Enquanto não podemos entoar o solene &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Te Deum laudamus&lt;/span&gt;,&lt;br /&gt;rezemos o piedoso &lt;span style="font-style: italic;"&gt;requiem in aeternam dona eis Domine,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pastor Angelicus&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Requiescat in pace&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;+ 09/10/1958&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-6429246621422218178?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6429246621422218178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6429246621422218178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/10/et-erit-in-pace-memoria-ejus.html' title='Et erit in pace memoria ejus'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SOz-JRtnfeI/AAAAAAAAAG8/q4ZVZyAe8Tw/s72-c/Pio04.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-1865233093541438498</id><published>2008-09-25T10:44:00.000-04:00</published><updated>2008-09-25T10:45:53.758-04:00</updated><title type='text'>Não matarás</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Mas um outro mandamento vem de encontro a esse, o oitavo: "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo" (Dt 5,20). O primeiro sentido, claro, é o de não proceder a depoimento falso, mentiroso. Todavia, numa interpretação larga do artigo analisa-se a mentira, a difamação e a injúria. A que fere deveras mortalmente talvez seja a difamação, prejudicando, injustamente, a reputação do próximo, tendo como arma a língua; como projétil o verbo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os meios que o difamador lança mão para alcançar seus fins são a calúnia, a maledicência ou murmuração e a delação, em benefício de interesses mesquinhos ou pela simples satisfação de ferir a fama alheia. - Quantas pessoas são, por isso, prejudicadas, quantas honras maculadas, quantos corpos enfermos e quantas almas feridas pelo veneno desses "diabolos"! Por mais que insistam em justificar seus atos, jamais deixarão de ser assassinos morais, pois as conseqüências de suas atitudes são sempre más.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na hierarquia dos difamadores há os insignificantes, a quem pouco crédito se dá, pois não gozam de uma reputação capaz de endossar suas atitudes. Os conspícuos, morigerados e reservados, por sua vez, são perigosos, valendo-se de um falso prestígio para que suas palavras causem impressão. Porém, os piores de todos são os que denominaríamos "fariseus hodiernos": pérfidos cristãos, mostrando-se tementes a Deus e sinceros, enquanto, na verdade, não passam de celerados, promotores da discórdia, assassinos de almas; pena esquecerem-se da admoestação evangélica: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus" (Mt 7,21). Quanto a eles, julgarem-se sinceros é um desrespeito aos probos e cultos, pois a sinceridade só vale se amparada na caridade, e esta virtude a desconhece essa corja de difamadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O homem deve, sim, falar sempre a verdade, mas não todas as verdades - isto é um princípio moral, o que não quer dizer que deva mentir. A sinceridade manda pensar tudo o que se irá dizer, e não dizer tudo o que se pensa. A discrição manda calar o que não é oportuno, manda ponderar as palavras e silenciar os segredos. A sinceridade e discrição são duas virtudes preciosíssimas por igual. Se fossem abstraídas pelos difamadores de plantão, semeadores da discórdia, talvez a sociedade seria mais justa e fraterna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-1865233093541438498?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1865233093541438498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1865233093541438498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/09/no-matars.html' title='Não matarás'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2648771158231235049</id><published>2008-09-19T09:47:00.000-04:00</published><updated>2008-09-19T09:55:09.710-04:00</updated><title type='text'>A origem das espécies</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi anunciada, na última semana, a realização de um congresso, no Vaticano, em março de 2009, sobre “Evolução biológica: factos e teorias”. A proposta é debater com especialistas em paleontologia, biologia molecular, antropologia cultural, filosofia e teologia, católicos e não católicos, que fé e a teoria da evolução não são incompatíveis. Será uma abordagem crítica da obra de Charles Darwin, 50 anos depois da publicação de “A Origem das Espécies”, aprofundando o tema de um modo interdisciplinar.&lt;br /&gt;Questões relativas à polêmica teoria da evolução de Darwin tem sido, sempre, evocadas pelo Santo Padre. Na celebração da Santa Missa que inaugurou o seu pontificado, em abril de 2005, o Bispo de Roma já alertava que não sermos o produto casual e sem sentido da evolução, mas “fruto de um pensamento de Deus”, afirmou. E há pouco, durante sua visita à França, em exortação aos intelectuais da Filha Dileta da Igreja, o Papa indicou que “na origem de todas as coisas não deve ser colocada a irracionalidade, mas a razão criativa; não o acaso cego, mas a liberdade”.&lt;br /&gt;Aporias existentes, tanto pela complexidade da teoria, quanto pelas divergências ideológicas e científicas, é que sugerem essa aproximação dos contraditores – daí serem convidados católicos e não católicos. O discernimento da racionalidade polimórfica que, desviada do reto sentido cristão, perde-se na sujeição a inflexões absurdas, decorrentes de um desordenamento intelectual ou até mesmo da soberba de querer ser como deuses, autores da criação de novos conceitos, independentes de algum comprometimento teológico, principalmente, senão presos à ambição somente de seu ego, muito mais do que um ateísmo, um antiteísmo.&lt;br /&gt;Uma interpretação exegética da Bíblia um tanto fabulosa, ou decorrente das limitações de antanho, em todos os sentidos, é que provavelmente tenha possibilitado o desenvolvimento de teorias que se precipitaram em absurdos. Sobre isso, basta atentar para o trabalho das comissões bíblicas, desde os tempos de São Pio X, até hoje, e se apreenderá uma evolução bem mais clara, sadia, definida da caminhada do homem, desde a sua criação, tendo Deus com princípio, motivo e fim último. Compreender-se-á, então, pela fé, que a Criação “é o ato pelo qual Deus, do nada, deu e mantém a existência de tudo quanto existe”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2648771158231235049?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2648771158231235049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2648771158231235049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/09/origem-das-espcies.html' title='A origem das espécies'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2463410686538830120</id><published>2008-09-12T11:13:00.001-04:00</published><updated>2008-09-12T11:13:34.555-04:00</updated><title type='text'>Emancipando-se</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No próximo dia 19 de setembro, Conselheiro Lafaiete comemora seus 218 anos de emancipação política. Em meio às festas que marcam a efeméride que sugere a conquistada de liberdade e autonomia administrativa, cabe uma reflexão sobre o destino do antigo Arraial dos Carijós. Essa emancipação não se restringe àquele instante histórico, cristalizado no nostálgico 1790, em que se concretizou o sonho do povo de Carijós, quando se erigiu a Real Vila de Queluz. Todo o aparato formal, a presença do governador general Visconde de Barbacena e da nobreza, assistidos pelo povo na instalação do Senado da Câmara, foi como que o descortinar do porvir do que viria ser a heróica Cidade de Queluz, a pujante Conselheiro Lafaiete.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas esse olhar que nos lançaram nossos antepassados depositou uma grave responsabilidade sobre sua posteridade. Aquela emancipação da Vila de São José, distante tantas léguas, cujos governantes se esqueciam das necessidades de Carijós, enxergando-o apenas como um arraial distante, sem possibilidades de progresso, em decorrência de suas pobres fontes de subsistência, “banhado por um rio de águas sujas” – como alegaram os membros do Senado daquela Vila, aquela emancipação, mais do que ser comemorada, deve ser reafirmada a cada dia por todos os lafaietenses. Essa emancipação sugere, além do sentido de liberdade, a interpretação de um comprometimento com o desenvolvimento; se não fosse essa perspectiva, Queluz não se teria elevado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O momento torna-se, por isso, muito oportuno. Enquanto candidatos a prefeito e a vereadores peregrinam pela cidade em busca de votos, devem os lafaietenses observar bem o que eles propõem para assegurar a emancipação do município. A emancipação política, elegendo cidadãos e cidadãs probos, capazes de honrar o mandato que lhes for confiado; emancipação da educação e da cultura, discernindo bem o potencial dos valores locais e mobilizando-os; emancipação da saúde, garantindo atendimento eficiente e a contento dos munícipes; emancipação comercial e industrial, proporcionando estrutura adequada para essa que é a principal fonte de renda do município; emancipação dos direitos dos cidadãos, assegurando-lhes segurança e promovendo a ordem pública. Assim, os lafaietenses, muito mais do que comemorar uma data histórica, estarão festejando sua constante emancipação.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2463410686538830120?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2463410686538830120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2463410686538830120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/09/emancipando-se.html' title='Emancipando-se'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-4839075248069909057</id><published>2008-09-12T10:39:00.000-04:00</published><updated>2008-09-12T10:43:28.073-04:00</updated><title type='text'>Feriados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os feriados são os dias do ano, geralmente, mais aguardados. Podem não ter nada de diferente, mas a expectativa de um dia a mais de descanso (quando caem na segunda ou na sexta-feira), ou uma “quebra” na rotina da semana (na quarta-feira, por exemplo), que talvez seja o motivo a incitar os mandriões, atalaias do descanso. A origem desse dia de descanso é, antes, na sua dedicação a algo; ou seja, interrompe-se o trabalho para, então, ocupar-se com algo específico. Os reis mandavam interromper os trabalhos para comemorar uma conquista, para festejar algum nascimento ou bodas na Casa Real, até mesmo a morte de um membro dela. Essa festa podia se estender por até uma semana, fosse com música e dança, ou com choro e cera. As solenidades religiosas também alcançaram, muitas, esse “privilégio”, mercê da religiosidade popular inflamada. São os conhecidos dias-santos (alguns canonicamente definidos “de guarda”).&lt;br /&gt;Esse costume prevalece até hoje. O número dos dias santificados, no Brasil, foram reduzidos, tanto pela impossibilidade de tantos feriados ao longo do ano, quanto, até mesmo, para não criar polêmicas numa sociedade onde se admite a liberdade de culto religioso. Alguns, no entanto, foram mantidos, pela sua tradição e pela importância de seu reconhecimento. Alguns feriados de origem religiosa que ainda se mantêm são o de 1º de janeiro, Sexta-feira Santa, Corpus Christi, Natal e comemoração do santo padroeiro do município. Pode-se considerá-los como uma deferência dos legisladores para com os fiéis católicos, visto alguns países do Velho Mundo já não mais concedê-los todos, não obstante a maioria das pessoas não pararem o seu trabalho nesse dia para comemorar a data, seja ela cívica ou religiosa.&lt;br /&gt;Em Conselheiro Lafaiete, dois feriados de origem católica constam do calendário municipal: o da solenidade do Sagrado Coração de Jesus e o de Nossa Senhora da Conceição. Este último é muito antigo, remonta aos tempos coloniais. O rei Dom João IV decretou, em 1648, consagrou o reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição, proclamando – antes mesmo da Igreja Católica - o dogma sacrossanto: “ex omni parte inculpata”, nos dizeres de São João Crisóstomo. Dom João V ordenou que se celebrasse a festa da Imaculada Conceição, a 8 de dezembro, “com grande pompa e respeito, comparecendo  as vereanças e capitães-generais, bem como todas as Irmandades e Confrarias”. Em Lafaiete, portanto, desde os tempos de Carijós, essa solenidade revestiu-se de grande piedade e de manifestações de alegria, não apenas pela determinação régia, mas principalmente por ter a Virgem da Conceição como sua padroeira. O beato João XXIII, pelo Breve Apostólico “Instante”, de 2 de junho de 1961, declarou a Virgem da Conceição celeste e principal patrona da cidade e do município de Conselheiro Lafaiete e pelo Breve Apostólico “Quidquid ad pietatem”, de 17 de agosto de 1961, concedeu a imposição de uma coroa de ouro na sua imagem, o que ocorreu em 15 de agosto de 1963.&lt;br /&gt;O motivo de abordar este tema hoje deve-se a uma infeliz proposta que teria sido feita a um dos candidatos a prefeito, durante um debate na última semana. Indagaram-no sobre a possibilidade de se extinguir o feriado de 8 de dezembro, para que não haja interrupção do comércio num momento tão promissor de vendas, com vistas ao Natal. A ingênua proposição tomara tenha sido tão simplesmente impensada. Caso contrário, seria muito triste constatar essa falta de respeito à liberdade de culto, uma ignorância das tradições históricas e até um maleável senso de desacato aos poderes constituídos. Felizmente, o inquirido descartou a sugestão prontamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-4839075248069909057?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4839075248069909057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4839075248069909057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/09/feriados.html' title='Feriados'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-3321173275896768528</id><published>2008-09-05T10:09:00.000-04:00</published><updated>2008-09-05T10:15:26.159-04:00</updated><title type='text'>Religião nas escolas</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CCORREI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.1pt 792.1pt; 	margin:1.0cm 1.0cm 1.0cm 1.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A laicização do Estado e de toda a organização governamental é perniciosa à ordem social. Esse processo que vem se arrastando há mais de dois séculos, suscitado no Velho Mundo, conquistou simpatizantes no Brasil na segunda metade do século XIX. Disseminando-se por entre os meios intelectual e político, esse sistema ateu granjeia adeptos, impedindo o aprofundamento da fé, desorientando a conduta ética e moral. O ensino foi o principal alvo, privando as crianças do que o Papa Pio XII indicou ser a “pedagogia da fé” (encíclica “Mystici Corporis Christi”, 1943). No momento oportuno em que as condições da natureza humana são mais acessíveis para a assimilação da fé, por meio da participação da inteligência e da vontade de permitir a ação desse dom, tolhem os dotes naturais da necessidade imanente da busca de Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A pedagogia moderna da educação não admite a observância de uma disciplina, seja ela física ou intelectual, com o pretexto de ser traumatizante para as crianças. Não vêem o mal que pode causar a flexibilização do ensino. Observa o biólogo Christian de Duve, Prêmio Nobel em 1974, que “não se pode aprender a pensar sem certo esforço, sem alguma medida coercitiva, imposta inicialmente pelo exterior, até que se tenha aprendido a ter a iniciativa do bem por si mesmo. (...) A meu ver, é daí que vem o irracional, essa fraqueza na utilização crítica da razão e a ausência de rigor no pensamento” (SALOMON, Michel, “L’Avenir de &lt;st1:personname productid="la Vie" st="on"&gt;la Vie&lt;/st1:personname&gt;”, Paris, Seghers).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para se chegar a Deus, além da graça, necessita-se da compreensão racional de sua existência. Isso somente o ensino religioso nas escolas poderá proporcionar de forma explícita e sistemática, como adverte o papa Paulo VI num de seus Documentos: “O ensino religioso, embora não se esgote nos cursos de religião integrados nos programas escolares, deve ser ministrado na escola de modo explícito e sistemático, a fim de que não se venha a criar na mente dos alunos um desequilíbrio entre a cultura geral e a cultura religiosa” (“Escola Apostólica”, 19/3/1977, cap. IV).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Interessantes essas duas condições indispensáveis que o Papa Montini aponta. O ensino explícito, ou seja, o ensino da religião com o intuito de se formar cristãos convictos, não uma reflexão das experiências de vida, ou sobre temas atuais e polêmicas questões sociais, muito menos introspecções filosóficas ou rudimentos morais e éticos. O ensino sistemático é para assegurar o seu desenvolvimento, uma seqüência pelos anos escolares que possibilitará o aprofundamento da compreensão sobre a existência de Deus e de Sua revelação, enquanto se vai avançando pela via espiritual.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“A escola sem Deus é um caminhar como o de alguém que perdeu o endereço da casa paterna. Será uma escola que não sabe responder a uma pergunta fundamental sobre si mesma: para que educar?”, assegura o pedagogo cristão Dom Lourenço de Almeida Prado – OSB. Esse é o vazio a que chega a pedagogia moderna, cujos acertos ainda são insuficientes para reparar o dano que o ateísmo sugerido tem causado às crianças e aos jovens.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-3321173275896768528?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3321173275896768528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3321173275896768528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/09/religio-nas-escolas.html' title='Religião nas escolas'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2282081030093799961</id><published>2008-08-29T15:20:00.000-04:00</published><updated>2008-08-29T15:22:01.289-04:00</updated><title type='text'>Em prol da vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Busca-se no Brasil, de todas as formas, legalizar o aborto; ao menos, vão-se dando margens para que ele seja implantado definitivamente, ao livre arbítrio de quem queira se submeter a ele. É a legalização da cultura da morte, ou civilização da morte, como a definiu o Papa João Paulo II, “opondo-se frontalmente aos valores da doutrina cristã, que defende a vida acima de tudo (...) esta cultura destruidora propõe a morte como solução de uma série de problemas”.&lt;br /&gt;Admitiram, primeiramente, o aborto em determinados casos; aliás, sempre fizeram “vistas grossas” – como se costuma dizer – sobre uma questão que, na iminência de causar qualquer transtorno pessoal, familiar ou social, é mais fácil admiti-la adotando o recurso que a barbárie e a impiedade sempre souberam utilizar: a morte. Depois, as autoridades responsáveis por assegurar o direito de todos, inclusive de zelar pelos princípios da conduta humana e social, não conseguiram assimilar os danos éticos que a permissão às pesquisas de células embrionárias pode causar. Agora, enquanto escrevo estas linhas, o Superior Tribunal Federal em Brasília discute a tese que permite a interrupção da gravidez em casos de fetos anencéfalos.&lt;br /&gt;De acordo com o procurador Paulo Silveira Leão Júnior e com o médico Rodolfo Acatauassú Nunes, “um ser vivo com grave deficiência cerebral, mas com pequena capacidade de sobrevida e possivelmente um nível primitivo de consciência”, tanto que, há pouco tempo, assistimos a um caso de uma criança anencéfala que morreu com mais de um ano de idade. Leão Júnior atenta para “os direitos constitucionais da inviolabilidade da vida, da dignidade e do bem-estar”.&lt;br /&gt;A partir do momento em que não se respeita mais a vida, principalmente de seres indefesos, libera-se o homem para submeter-se a todo e qualquer tipo de atrocidade, sem nenhum limite moral ou ético. Abrir-se-ão as portas para que se liberem também a contracepção, a esterilização, eutanásia, a pena de morte, o uso de drogas, enfim, para que o homem não se sujeite à ordem, ao respeito, a Deus. Lembrando ainda João Paulo II: “...uma grave derrocada moral da sociedade: opções, outrora consideradas criminosas e rejeitadas pelo senso moral comum, tornam-se socialmente respeitáveis” (Evangelium Vitæ, nº 5); e, mais além: “tratam-se de ameaças programadas de maneira científica e sistemática” (nº 17).&lt;br /&gt;Oxalá as pessoas atentem para a importância desse tema que tem sido discutido de forma tão restrita à comunidade científica e aos poderes da República, enquanto a população, em grande parte, fica cá embaixo sem entender direito a sua gravidade, distraída com as leviandades do mundo, a violência crescente, escândalos e disputas políticas. No estado democrático, todos devem ter amplo conhecimento de tudo o que seja de interesse comum, antes de se tomar qualquer decisão. Ainda lembrando o saudoso Pontífice, “a vida está jurada de morte”. Por isso, todos os cristãos são chamados a alistar-se nesta cruzada em prol da vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2282081030093799961?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2282081030093799961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2282081030093799961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/08/em-prol-da-vida.html' title='Em prol da vida'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8341269597855100061</id><published>2008-08-28T17:25:00.000-04:00</published><updated>2008-08-28T17:27:19.426-04:00</updated><title type='text'>O dom da vida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Celebrar a vida é celebrar a graça de Deus. Isso porque é Ele quem no-la concede. A nossa vida brota da fonte eterna e inesgotável de vida – Deus – à &lt;i&gt;“cuja imagem e semelhança fomos criados&lt;/i&gt;” (Gn 1,26-27). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Se fomos criados à sua imagem e semelhança, devemos, portanto, ser espelhos onde se refletem a Sua glória e beleza; daí a tendência natural de sempre buscar o que há de bom, de belo e verdadeiro, por inspiração divina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;A presença neste mundo nos compromete com o projeto de salvação. Somos responsáveis por nós e por aqueles que conosco convivem. Somos cooperadores no plano de construção de um mundo mais fraterno, vislumbrando a plenitude da vida, a partir do momento em que desejamos ardentemente nada mais, senão buscar fazer a vontade do Pai. Desta forma, experimentamos o anelo que Santo Agostinho expressou nesta oração: “&lt;/span&gt;Fizestes-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração está inquieto até que não descanse em Vós&lt;span style="" lang="PT"&gt;”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;E quando nos reunimos com pessoas queridas para celebrarmos a vida, outro cântico não nos inspira, somente o de louvor a Deus pela graça da existência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Mais inspiração temos, ainda, ao contemplarmos o Mistério de Amor, em que um Deus se fez homem, morreu por nós e permanece conosco até o fim dos tempos, na Sagrada Eucaristia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;É o amor... É a entrega... É a partilha...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="" lang="PT"&gt;Celebrar a vida, portanto, é celebrar a graça de também podermos amar a Deus e ao próximo, à semelhança daquEle que nos criou. É nos entregarmos à missão de evangelizadores,&lt;/span&gt; anunciando a misericórdia de Deus. É partilharmos nossa vivência de fé e de amor, na família e na comunidade, sendo “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;“Eu sou a vida” (Jo 14,6), disse Jesus a São Tomé. Esta afirmação ecoa até nossos dias, para não titubearmos ao querer buscá-lo sempre. “Eu vim para que todos tenham vida, e vida em plenitude” (Jo 10,10), também nos diz o Divino Amigo, assegurando-nos de que nenhum amor procede dEle, daí desejarmos amar nEle e por Ele. “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11,25), ainda é o Cristo amado entregando-se como remédio e salvação; em Sua graça renascemos, somos revestidos pelo homem novo “criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4,24).&lt;span style="" lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoBodyText" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;No Santo Tabernáculo está Jesus, nosso Mestre, a fonte onde devemos haurir a confiança, a determinação e a disposição para continuar a caminhada. Que nossa existência seja um constante hino de ação de graças ao Criador pelo dom da vida.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8341269597855100061?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8341269597855100061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8341269597855100061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/08/o-dom-da-vida.html' title='O dom da vida'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2677078343463162259</id><published>2008-08-25T07:14:00.003-04:00</published><updated>2008-08-25T07:47:27.905-04:00</updated><title type='text'>À memória do Doutor Mário Pereira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SLKWGfaqIKI/AAAAAAAAAEU/LYTivjNVvaM/s1600-h/Doutor+Mario.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SLKWGfaqIKI/AAAAAAAAAEU/LYTivjNVvaM/s320/Doutor+Mario.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238414354842001570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Costuma-se dizer que o Brasil tem uma forte tendência em se desfazer de sua história. Realmente, diversos episódios contribuem para confirmar essa crença, principalmente quando vemos o descaso, chegando às raias do desrespeito, com a história e seus personagens. Recentemente, foi demolida a casa onde residiu o médico Mário Rodrigues Pereira, na avenida que leva o seu nome, no centro de Conselheiro Lafaiete. É mais uma referência histórica que se perde. A edificação, pelo seu peculiar estilo arquitetônico, era u’a marca, o registro de uma época em que a cidade se desenvolvia. Aliás, uma particularidade da antiga rua do Carmo, que depois recebeu o nome de avenida Benedito Valadares e, hoje, avenida Prefeito Mário Pereira, era ter em todo o seu percurso, edificações de estilos diversos, desde a Matriz da Conceição até a Igreja do Carmo, como o sobrado onde funcionou a antiga Câmara e que se incendiou, a Cadeia, o Clube Carijós (o segundo prédio), entre muitas casas residenciais. E a casa do Doutor Mário era mais um exemplar naquela vitrina de estilos arquitetônicos vários. Enfim...&lt;br /&gt;Ao referir-se à casa demolida, faz-se necessário reconhecer o mérito de seu antigo proprietário que, muito mais que um político, foi um benfeitor para a cidade. De temperamento reservado, de franqueza, às vezes, mal compreendida, como afirmam alguns contemporâneos seu, contudo, um homem capaz de se dispor a tudo, fosse no exercício da medicina, fosse em prol do bem-estar da população. De família tradicionalmente política na região, honrou os cargos que exerceu, sempre com probidade e atento ao desenvolvimento do município.&lt;br /&gt;Mário Rodrigues Pereira nasceu na Fazenda da Cachoeira, então localidade de Carandaí, a 19 de junho de 1898, filho do major Francisco Rodrigues Pereira e de Maria Alves Pereira. Seu pai, conhecido pela alcunha de Chico Barão, era filho do legendário Barão de Santa Cecília (coronel Francisco Rodrigues Pereira de Queiroz) e de sua prima Luciana Pereira de Queiroz. Apesar da semelhança do sobrenome Rodrigues Pereira, com o do patrono do município, o Barão e o Conselheiro Lafayette não tinham nenhum parentesco, como comprovam pesquisas genealógicas de ambos.&lt;br /&gt;Chico Barão, nascido em 26 de março de 1870, formou-se em Farmácia na tradicional Escola de Ouro Preto, estabelecendo-se seguida em Queluz com a Pharmácia Pereira, tornando-se conhecido como o “médico da pobreza”, tal a atenção com que cuidava da população carente. Exerceu, ainda, o cargo de Juiz de Paz na comarca. Embora não tenha participado ativamente da política local, contam que, por ocasião da deposição de Washington Luiz, em 1930, Chico Barão foi levado preso pelo governo revolucionário que se impôs, como represália a seu filho, o advogado Francisco Rodrigues Pereira Júnior que se elegera deputado federal nas eleições daquele ano. Quando a notícia da prisão do farmacêutico espalhou-se pela cidade, um grupo de senhoras teria se colocado à frente da Cadeia Pública “exigindo” sua soltura. Ao pequeno grupo, outras pessoas foram se juntando e à pressão da massa não restou outra alternativa senão soltá-lo. Na ocasião, outros políticos locais também foram presos. Sua esposa, Maria Alves Pereira, conhecida como Dona Marucas, dizem ter sido uma senhora de lhano trato, muito caridosa, que zelou pela Igreja do Carmo por muitos anos.&lt;br /&gt;Os primeiros estudos, Mário Pereira os fez em Queluz, com o professor Severino Ferreira da Silva, conhecido por Seu Virico, ao lado da Igreja do Carmo, e com a professora Honorina Baêta. Na capital mineira, cursou Humanidades e Medicina, doutorando-se na turma de 1922, na mesma turma do Dr. Juscelino Kubitscheck de Oliveira. Retornando a Queluz, passou a clinicar na antiga Santa Casa (atual Hospital Queluz), como assistente do Dr. Narciso de Queiroz, que veio a ser seu sogro, por haver contraído núpcias com dona Amélia Nogueira Queiroz. Trabalhou durante toda a sua vida naquele nosocômio, destacando-se na área de ginecologia. À frente da tradicional casa de saúde, empreendeu significativas melhorias naquele estabelecimento, atendendo a pacientes de toda a região.&lt;br /&gt;Após os primeiros anos do governo provisório de Getúlio Vargas, retomada a estabilidade administrativa no país, Mário Pereira foi nomeado prefeito de Conselheiro Lafaiete, em setembro de 1934, empossado no dia 1º de outubro. Um acordo entre as lideranças políticas locais e o governador Benedicto Valladares possibilitou esse engajamento do jovem médico na lida administrativa.&lt;br /&gt;De acordo com o historiador Jair Noronha, Doutor Mário Pereira, “modesto, despretensioso, tudo executou visando única e exclusivamente o bem estar coletivo”. Entre suas obras, destacam-se as construções dos prédios da Prefeitura, do Asilo Agrícola (onde funciona o Larmena), do Colégio Monsenhor Horta (edifício da escola estadual Narciso de Queirós) e a sede do Tiro de Guerra na rua Horácio de Queiroz, doando, ainda, terreno necessário à construção do estande para essa escola de instrução militar. Atento à formação da juventude, colaborou com a implantação do Colégio Monsenhor Horta, da Faculdade de Comércio e, antes, do Ginásio Queluziano, fundado pelo doutor Domingos de Souza Novais, ainda na década de 20.&lt;br /&gt;Naqueles distantes anos 30, de estradas de rodagem muito precárias, sendo intensas as atividades da ferrovia, vislumbrou o progresso, adquiriu um terreno próximo ao distrito de Buarque de Macedo e doou-o ao governo federal, onde foi construído o Campo de Aviação de Lafaiete, para os aviões da rota Rio-Belo Horizonte, o atual Campo das Bandeirinhas. O desporto teve especial atenção do dinâmico prefeito, que estimulou os iniciantes clubes de vôlei e de basquete, além dos clubes de futebol, tendo idealizado e construído o estádio do Meridional Esporte Clube, que, aliás, recebeu o seu nome, e doado o terreno para o Guarany Esporte Clube construir o seu campo, no Alto da Vista Alegre.&lt;br /&gt;Um moderno projeto de urbanização Doutor Mário empreendeu durante sua gestão como prefeito. Realizou o ajardinamento e calçamento das principais praças da cidade, abriu novas ruas, promovendo o desenvolvimento de novos bairros. Na praça Tiradentes, construiu a fonte luminosa, restaurada recentemente, e o abrigo de ônibus, além de artísticas calçadas, desde a Praça Barão de Queluz. Na Praça São Sebastião construiu o prédio denominado Quitandinha e dotou aquele espaço de outros atrativos para o lazer de crianças e adolescentes. Substituiu os antigos calçamentos por paralelepípedos em mais de uma dezena de logradouros e promoveu a abertura e manutenção de estradas na zona rural, interligando os distritos. Seu mandato como prefeito encerrou-se em 1945. Em 1959, foi eleito vereador pelo distrito de Cristiano Otoni. Disputou eleições para prefeito, em 1962, quando venceu o pleito Dr. Orlando Baeta Costa.&lt;br /&gt;O cronista Gilberto Victorino de Souza, em sua vasta obra sobre personalidades lafaietenses, destaca que Doutor Mário foi “dotado de uma personalidade inconfundível, era sinceramente estimado por todos aqueles que sabiam compreendê-lo em todos os seus aspectos. (...) Era completamente avesso a exibições demagógicas e ao farisaísmo político, tão comuns em nossa época. (...) Dotado de boníssimo coração, são sem conta o número de pessoas, em nossa cidade, que por ele foram beneficiadas”. Doutor Mário Rodrigues Pereira faleceu no dia 10 de setembro de 1964.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2677078343463162259?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2677078343463162259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2677078343463162259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/08/memria-do-doutor-mrio-pereira.html' title='À memória do Doutor Mário Pereira'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SLKWGfaqIKI/AAAAAAAAAEU/LYTivjNVvaM/s72-c/Doutor+Mario.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-7728751743834429967</id><published>2008-08-22T09:02:00.001-04:00</published><updated>2008-08-22T09:02:48.025-04:00</updated><title type='text'>Em campanha</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A campanha dos candidatos para as próximas eleições teve mais um impulso na última semana, com o início dos programas no rádio e na TV. Hoje não vemos mais os abusos cometidos em eleições passadas, com muros e postes forrados de propaganda, calçadas alcatifadas de cédulas, outdoors dominando todo o panorama da cidade, carros de som pelas ruas, durante todo o dia, com &lt;i style=""&gt;jingles&lt;/i&gt; apelativos e cansativos. Numa feliz hora, moralizou-se essa pressão psicológica a partir da pressão visual e auditiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Agora, os candidatos têm que se comportar direitinho, para conquistarem, com muita simpatia e educação, os votos necessários para a eleição. Tarefa árdua, porque ainda tem o quociente eleitoral adotado, dificultando ainda mais o sufrágio nas urnas. Pelas ruas, deparamo-nos com modestas placas, rigorosamente dentro das medidas permitidas pela lei, confeccionadas, muitas vezes, com esmero por empresas publicitárias, de acordo com a pecúnia disponível para gastar com a campanha. Sorridentes, fisionomia geralmente “tratada” em &lt;i style=""&gt;softwares&lt;/i&gt; especializados para tal, &lt;i style=""&gt;slogans&lt;/i&gt; criativos e chamativos estão estampados nas calçadas, discretamente, porém em pontos estratégicos, disputando a percepção dos transeuntes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O mais interessante nisso tudo é a forma como se apresentam. Figuras bem vestidas, outras discretas, às vezes informais, a sisudez e a desenvoltura expressam, ora uma, ora outra, o perfil do candidato, isso quando confunde o eleitor, denotando falta de seriedade com o que se propõe. São os apelidos, desde os mais corriqueiros aos esdrúxulos. Assim, temos o Fulano da Padaria, o Sicrano do Açougue, o Beltrano da Gerarda (só para ilustrar); ingênuos, se não fossem as apelações sugerindo até desrespeito, não por si, mas com os eleitores, como se se tratasse de imbecis, pessoas pouco providas de discernimento, sendo quase preciso - como caçoam os jovens - desenhar para melhor compreender.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Salvo engano, em Lafaiete não lançaram mão de alcunhas depreciativas ou ofensivas para se apresentarem à população; mesmo assim, ainda são muitos. É de se preocupar quando esses apelidos, engraçados ou pouco polidos, enquanto se destacam pela comicidade, aludem o oportunismo, associando a pessoa ao segmento em que está inserido. O eleitor que não procura conhecer melhor o seu candidato, muito menos saber o seu nome correto, o que se espera dele? Não poderá nunca reclamar alguma cousa, pois será recebido, quiçá ouvido, com tão pouca importância, quanto a que dispensou ao processo democrático da eleição dos candidatos ao cargo público.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-7728751743834429967?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7728751743834429967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7728751743834429967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/08/em-campanha.html' title='Em campanha'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-9146748651036509832</id><published>2008-08-15T15:31:00.001-04:00</published><updated>2008-08-15T15:33:33.917-04:00</updated><title type='text'>Sobre a família</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mês de agosto é reservado à reflexão sobre a vocação, na Igreja Católica. As diversas formas de chamado são abordadas, seja para a vida religiosa e o ministério sacerdotal, seja para a missão de cada um na sociedade e na família. E sobre o papel da instituição familiar na formação humana, há 16 anos celebra-se a Semana Nacional da Família nos dias seguintes à comemoração do Dia dos Pais.&lt;br /&gt;Este ano, ecoa-se ainda o tema da Campanha da Fraternidade – “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19), como opção primordial para que se preserve de todas as formas da corrupção aquela que, há muito, é considerada célula mater da sociedade. Nesse escrínio, devem-se conservar e fomentar os valores necessários para a consolidação de uma sociedade justa, dentro dos princípios cristãos.&lt;br /&gt;Todavia, uma batalha constante temos presenciado em detrimento da família; o pior, uma batalha legal. Sim, isso acontece a partir do momento em que se buscam de todas as formas legalizar o aborto, possibilitar a dissolução da instituição familiar e agilizar o processo jurídico, usá-la como “peça” para usurpação de uma vúlnera social lamentável, a miséria; relativizar os conceitos basilares de sua formação, incentivando a liberdade espúria que agride a natureza e a ordem das cousas.&lt;br /&gt;Ao contrário do que se pode deduzir, as pessoas se permitem, nesse processo, serem aprisionadas pela satisfação pessoal, pelo hedonismo hodierno, negando a liberdade e a dignidade individual. Nas palavras do papa João Paulo II, isso produz “efeitos destruidores na vida familiar, comunidade anterior e fundamental à sociedade e ao Estado; por outro lado, a destruição da natureza e da missão da família provoca a destruição da própria sociedade, pois a família é a única instituição capaz de promover os valores que permitem a harmonia e coesão sociais” (cf. 5ª Assembléia Gerald o Sínodo dos Bispos, 1980).&lt;br /&gt;“Escolhe, pois, a vida” é a opção que, desde as Sagradas Escrituras, a Igreja no Brasil propõe às famílias. Essa escolha deve se efetivar com o comprometimento do trabalho missionário de cada um. O campo é vasto no seio das famílias: casais desestruturados, filhos rebeldes, grupos assanhados em corromper a disciplina pessoal e a ordem social, pelo modismo e por seduções intelectuais. Cabe, pois, a cada cristão, corresponder ao chamado divino e se entregar, sem temor, à sua missão a partir dessa “igreja doméstica”, parte do tecido eclesial com suas funções inalienáveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-9146748651036509832?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9146748651036509832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9146748651036509832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/08/sobre-famlia.html' title='Sobre a família'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-6506028152454998321</id><published>2008-08-08T09:01:00.000-04:00</published><updated>2008-08-08T09:03:16.640-04:00</updated><title type='text'>Discurso convincente</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;Começou a corrida eleitoral e já se pode ver a repetição dos mesmos erros, pelo menos no discurso. Depois, quando se abrem as urnas e o resultado surpreende “até o mais indiferente” – como costuma citar o Frei Tibúrcio – como a frágil vítima de um adultério entregam-se ao questionamento: “onde foi que eu errei?” Muito simples. Basta ouvir, atentamente, com frieza, racionalmente, os discursos inflamados proferidos durante a campanha e logo se encontram os motivos pelos quais não conquistaram a simpatia e, muito menos, a confiança dos eleitores.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;Em Conselheiro Lafaiete começaram já os pronunciamentos dos candidatos. O Jornal CORREIO, além de apoiar a iniciativa do Sindicato do Comércio varejista de sabatiná-los, está publicando, há duas semanas, uma série de entrevistas com todos os “prefeitáveis”, abordando um determinado tema a cada edição. Na primeira semana foi sobre a expansão industrial da região e os reflexos no municípios e, esta semana, acerca da situação da saúde. Neste pouco tempo conseguimos perceber os projetos de cada um, ou seja, nada tem de convincente.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;Indistintamente, alguns caem no equívoco de ficar apenas apontando erros alheios, sem apresentar uma proposta que possa suprir as carências que atingem diretamente a população. Outros, talvez por ingenuidade, imaginam seus eleitores mais simplórios ainda para assimilarem – para não dizer acreditarem – nas suas propostas de governo. Depois, ele ainda insiste em acreditar que foi traído pelos amigos, pelos correligionários, pelos seus eleitores; nunca que o fracasso foi o seu discurso, ora fraco e sem sentido, ora virulento e assustador.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;A proposta deve ser necessária, exeqüível e beneficente à população e ao município. O que as pessoas querem ouvir? É a certeza de um ordenamento orçamentário que possibilite mais o desenvolvimento de Conselheiro Lafaiete; é uma política que viabilize uma segura expansão industrial, não apenas rebarbas de um proveito que acaba se transformando num caos social para os lafaietenses, com o aumento do custo de vida e de todo tipo de desordem social; a saúde não quer apenas mais profissionais para atender a população, mas estrutura-física condizente (e o Hospital Regional?); na educação, não basta apenas garantir vagas para crianças e jovens nas salas de aula, necessita-se de qualidade de ensino, professores bem qualificados e atualizados; a segurança pública tem uma parcela de responsabilidade que cabe ao município, não só aos órgãos competentes do Estado.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;Quem quiser ganhar as eleições, deverá estar em sintonia com o que o eleitor quer ouvir e fale de forma seja compreendido. O erro de muitos é julgar-se onipotente em sua fala; aliás, Claude Pepper, político norte-americano, dizia que “o erro de muitos políticos é esquecer que foram eleitos; ficam achando que foram ungidos”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-6506028152454998321?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6506028152454998321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/6506028152454998321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/08/discurso-convincente.html' title='Discurso convincente'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-3887343281063690079</id><published>2008-08-03T09:39:00.002-04:00</published><updated>2008-08-03T09:44:14.239-04:00</updated><title type='text'>Bernardo Guimarães em Queluz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Foi inaugurada, no mês de dezembro de &lt;st1:metricconverter productid="2006, a" st="on"&gt;2006, a&lt;/st1:metricconverter&gt; restauração da casa onde residiu o poeta e romancista Bernardo Guimarães, &lt;st1:personname productid="em Ouro Preto" st="on"&gt;em Ouro Preto&lt;/st1:personname&gt;, passando a abrigar a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e o Núcleo de Ofícios de Ouro Preto. Na ocasião, a imprensa da capital deu ampla cobertura, falando sobre o processo de restauração pelo qual passou o imponente sobrado do século 19 e a respeito de mais um espaço destino a promoções culturais naquela Imperial Cidade. Porém, mais uma vez, a passagem de Bernardo Guimarães por Queluz de Minas foi omitida, senão citada discretamente em seu cronológio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Bernardo Guimarães, de acordo com seus biógrafos, teria chegado em Queluz em 1873, para reger as cadeiras de Latim e Francês; alguns deles chegaram a afirmar que fora nomeado ara o Liceu de Queluz. Observa-se, entretanto, que nessa época não havia nenhuma escola de curso ginasial na cidade, senão as escolas primárias “uma para meninos e outra para meninas”. Poderia supor-se que residia em Queluz e lecionava no renomado Colégio Matosinhos, &lt;st1:personname productid="em Congonhas. Mas" st="on"&gt;em  Congonhas. Mas&lt;/st1:personname&gt;, por que não residia então naquele distrito?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Daí poderia ser porque fora nomeado Juiz Municipal para este termo – uma outra informação de um de seus biógrafos. No entanto, até o momento, não foi encontrada uma prova documental, não obstante ficar-me a impressão de ter visto sentença sua assinada em processos dessa época, no Cartório de Órfãos, podendo ter-me incorrido em equívoco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Em Queluz, Bernardo Guimarães residiu em uma casa que existia na antiga rua dos Barrancos, no trecho hoje denominado rua Desembargador Dayrell de Lima, onde posteriormente funcionou o Colégio Monsenhor Horta. Essa casa foi residência do padre Cândido Tadeu Pereira Brandão, que foi vigário colado da freguesia de Nossa Senhora da Conceição entre&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; julho de &lt;st1:metricconverter productid="1823 a" st="on"&gt;1823  a&lt;/st1:metricconverter&gt; 16 de abril de 1848. O vigário era natural daqui, tendo nascido em 1785 e falecido a 2 de janeiro de 1850; era filho do capitão Manoel Pereira Brandão e de Jacintha Georgiana de Mariscote. Ordenou-se presbítero secular do Hábito de São Pedro, a 3 de maio de 1812, por dom frei Cipriano de São José. Exerceu a capelania de Dores (atual Capela Nova), de outubro de &lt;st1:metricconverter productid="1816 a" st="on"&gt;1816 a&lt;/st1:metricconverter&gt; abril de 1817, vindo ser coadjutor do vigário Fortunato Gomes Carneiro, sucedendo-o após sua morte. Apresentado para vigário colado por Carta Imperial de 21 de junho de 1824, foi colado a 17 de agosto seguinte. Exerceu na Vila o cargo de professor particular de Latim e exerceu a vereança entre os anos de &lt;st1:metricconverter productid="1845 a" st="on"&gt;1845 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1848, quando presidiu a Câmara. Nesse último ano, o Presidente da Província concedeu-lhe licença na vigararia com vencimento até que ele se restabelecesse de uma catarata, tendo falecido dois anos depois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Durante os anos que residiu em Queluz, até por volta de 1877, aqui nasceram os filhos de Bernardo Guimarães, Isabel, em 1873, e o poeta Afonso da Silva Guimarães, que pertenceu à Academia Mineira de Letras, falecido em 1955. Nesse período, também, foram editadas duas de suas poesias mais conhecidas e consideradas pornográficas, embora não sejam de seu período bestialógico, “O Elixir do Pajé” e “A Origem do Mênstruo”, publicadas clandestinamente em 1875. O seu célebre romance “A Captiva Isaura” (conhecido hoje como “A Escrava Isaura”), também é dessa época, conforme consta de um contrato com a Editora Garnier, cujo original se encontra, hoje, na Editora Itatiaia, de Belo Horizonte, que adquiriu os direitos daquela. Todavia, isso não prova que o romance teria sido escrito aqui, muito menos se inspirado numa realidade específica de alguma família queluzense, até mesmo porque existe a tradição na família de que ele teria escrito o livro quando passava temporada na fazenda da família, &lt;st1:personname productid="em Ouro Preto." st="on"&gt;em  Ouro Preto.&lt;/st1:personname&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O motivo pelo qual veio parar em Queluz talvez tenha sido influência do conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, com quem trabalhara no Rio de Janeiro, no jornal “Actualidade”. Lafayette, mesmo distante de sua terra natal, sempre ingeria-se na política local, por meio de seu pai, o Barão de Pouso Alegre, e de seu irmão Washington Rodrigues Pereira. A afinidade que tinha com Bernardo Guimarães também se comprova por um bilhete que lhe escreveu pedindo sua opinião sobre um soneto que escrevera:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“&lt;i style=""&gt;Meu caro Bernardo Guimarães,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;É este o soneto de que te fallei. Conheces a história. A minha bella noiva perdeu a razão há quatro annos. E eu não sei como diante de tão rude golpe ainda conservo a minha. Pobre moça! Eu me sinto capaz de todos os sacrifícios por ella.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;O nosso Flávio, que sujeita tudo à razão fria, acha que eu sou um desequilibrado, Mas tu, que és poeta, não pensas assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Teu do c. &lt;/i&gt;[coração]&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Lafayette&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Rio, 28 de março de &lt;st1:metricconverter productid="1867”" st="on"&gt;1867&lt;span style="font-style: normal;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A noiva a que se refere Lafayette talvez seja uma de quem comentara com seu irmão Washington numa carta, quando era presidente da Província do Ceará. Flávio Farnese foi companheiro de ambos também no jornal “Actualidade”. O soneto é o seguinte:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;“Consagrei-te no alvorecer da vida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;O que tinha em meu ser de puro e santo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;- ilusões, a alegria, a dor, o pranto,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;A esperança de etérea cor tingida.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;A voz tua ressoava sentida&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;Aos meus ouvidos, como ignoto canto;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;Tua fronte vertia estranho encanto&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;De sombras e de mistérios cingida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;Mas a luz que te iluminava a mente&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;Apagou-a o Aquilão da adversidade&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;E deixou-me, de mim, de Deus descrente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;Amei outras. Ó, fora uma impiedade!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;Pálida, semimorta, inconsciente,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-align: justify;"&gt;Foste sempre e és a minha divindade!”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O período &lt;st1:personname productid="em que Bernardo Guimar￣es" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em que Bernardo" st="on"&gt;em que Bernardo&lt;/st1:personname&gt;  Guimarães&lt;/st1:personname&gt; residiu em Queluz não foi dos melhores. Acometido pelas desventuras que envolvem os fracos os abatem tão facilmente, teria o poeta, já no final de sua vida, passado os dias perdendo-se entre a inspiração e a necessidade de anestesiar-se da realidade. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Bernardo Joaquim da Silva Guimarães, nascido &lt;st1:personname productid="em Ouro Preto" st="on"&gt;em&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;Ouro Preto&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style=""&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;a 15 de agosto de 1825, após deixar Queluz, retorna ao seu torrão natal para morrer pobre, a 10 de março de 1884.&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SJW1zaE6BaI/AAAAAAAAADw/6cMtn0xcxRo/s1600-h/solarqueluz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SJW1zaE6BaI/AAAAAAAAADw/6cMtn0xcxRo/s320/solarqueluz.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230286437038556578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Casa onde residiu Bernardo Guimarães na cidade de Queluz (MG)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-3887343281063690079?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3887343281063690079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3887343281063690079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/08/bernardo-guimares-em-queluz.html' title='Bernardo Guimarães em Queluz'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SJW1zaE6BaI/AAAAAAAAADw/6cMtn0xcxRo/s72-c/solarqueluz.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-3813870259088626266</id><published>2008-07-28T08:04:00.001-04:00</published><updated>2008-07-28T08:05:46.834-04:00</updated><title type='text'>Em ano de eleições</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além das vagas que se dispõem para as próximas eleições, duas recentes leis sancionadas pelo prefeito de Conselheiro Lafaiete aguçam, um pouco mais, o interesse de alguns candidatos deste ano. O prefeito receberá na próxima gestão cerca de R$ 15 mil e os vereadores em torno de R$ 5,8 mil. Uma realidade no quadro político do Brasil, indistintamente, salvaguardando-se, contudo a honra de muitos que se pautam pelos princípios morais e éticos que não lhes permitem de envolver em conluios espúrios, subentende-se, porém, infelizmente, que política seja derivado de corrupção.&lt;br /&gt;Mas a população se vê quase que induzida a se permitir um juízo temerário sobre este tema. Pois veja: para ser admitido em qualquer emprego público, por mais simples que seja, exige-se uma ficha criminal tão impoluta quanto os processos de canonização da Igreja, sem falar na exigência de escolaridade cada vez mais enriquecida de cursos, especializações, graduações, pós-graduações, mestrados etc. Todavia, para se candidatar a um cargo público (político), nem tanto. Temos observado a Justiça Eleitoral minuciosa na análise dos processos de candidatura. Entretanto, o tradicional “jeitinho brasileiro” acaba dando uma concessão no item x, do parágrafo tal, de um determinado artigo de uma lei que foi criada, possivelmente, para facilitar os trâmites daqueles que ainda não conseguiram sublimar seus mais sórdidos instintos.&lt;br /&gt;Por isso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão empenhadas, já com o apoio de diversas outras instituições, para uma reforma política no país. As propostas são para alterações a partir do sistema eleitoral, onde a influência dos famigerados lobistas, atiçando a ânsia de poder e de influência de alguns políticos. Ao se propor uma mobilização popular, essas instituições querem fazer valer os princípios democráticos da República e o envolvimento de todos os brasileiros, conscientes de suas reivindicações, em prol do respeito à cidadania, desestruturação de uma representatividade meramente elitista e a consolidações de uma ampla conscientização sobre o papel de cada um no todo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Publicado como Editorial do Jornal Correio da Cidade, edição 916, de 26/7 a 1º/08/2008)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-3813870259088626266?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3813870259088626266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3813870259088626266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/07/em-ano-de-eleies.html' title='Em ano de eleições'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8664364242299994293</id><published>2008-07-18T09:59:00.000-04:00</published><updated>2008-07-18T10:00:44.614-04:00</updated><title type='text'>Pesadelo chinês</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;Nos últimos dias, o noticiário da TV falava sobre a situação ambiental da China, às vésperas das Olimpíadas que, este ano, acontecem em Pequim. O governo daquele país não teria cumprido o que prometera ao Comitê Olímpico, para que o evento lá se realizasse. E só agora a imprensa mundial começa a atentar-se para a real situação daquela Nação, principalmente a partir do momento em que começam a sentir tolhida sua liberdade e a observar que os veículos de comunicação chineses sofrem com a censura.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;Interessante que, tanto o Comitê Olímpico, quanto os países que participarão das Olimpíadas, parecem desconhecer que a China é um país que padece sob o regime comunista, com todas as suas atrocidades. Será possível que o pranto silente dos oprimidos na China não se faz ouvir cá no Ocidente? O poderio bélico é uma ameaça, sim, mas deve existir um meio, desde a Organização das Nações Unidas, para desestruturar essa ilusória potência que se mantém à força de prisões, expropriações e corrupção.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;Com a facilidade de comunicação e veiculação de notícias por meio da internete, foi elaborado um blog, entre muitos outros, que chama a atenção dos leitores para as atrocidades cometidas naquele país. É o http://pesadelochines.blogspot.com que deveria ser consultado por todos que têm acesso à web. Nele encontram-se relatos do cotidiano político e social da China, onde o pensamento, o comportamento e a religião são controlados de tal forma que a população se torna cativa de um sistema que lhes priva de liberdade, tornando as pessoas meras peças numa composição social que busca, tão somente, o produzir.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;Antagonicamente, a China é, hoje, um país onde só a população sofre a opressão comunista e o Estado se beneficia da força econômica que o mantém. Embora algumas medidas tornaram-se necessárias nos últimos anos, para “distrair” os outros países, como a abolição do culto às personalidades e os governos vitalícios, a China está longe de ser um país democrático, como essas pequenas mudanças procuram sugerir.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;Enquanto a China é lembrada, na maioria das vezes, no Ocidente, pela sua cultura milenar e como guardiã de uma rica filosofia, ficam os chineses a sofrer naquele imenso campo de concentração comunista, sem poder pensar, sem poder professar sua fé, sem poder viver. É para lá que as atenções estarão voltadas nos últimos dias...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8664364242299994293?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8664364242299994293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8664364242299994293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/07/pesadelo-chins.html' title='Pesadelo chinês'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-9217355986840511555</id><published>2008-07-09T16:30:00.000-04:00</published><updated>2008-07-09T16:31:16.539-04:00</updated><title type='text'>O Ano Paulino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas primeiras Vésperas da Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Santo Padre Bento XVI inaugurou o Ano Paulino, que será encerrado no próximo ano, na festa dos Apóstolos que foram as colunas do pórtico principal da Santa Igreja. Comemorando os dois mil anos do nascimento de São Paulo, o Papa propõe a reflexão da figura de Apóstolo dos Gentios para o Cristianismo. Na cerimônia, celebrada na Basílica Maior de São Paulo For dos Muros, um encontro significativo marcou a comemoração, o Patriarca do Ocidente (Bento XVI) e o Patriarca Ortodoxo de Constantinopla, chamado também de Patriarca do Oriente (Bartolomeu I). A aproximação iniciada ao tempo do Beato João XXIII, após uma ruptura de cerca de 1.500 anos, teve, no atual Pontificado, dois momentos marcantes: o primeiro quando Bento XVI visitou o Patriarcado de Constantinopla e agora, na Cidade Eterna.&lt;br /&gt;A presença dos prelados e sacerdotes ortodoxos junto na Igreja Romana, desde o Concílio Ecumênico Vaticano II, a cada dia marcam mais e mais a reaproximação de um distanciamento que marcou os primórdios do Cristianismo, em meados do primeiro milênio. O momento em que a comemoração jubilar do Apóstolo Paulo move toda a cristandade, quis o Santo Padre que a ela se unissem esses filhos diletos, depósitos da fé primitiva, guardiões de uma cultura religiosa milenar, vislumbrando a conquista de novos campos de diálogo, a superação das diferenças que os divide e, quiçá, ainda que num porvir distante, uma definitiva união daquela Igreja em que a figura de Paulo é tão expressiva, haja visto sua atuação, principalmente, como bispo em Jerusalém, Antioquia, Chipre e Grécia.&lt;br /&gt;“Este homem deve levar meu nome aos gentios, aos reis e aos filhos de Israel” – esta foi a determinação divina a Ananias. E hoje, num mundo hedonista em que as pessoas se cedem ao pragmatismo e os valores se confundem no relativismo, as Cartas Paulinas instruem sobre a disposição para seguir o Cristo. “O chamado a ser o mestre dos povos é ao mesmo tempo e intrinsecamente um chamado ao sofrimento na comunhão com Cristo, que nos redimiu mediante sua Paixão. Em um mundo no qual a mentira é potente, a verdade se paga com o sofrimento”, destacou o Santo Padre em sua homilia, indicando que o sofrimento do Apóstolo “o torna confiável como mestre de verdade, que não busca seu próprio proveito, a própria glória, o prazer pessoal, mas se empenha por Aquele que nos amou e se entregou por todos nós”. É esta a nossa missão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-9217355986840511555?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9217355986840511555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9217355986840511555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/07/o-ano-paulino.html' title='O Ano Paulino'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-1151833068899359420</id><published>2008-06-28T10:48:00.003-04:00</published><updated>2008-06-28T10:54:19.221-04:00</updated><title type='text'>Deus guarde o Papa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SGZQkvZxgfI/AAAAAAAAADo/JBUkyX_pxLo/s1600-h/Bento07.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SGZQkvZxgfI/AAAAAAAAADo/JBUkyX_pxLo/s320/Bento07.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216945810485379570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Santa Igreja celebra neste domingo, dia 29 de junho, a solenidade de São Pedro e São Paulo. No mesmo dia, comemora-se o Dia do Papa, quando, então, nossas intenções se voltam à colina Vaticana, donde o Vigário de Cristo guia seus súditos, no mundo todo, nas sendas rumo à salvação, à Pátria Celeste. E quem é esse que, resgatado dentre os homens – susceptível, portanto, a todas as fragilidades humanas – pela graça da vocação, à qual corresponde, e se entrega ao ministério de salvar almas e a ele se dedica de tal forma que é ornado com a plenitude do sacerdócio e elevado ao trono de Pedro? Ele é simplesmente aquele que atendeu prestimoso ao “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;veni, sequere me&lt;/span&gt;” do Divino Mestre, largou tudo e pôs-se a caminho, confiante nAquele em quem tudo pode. Ele confiou e se entregou.&lt;br /&gt;Ao longo de toda a história da Igreja, encontraremos sempre esse episódio de desprendimento; alguns perseverando até a morte; outros, tíbios, não correspondendo sempre à graça ou até se desertando das fileiras sagradas. Mas todos aqueles que foram revestidos do Ministério Petrino o foram pela graça de Deus; até mesmo nas mais diferentes e complicadas situações, nos momentos politicamente críticos, em que se confundiam os princípios e se deturpavam valores, o Espírito Santo agiu, de forma que as tempestades que ameaçavam a Barca de Pedro se abrandaram, alcançando a nau, novamente, águas tranqüilas.&lt;br /&gt;Assim, confirma-se que Cristo é a Cabeça do Corpo Místico, que é a Igreja, de maneira absolutamente única. De maneira invisível governa-o por si mesmo e diretamente iluminando os corações, fortalecendo as vontades, infundindo nas almas a graça santificante, livrando a sua Esposa Imaculada dos perigos mortais, guiando-a no caminho da eterna bem-aventurança. De maneira visível, governa-a ainda indiretamente, por meio daquele que faz as suas vezes na terra.&lt;br /&gt;O Papa, longe de usurpar o lugar de Cristo, está-lhe subordinado em tudo e por tudo. Tem por ofício conservar o Corpo unido à divina Cabeça. O título de “Vigário” mostra sobejamente sua dependência total para com Cristo. E aos gestos do Sumo Pontífice se unem os de uma miríade de santos e mártires que pelejaram em torno da cátedra de Pedro e de um tanto outro sem número que ainda combate rumo à Jerusalém celeste. Ao longo de dois mil anos, desapareceram impérios, mudaram as civilizações, mas o Rochedo plantado na colina Vaticana, na Cidade Eterna, permanece inabalável, imperecível, até o final dos tempos, guiado por aquele que, nas palavras de Santa Catarina de Sena, é o “Doce Cristo na Terra”. Por isso, ao reverenciar o Santo Padre, pedimos que “o Senhor o conserve e vivifique e o faça feliz na terra e não o abandone nas mãos dos seus inimigos”.&lt;br /&gt;Deus guarde o Papa!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-1151833068899359420?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1151833068899359420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1151833068899359420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/06/deus-guarde-o-papa.html' title='Deus guarde o Papa'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SGZQkvZxgfI/AAAAAAAAADo/JBUkyX_pxLo/s72-c/Bento07.bmp' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-5015616319400047067</id><published>2008-06-12T16:55:00.001-04:00</published><updated>2008-06-12T17:00:14.649-04:00</updated><title type='text'>Quo usque tandem?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Era o ano &lt;st1:metricconverter productid="63 a" st="on"&gt;63 a&lt;/st1:metricconverter&gt;.C.. Lúcio Sérgio Catilina, perdendo-se em desvarios, ambicionando o poder, retira-se de Roma para, junto de seu exército subversivo, preparar o ataque contra o governo da República. Ele se corroia em amargura, ferido pela verve de Marco Túlio Cícero que, no Senado, proferira a célebre série de discursos que se perpetuaram na literatura clássica como as Catilinárias. Relendo-os, desejei dividir com os prezados leitores alguns excertos dessa que é considerada uma mais belas páginas da literatura latina. A tradução é de Sebastião Tavares de Pinho, Edições 70, Lisboa, 1989.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;“&lt;i style=""&gt;Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?&lt;/i&gt; - Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo ainda há-de zombar de nós essa tua loucura? A que extremos se há-de precipitar a tua audácia sem freio? Nem a guarda do Palatino, nem a ronda noturna da cidade, nem os temores do povo, nem a afluência de todos os homens de bem, nem este local tão bem protegido para a reunião do Senado, nem o olhar e o aspecto destes senadores, nada disto conseguiu perturbar-te? Não sentes que os teus planos estão à vista de todos? Não vês que a tua conspiração a têm já dominada todos estes que a conhecem? Quem, de entre nós, pensas tu que ignora o que fizeste na noite passada e na precedente, em que local estiveste, a quem convocaste, que deliberações foram as tuas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ó tempos, ó costumes! (...) Que há, pois, ó Catilina, que ainda agora possas esperar, se nem a noite com suas trevas pode manter ocultos os teus criminosos conluios, nem uma casa particular pode conter, com suas paredes, os segredos da tua conspiração, se tudo vem à luz do dia, se tudo irrompe em público? É tempo, acredita-me, de mudares essas disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia... (...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Sendo assim, prossegue, Catilina, o caminho encetado; sai da cidade de uma vez para sempre; as portas estão abertas; põe-te a caminho. Há muito que te reclamam como general supremo esses teus acampamentos manlianos. Leva também contigo todos os teus; se não todos, pelo menos o maior número possível. Limpa a cidade. (...) Grande deverá ser o nosso reconhecimento para com os deuses imortais, particularmente para com o próprio Júpiter Estator aqui presente, o mais antigo protetor desta cidade, por tantas vezes termos escapado a esta peste tão abominável, tão horrorosa e tão hostil à República. Nunca mais a suprema segurança do Estado deve ser posta em perigo por causa de um homem apenas. (...)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Mas de que servem as minhas palavras? A ti, como pode alguma coisa fazer-te dobrar? Tu, como poderás algum dia corrigir-te? Tu, como tentarás planear alguma fuga? Tu, como podes pensar nalgum exílio? Oxalá os deuses imortais te inspirassem tal propósito, muito embora eu veja que, se tu, apavorado com as minhas palavras, te decidires a partir para o exílio, uma enorme tempestade de ódios ameaça desabar sobre nós, se não no tempo presente, por causa da fresca lembrança...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Ó tempora, ó mores!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-5015616319400047067?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5015616319400047067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5015616319400047067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/06/quo-usque-tandem.html' title='Quo usque tandem?'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-180618138411156456</id><published>2008-06-04T17:42:00.001-04:00</published><updated>2008-06-04T17:47:10.772-04:00</updated><title type='text'>Más influências</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Ainda correm pelos meios universitários, com prévia preparação nas salas dos ensinos fundamental e médio, as más influências marxistas que, não obstante já se terem-na comprovado, embora sedutoras pelo caráter social, perniciosas e frustradas na prática. Os centros acadêmicos especializados &lt;st1:personname productid="em Ciências Humanas" st="on"&gt;em Ciências Humanas&lt;/st1:PersonName&gt; são os mais propensos a se lhes enamorar, justamente pela ilusória solução do que consideram ser o “problema” de nossos dias. Com a pressão do capitalismo, incontrolável sobre os países denominados do terceiro mundo, a panacéia social que desgraçou o leste europeu por mais de meio século, entravou o desenvolvimento social dos cubanos e ainda é um flagelo na China, há quem acredite serem Karl Marx e Engels os redentores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Enquanto se atêm simplesmente à base econômica, os resistentes comunistas tornam-se mais calculistas que os apologistas do capitalismo, interessados tão somente na produção; acreditam que a partir daí os outros aspectos da vida estariam solucionados. Lamentavelmente, sobre esse mesmo prisma os partidos políticos pautam seus planos de governo. É possível que não haja, hoje, no Brasil uma sigla sequer que não tenha se influenciado por essas teorias esquerdistas. O que poderia se deduzir como sendo decorrente da eficiência do projeto, nada mais é do que a ambição a lhes inflama o âmago, é o querer mais, é a soberba de quem não é capaz de se auto-gerir e quer se meter a liderar os asseclas de sua mesma crença.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;O sucesso desse intento só se conseguirá de uma forma: manipulando as gerações vindouras. Por isso, tornam-se os centros acadêmicos campo fértil para se disseminar tão pernicioso pensamento, instigando, como sempre, a chamada luta de classes, promovendo o avivamento de um ódio entre pobres e ricos, ainda se lhes referindo como proletários e burgueses. Repugnante a forma de antojo com que muitos lentes ainda tentam moldar a mente dos jovens estudantes, sem se lhes descrever com clareza todo o contexto do momento histórico. O que foi uma ameaça na primeira metade do século XX, tomou impulso nos anos 60 e triunfou-se na última década da centúria passada, com sua disfarçada ascensão ao poder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Penso que, de imediato, nada possa ser feito, senão as instituições que ainda se preservam desse mal continuem quais atalaias imbatíveis nessa mixórdia ideológica e até comportamental a que assistimos, enquanto facínoras e apedeutas confundem os bons, alguns conseguindo se adiantar às massas para conduzi-las, certamente, ao abismo do materialismo e/ou do niilismo. Como já se sucedeu noutras épocas, há-de chegar o momento em que, perdidos no vazio desse mundo sem Deus, busquem os bastiões que resguardam os princípios necessários para a restauração da sociedade, reconduzindo a humanidade pelas sendas do cristianismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-180618138411156456?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/180618138411156456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/180618138411156456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/06/ms-influncias.html' title='Más influências'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8918235615775092507</id><published>2008-05-25T21:19:00.000-04:00</published><updated>2008-05-25T21:20:20.201-04:00</updated><title type='text'>Um revolucionário refugiado no Olhos d'Água</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A capela de Nossa Senhora da Lapa de Olhos d’Água comemora, dia 7 de junho, os 275 de sua ereção, pelo então bispo do Rio de Janeiro, Dom Antônio do Guadalupe. Naquela época, quase todo o território da Capitania das Minas Gerais estava sob a jurisdição eclesiástica do Bispado do Rio de Janeiro; só em 1745 seria criada a Diocese de Mariana. Seu construtor foi Manuel Moraes Coutinho, casado com Margarida Rodrigues, falecida em 20/08/1837 e sepultado dentro da capela daquela paragem, de cujas terras eram proprietários&lt;a style="" href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Manuel Moraes Coutinho, nascido na freguesia de São Sebastião da Vila de Toiro, bispado de Lamego, Concelho de Vila Nova de Paiva, Viseu, Portugal, era filho de Antônio de Moraes e de Ana de Carvalho. Veio para o Brasil nos primórdios do século XVIII, já aparecendo como proprietário da Fazenda Cataguases, na freguesia de Prados, por volta de 1722. Tendo contraído dois casamentos, deixou numerosa prole, cuja descendência espalhou-se pelos Campos das Vertentes, em Minas, e na região de Cantagalo, no Estado do Rio de Janeiro, destacando-se, entre estes, prósperos cafeicultores e líderes políticos, como o Visconde de Imbé e o Dr. Raul de Moraes Veiga, governador daquele Estado entre os anos de &lt;st1:metricconverter productid="1918 a" st="on"&gt;1918 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1922. Moraes Coutinho morreu em 1777, deixando, além da Fazenda Cataguases, uma outra propriedade denominada São Simão, “ao pé do Rio São Francisco”. Após a morte de sua primeira mulher, casou-se com Ana Nunes da Costa, filha de Caetano da Costa Nunes e de Luzia de Jesus.&lt;a style="" href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Na capela de Nossa Senhora da Lapa de Olhos d’Água foi batizado, em 9/5/1782,&lt;a style="" href="#_ftn3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; o padre Gonçalo Ferreira da Fonseca, que se tornou um chefe político na região do Camapuã, tendo sido vereador à Câmara de Queluz entre 1841 e 1848.&lt;a style="" href="#_ftn4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Por muitos anos, exerceu aquela capelania, onde residia na Fazenda São Gonçalo. Nessa sua propriedade, retirou-se o Cônego Antônio Marinho, historiador da Revolução Liberal de 1842.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Marinho foi um dos intelectuais do Partido Liberal que participaram do movimento que, em Minas, eclodira-se como um eco da rebelião dos paulistas, em retaliação às manobras do partido Conservador, que reassumira o poder no ano anterior, em detrimento às propostas de renovação. Inflamara-se a situação com a lei que criava o Conselho de Estado e a reforma do Código de Processo Criminal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A marcha iniciou-se em junho de 1842, finda &lt;st1:personname productid="em Santa Luzia" st="on"&gt;em Santa Luzia&lt;/st1:PersonName&gt;, após ter passado por Barbacena, Queluz e Sabará, onde os Legalistas prostraram os revoltosos, levados presos. Entre os mineiros detidos, alguns queluzenses, como o padre Francisco Pereira de Assis (tio paterno do Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira). Também foram presos o padre Gonçalo Ferreira da Fonseca e o Cônego Antônio Marinho, este após ter se entregado à Justiça, pois fugira quando os Legalistas venceram &lt;st1:personname productid="em Santa Luzia" st="on"&gt;em  Santa Luzia&lt;/st1:PersonName&gt;, o que causou espécie a Teóphilo Ottoni. À incompreensão do líder mineiro, Marinho teria retorquido: “Mais vale ser magro no mato, do que gordo na boca do gato”...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Marinho foi levado a julgamento na comarca de Piranga, quando surpreendeu o júri dada sua capacidade de auto-defesa, livrando-se da condenação que coube a muitos revolucionários, anistiados posteriormente a 14 de março de 1844, por beneplácito de Sua Majestade Dom Pedro II. O Xenofonte da Revolução, como o cognominou o historiador Moreira de Azevedo, retirou-se, então, na Fazenda São Gonçalo, na aplicação de Nossa Senhora da Lapa de Olhos d’Água. Naquele recanto, encontrou a tranqüilidade necessária para se refazer moral e intelectualmente. Nesse remanso, segundo a tradição, “no coração das virgens florestas”, segundo sua expressão,&lt;a style="" href="#_ftn5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; teria escrito o livro “História do Movimento Político que no ano de 1842 teve lugar na Província de Minas Gerais”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;A obra, não obstante ter sido redigida ainda sob a inspiração da emoção de um liberal derrotado, não pode ser questionada quanto à falta para com a verdade dos fatos. Porém, é a visão dele apenas. Uma advertência que ele lançou ao fim do tomo segundo desculpa esse deslize, alegando que informações que pedira a outras regiões que se envolveram com o conflito chegaram às suas mãos tardiamente, quando o livro já se encontrava no prelo. Isso foi o suficiente para macular a honra do Exército Imperial, que denodadamente assegurara a integridade do Império e o poder do monarca, tendo à frente o bravo Barão de Caxias. Quanto aos anseios dos liberais, ficou também a lição para o Imperador, que no ano seguinte constatara a justeza do que lhe cobravam os revoltosos e teria afirmado anos mais tarde: “Foi um erro. Talvez o maior de todo o reinado”...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Anistiados os revoltosos, muitos retomaram as lides políticas. Cônego Marinho que, além de ter se dedicado ao magistério &lt;st1:personname productid="em Ouro Preto" st="on"&gt;em  Ouro Preto&lt;/st1:PersonName&gt;, Congonhas e São João del Rei, fora deputado à Assembléia Provincial, de &lt;st1:metricconverter productid="1835 a" st="on"&gt;1835  a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1842, retorna à Corte, onde se elege à Assembléia Geral de &lt;st1:metricconverter productid="1845 a" st="on"&gt;1845 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1849. Sua atuação brilhante como parlamentar eloqüente na defesa dos interesses públicos reafirmava-o, mais uma vez, como vigoroso político intelectual pelo seu raciocínio e concisão das idéias; seria um sociólogo de seu tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Sobre sua atuação legislativa, o historiador Rodrigues de Almeida observa que “se dedicou-se também à política, não o fez por egoísmo do interesse próprio, e jamais serviu-se dela como meio desonesto. (...) Tomando parte ativa nas questões partidárias, reconheceu o Cônego Marinho as inconveniências e as escabrosidades da política, dedicando-se voluntariamente depois tão somente ao sacerdócio, para o apostolado do bem”. Cônego Marinho, que fora pregador da Casa Imperial nomeado em 1839 e, ano seguinte, feito Cônego Honorário do Cabido da Sé do Rio de Janeiro, foi elevado à dignidade de Monsenhor camareiro secreto do Beato Pio IX, em 1847. De acordo com seus biógrafos, morreu pobre, vítima de febre amarela, no dia 13 de março de 1853, no Rio de Janeiro, onde foi sepultado no Cemitério São João Batista.&lt;a style="" href="#_ftn6" name="_ftnref6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;br /&gt;  &lt;hr align="left" size="1" width="33%"&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;  &lt;div style="" id="ftn1"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; - VALE, Dario Cardoso – MEMÓRIA HISTÓRICA DE PRADS, Belo Horizonte, 1985, pág. 123&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn2"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; - RICHA, Lênio Luiz – FAMÍLIA MORAES COUTINHO, &lt;i style=""&gt;in&lt;/i&gt; GENEALOGIA BRASILEIRA – ESTADO DO RIO DE JANEIRO – POVOADORES DA REGIÃO SERRANA - http://br.geocities.com/lenioricha/cantagalo_morcout.htm&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn3"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref3" name="_ftn3" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; - VALE, &lt;i style=""&gt;opus cit.&lt;/i&gt; pág. 150&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn4"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref4" name="_ftn4" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; - MILAGRE, Allex – MEMORIAL DA CÃMARA DE CNSELHEIRO LAFAIETE, 2005&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn5"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref5" name="_ftn5" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[5]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; - SISSON, S. A. – GALERIA DOS BRASILEIROS ILUSTRES – JOSÉ ANTÔNIO MARINHO, &lt;i style=""&gt;in&lt;/i&gt; http://pt.wikisource.org/wiki/Galeria_dos_Brasileiros_Ilustres/Jos%C3%A9_Ant%C3%B4nio_Marinho&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div style="" id="ftn6"&gt;  &lt;p class="MsoFootnoteText"&gt;&lt;a style="" href="#_ftnref6" name="_ftn6" title=""&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;!--[if !supportFootnotes]--&gt;&lt;span class="MsoFootnoteReference"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;[6]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; - ALMEIDA, Joaquim Rodrigues de Almeida – CÔNEGO JOSÉ ANTÔNIO MARINHO, &lt;i style=""&gt;in&lt;/i&gt; HISTÓRIA DO MOVIMENTO POLÍTICO DE 1842, 2ª EDIÇÃO, Typographia Almeida, Conselheiro Lafayette, 1939&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8918235615775092507?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8918235615775092507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8918235615775092507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/05/um-revolucionrio-refugiado-no-olhos.html' title='Um revolucionário refugiado no Olhos d&apos;Água'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-7427401299099670032</id><published>2008-05-15T09:56:00.000-04:00</published><updated>2008-05-15T10:03:33.437-04:00</updated><title type='text'>O mês de Maria</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Há instantes na vida em que o homem parece retirar-se do cenário tumultuado do dia-a-dia e busca um alento para o seu ânimo, muitas vezes fragilizado por uma apostasia que vai se generalizando em todos os meios. E o mês de maio é um desses momentos propícios à interiorização, a partir de simples reminiscências, parecendo ouvir-se, ainda, ao longe, o toque de um sino, sentir um aroma de sacralidade e até o burburinho de crianças alegres e ansiosas parece tomar conta do ambiente de sua imaginação. É o mês de maio, dedicado à Virgem Maria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;É provável que uma das primeiras oportunidades que se tem nesta vida para desenvolver a espiritualidade nos seja dada ainda na infância. E as celebrações do mês de maio são uma delas, seguramente. A princípio, apenas o momento de se prestar homenagens à Medianeira de todas as graças, muitas vezes até cumprindo um capricho dos pais, uma herança que vem passando de geração a geração. Mas, ao meditar a grandeza do momento, ver-se-á que nada mais é do que a expressão sincera do que um católico espera: poder um dia contemplar, no páramo, a doce mãe, advogada dos pecadores. E a nenhuma criança pode ser tirada essa oportunidade terrena, de coroar a Virgem Maria, assim como desejaria coroá-la no céu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Naquele momento em que todo esse anseio e essa alegria pueril se transluz nas figuras pequeninas que, vestidas a caráter, levam seu tributo a Maria, tudo tem um significado. Desde a procissão que caminha ao altar preparado para o ato, significando a caminhada da humanidade em busca da Perfeição, até as balas e doces distribuídas no fim (tão combatidas), cujo significado, para os pequeninos, nada mais é do que as graças que Deus as concede, por intercessão de sua Mãe Santíssima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;Enquanto o mundo avança em seu curso natural, ainda se pode parar por um momento e mergulhar nesse ambiente, até certo ponto de nostalgia, e relembrar aqueles momentos que só a percepção, ainda que limitada, de uma criança pode descrever, enquanto se ouve ao longe o coro pueril a entoar: “Meninas vimos trazer flores, / cantar hinos de alegria / nesta horas tão solene / saudar a Virgem Maria...”. Maio de tantas recordações...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-7427401299099670032?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7427401299099670032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7427401299099670032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/05/o-ms-de-maria.html' title='O mês de Maria'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-7615615454988180155</id><published>2008-05-08T17:11:00.000-04:00</published><updated>2008-05-08T17:14:13.454-04:00</updated><title type='text'>Deus, Pátria, Família</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;A cidade de São Paulo reviveu um dos raros movimentos de lucidez dos movimentos sociais, no dia 1º de maio. Enquanto hostes subversivas, que por muito tempo ameaçaram a ordem nacional, requerem agora absurdas indenizações a ex-terroristas (por ironia do destino, alguns ocupando cargos públicos), um grupo de jovens idealistas reaviva os ideais da gloriosa Ação Integralista Brasileira (AIB). O manifesto chamou a atenção de quem passava pela Estação Pinacoteca, não pela formação dos jovens integralistas, ou pelo lábaro contendo o sigma num círculo central, mas pela maneira como se postavam: ordeiros, graves, silentes, diferente das arruaças a que chamam hoje de protestos ou manifestações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;No momento em que o mundo se perde em meio a ideologias confusas, massacrado pelos interesses de um capitalismo escravagista, numa sociedade laica, distanciando-se mais e mais de Deus, reacende o facho do Integralismo para indicar o rumo à humanidade. Ao contrário do que muitos boçais defendem, ainda que sua formação possa lembrar uma corporação ortodoxa, indo muito além com infelizes comparações com outros movimentos, a FIB não se assemelha aos frustrados Nazismo e Fascismo. Isso porque o Integralismo se submete a uma ordem hierárquica natural de valores espirituais e materiais, “&lt;/span&gt;de acordo com as leis que regem os seus movimentos e sob a dependência da realidade primordial, absoluta e suprema, que é Deus” (cf. Manifesto Integralista – 1932).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aí está o ápice a que tudo se deve destinar: Deus – “...nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada...” (Jo 19,11). Nesse reconhecimento do poder divino desenvolve-se uma cadeia em que se sucede a hierarquia advinda dessa Autoridade, sendo espiritual sobre o moral, este sobre o social, o social sobre nacional e a este procedendo o particular. Plínio Salgado discerniu bem que em Deus está a força unificadora que assegura a convergência e o equilíbrio das vontades individuais e realiza a integração total das energias da Nação em razão do bem coletivo. Aí está a diferença dos outros movimentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acalenta-nos a disposição dos neo-integralistas, reavivando-nos a esperança de uma restauração social com base nos princípios cujo resgate se vislumbra sob a égide da Frente Integralista Brasileira. Com a graça de Deus Nosso Senhor, há-de se resgatar a primazia da família na formação de uma Nação organizada, una, indivisível, forte, poderosa, rica, próspera e feliz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;Anauê!&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-7615615454988180155?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7615615454988180155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7615615454988180155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/05/deus-ptria-famlia.html' title='Deus, Pátria, Família'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-7550255301860917591</id><published>2008-05-03T08:09:00.002-04:00</published><updated>2008-05-03T08:18:20.834-04:00</updated><title type='text'>Enrico Dante, uma vida a serviço da Casa Pontifícia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Todo amante da Sagrada Liturgia da Igreja Católica, que busca estudá-la e acaba apreciando fotos e vídeos, principalmente anteriores ao Concílio Vaticano II, perceberá nas cerimônias da Basílica Vaticana a presença de Monsenhor Enrico Dante.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;De estatura alta, muito magro, parecendo consumir-se em dedicação à liturgia papal e à contemplação dos Sagrados Mistérios, sua imagem não passa despercebida. É o dedicado mestre de cerimônias do Santo Padre, que desde jovem sacerdote ingressou no serviço da Cúria Romana, chegando a Cardeal da Santa Igreja.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Enrico Dante nasceu na cidade de Roma, a 5 de julho de 1884, onde cerrou os olhos para este mundo, abandonando-se completamente à vontade de Nosso Senhor, a quem serviu intensamente em toda a sua vida, no dia 24 de abril de 1967.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Era filho de Achille Dante, um dedicado defensor de Giuseppe Garibaldi, e de Zenaide Ingegni. Tinha apenas 8 anos quando ficou órfão de mãe, juntamente com mais duas irmãs e um irmão, que mais tarde veio como missionário para o Brasil.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Após fazer os estudos secundários com os Padres de Sion, em Paris, ingressou no Colégio Capranica, na cidade de Roma, em 1901. Doutorou-se em Filosofia, Teologia, Cânones e Direito Civil, na Pontifícia Universidade Gregoriana, passando a advogar na Sacra Rota Romana.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Ordenou-se padre a 3 de julho de 1910, na Igreja de Santo Apolinário, em Roma, pelo Exmº. Sr. Dom Giuseppe Ceppetelli, Patriarca Latino de Constantinopla. De &lt;st1:metricconverter productid="1911 a" st="on"&gt;1911 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1928, Enrico Dante lecionou Filosofia no Pontifício Ateneu Urbaniano “De Propaganda Fide”; de &lt;st1:metricconverter productid="1928 a" st="on"&gt;1928 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1947, passou a reger, também, a cadeira de Teologia. Em 1913, ingressou como oficial da Sagrada Penitenciária Apostólica.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;No dia 25 de março de 1914, foi admitido como membro da Pontifícia Academia de Cerimônias. O Santo Padre Pio XI confiou-lhe a reabertura da Nunciatura Apostólica de Paris, em 1923, ao que ele declinou, por ter duas irmãs em Roma que necessitavam dele, por serem órfãs. Continuou suas atividades na Cidade Eterna, sendo nomeado pelo Pai da Cristandade como suplente na Sagrada Congregação para os Ritos, a 26 de outubro daquele ano, passando a substituto a 28 de setembro de 1930.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Elevado à dignidade de Prelado Doméstico de Sua Santidade, a 15 de maio de 1943, e, a 27 seguinte, feito sub-secretário da S. C. Cerimonial. A 13 de junho de 1947, foi elevado a Prefeito das Cerimônias Pontifícias. O ponto alto de sua atuação ao lado do &lt;i style=""&gt;Pastor Angelicus&lt;/i&gt; foi no Ano Santo de 1950. Em reconhecimento à sua atuação e dedicação à Casa Pontifícia, o Beato João XXIII fê-lo pró-secretário da Sagrada Congregação dos Ritos, a 24 de janeiro de 1959, passando a secretário a 5 de janeiro de 1960.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Exerceu o ministério pastoral, na Diocese de Roma, &lt;st1:personname productid="em Torre Nova" st="on"&gt;em Torre Nova&lt;/st1:personname&gt; e na Basílica Patriarcal de Latrão. &lt;st1:personname productid="Em Santa Maria" st="on"&gt;Em Santa Maria&lt;/st1:personname&gt; em Monte, na Piazza del Popolo, foi decano do Cabido. Por mais de 40 anos, ouviu confissões na Igreja do&lt;span style="color:black;"&gt; Sacro Cuore al Suffragio, &lt;st1:personname productid="em Roma. Ao" st="on"&gt;em Roma. Ao&lt;/st1:personname&gt; mesmo tempo, encontrava oportunidade para práticas esportivas, sendo um atleta entusiasta, que ajudou a fundar o Roma, time de futebol, além de praticar alpinismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Como cerimoniário da Casa Pontifícia, participou dos Conclaves de 1914, 1922, 1939, 1958 e 1963, atuando nas cerimônias de coroação dos papas Bento XV, Pio XI, Pio XII, João XXIII e Paulo VI. Enrico Dante foi o primeiro mestre de cerimônias papal a ajudar o Sumo Pontífice numa sagração de um bispo no Rito Bizantino, a do futuro cardeal Gabriel Acacius Coussa, OSBA.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Em 28 de agosto de 1962, foi eleito arcebispo titular de Carpasia, mais uma forma de reconhecimento do Vigário de Cristo. A 21 de setembro seguinte, foi sagrado pelo Beato João XXIII, na Basílica Lateranense, sendo co-sagrantes o Exmº. Arcebispo Titular de Sardica, assessor da Sagrada Congregação Consistorial, Dom Francesco Carpino, e pelo Exmº. Arcebispo Titular de Teolemaide di Tebaide, assessor do Supremo Santo Ofício, Dom Pietro Parente. Na mesma cerimônia, foram sagrados, também, os futuros cardeais Cesare Zerba, Pietro Palazzini, e Paul-Pierre Philippe – OP.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Participou de todas a ssessões do Concílio Vaticano II (1962-1965). Dom Enrico Duarte teve atuação mis marcante na primeira sessão, inclusive fazendo parte de comissões. Entretanto, a partir da segunda sessão, os rumos incertos que as comissões e os trabalhos começaram a tomar, encontraram nele um determinado opositor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;O Papa Paulo VI elevou-o a Cardeal Presbítero da Santa Igreja, no Consistório de 22 de fevereiro de 1965, com o título de Santa Ágata dos Godos, &lt;st1:personname productid="em Roma. Durante" st="on"&gt;em Roma.  Durante&lt;/st1:personname&gt; a cerimônia em que foi-lhe colocado o barrete, o Santo Padre, acidentalmente, pôs-lhe na cabeça o barrete do Cardeal&lt;/span&gt; Lawrence Shehan, que era muito maior, ficando a cabeça de Dom Dante enterrada sob o capelo, não sendo contido o esboço de um riso no rosto do Papa e de seus assistentes.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Com idade avançada, apesar de um estado físico sempre bem disposto, encontrou-o a enfermidade, para que se preparasse melhor para o encontro definitivo com o Pai. Hospitalizado, recebeu a visita do Papa Paulo VI, no dia 6 de abril de 1967, que foi levar o conforto espiritual e o protesto de gratidão da Casa Pontifícia àquele que a serviu, com tanta dedicação, por toda a vida.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;A primavera avançava pelas primeiras semanas no ano de 1967. Roma amanhecia fria, um vento ainda cortava quem contra ele se lançasse pelas ruas da Cidade Eterna. Num dos quartos do Hospital Gemelli, prostrado num leito de sofrimentos finais, estava o Cardeal Enrico Duarte. Os Santos Sacramentos já lhe haviam sido administrados. O Santo Viático já o tinha em seu coração, aguardando o momento derradeiro. Entre uma invocação e outra da Ladainha dos Agonizantes, o Purpurado entregou sua alma ao Criador; voou ao encontro do Deus que sempre amou e serviu. Era 24 de abril de 1967.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;Após solenes exéquias, seu corpo foi enterrado na Igreja de Santa Ágata dos Godos. Em sua memória, A. Fanttinnanzi ergueu-lhe um monumento &lt;st1:personname productid="em sua S￩ Cardinal￭cia" st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em sua S￩" st="on"&gt;em sua Sé&lt;/st1:personname&gt; Cardinalícia&lt;/st1:personname&gt;, em cuja cripta descansam seus restos mortais, à espera da ressurreição &lt;st1:personname productid="em Cristo Nosso Senhor." st="on"&gt;&lt;st1:personname productid="em Cristo Nosso" st="on"&gt;em Cristo Nosso&lt;/st1:personname&gt; Senhor.&lt;/st1:personname&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;Bibliografia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- "Enrico Dnte" in "I cenni biographici, le attività i meriti dei nuovi porporati" - &lt;strong&gt;L'Osservatore Romano, Cidade do Vaticano&lt;/strong&gt;, nº 44, 22/23 de fevereiro de 1965, p. 5;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;- &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;McElwain, A. R. "That man beside Pope John. Monsignor Dante is always in the picture", &lt;strong&gt;Catholic Digest&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;XXVI, 9 de julho de 1962, pp. 14-18;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;- Wikipédia - http://en.wikipedia.org/wiki/Enrico_Dante&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SBxWzcWCUDI/AAAAAAAAAC4/XHt3rdMSX2Q/s1600-h/Dante04.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SBxWzcWCUDI/AAAAAAAAAC4/XHt3rdMSX2Q/s320/Dante04.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196123511860645938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Busto do Cardeal Dante, sobre o monumento que lhe foi erigido na Igreja de Santa Ágata dos Godos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SBxWzsWCUEI/AAAAAAAAADA/fzjAVdbhMrg/s1600-h/Dante06.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SBxWzsWCUEI/AAAAAAAAADA/fzjAVdbhMrg/s320/Dante06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196123516155613250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao lado do Beato João XXIII, no dia de sua coroação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SBxWzsWCUFI/AAAAAAAAADI/1-mNuaC-Ww4/s1600-h/Dante05.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SBxWzsWCUFI/AAAAAAAAADI/1-mNuaC-Ww4/s320/Dante05.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196123516155613266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ao lado do Servo de Deus Pio XII, durante um consistório de eleição de novos cardeais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SBxWz8WCUGI/AAAAAAAAADQ/pHkqIzrA9ck/s1600-h/Dante01.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SBxWz8WCUGI/AAAAAAAAADQ/pHkqIzrA9ck/s320/Dante01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196123520450580578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lápide de seu monumento, na Igreja de Santa Ágata dos Godos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SBxWz8WCUHI/AAAAAAAAADY/OHPhO9-tfJI/s1600-h/Dante03.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SBxWz8WCUHI/AAAAAAAAADY/OHPhO9-tfJI/s320/Dante03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196123520450580594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gaveta mortuária na cripta da Igreja de Santa Ágata, onde jazem os restos mortais do Cardeal Enrico Dante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-7550255301860917591?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7550255301860917591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7550255301860917591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/05/enrico-dante-uma-vida-servio-da-casa.html' title='Enrico Dante, uma vida a serviço da Casa Pontifícia'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/SBxWzcWCUDI/AAAAAAAAAC4/XHt3rdMSX2Q/s72-c/Dante04.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-5563532340468795808</id><published>2008-05-01T11:34:00.000-04:00</published><updated>2008-05-01T11:35:42.296-04:00</updated><title type='text'>Decadência social</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;Na ânsia de emancipação em relação a Deus e à sua Revelação, o homem cortou as ligações com os princípios da ordem natural, separou a fé e a razão. Ora, ensina o Magistério da Igreja que "a reta razão demonstra as bases da fé e, esclarecida por ela, cultiva a ciência das coisas divinas; e a fé, por sua vê, livra e defende a razão dos erros e lhe proporciona inúmeros conhecimentos" (Const. de Fide Catholica, "Dei Filius", D nº 1.799). Mas isso gerou a Revolução e, esta, promoveu o liberalismo, o naturalismo e o racionalismo. Deificaram a razão, cavando abismos e levantando muralhas; forjaram uma liberdade, sem os fundamentos da verdade. Com este espírito fez-se a Revolução, cujos frutos sazonados a humanidade colhe e saboreia, alimentando a livre interpretação dos valores éticos e morais e dos princípios em que se baseiam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;Essa Revolução é quem advoga a liberdade de pensamento e a liberdade de expressão, subterfúgio mor para propalar aos quatro ventos os mais absurdos conceitos, contaminando todos os meios sociais, principalmente aqueles sem formação e, pior ainda, sem capacidade de discernimento. E isso pode-se verificar a cada dia, principalmente quando a eficiência dos meios de comunicação cuidam em trazer-nos o máximo de informações possíveis, até as mais hediondas, como o tão explorado cruel assassinato da menina Isabella Nardoni, desrespeitada que está sua memória pela incessante investigação, como se pretendesse exaurir a disposição de todos, até da Justiça, em solucionar o caso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;A confusão de valores que prevalece em meio à sociedade atual, quiçá decorrente um distanciamento, cada vez mais intenso, dos princípios cristãos não pode continuar. Para contê-la, basta buscar nos relatos históricos a exemplo que nos deixaram aqueles que nos antecederam e restaurar, por exemplo, a prioridade da voz da Santa Igreja, que possui os meios para refrear o desvario da humanidade que se perde em desatinos. E deparamo-nos com um sermão proferido pelo cardeal Augusto Álvaro da Silva, em 1927, quando uma igreja, na Bahia, foi profanada e o Santíssimo Sacramento ultrajado - sinal de uma sociedade em decadência - e se atenta para a sua responsabilidade:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;"Meus caríssimos irmãos, não é a vós que me dirijo agora; não, não é a vós. É a Ele, a Jesus Sacramentado! Não é a vós, que sentis também sobre a fronte, vergada ao peso do opróbrio, o raio inflamado da justiça de Deus! Não é a vós, que atirais aos ventos os gemidos de uma aflição sem termo! Não é a vós. É a Ele, no Santíssimo Sacramento! - É a Ti, ó Jesus, realmente aqui sobre este altar, nas mesmas espécies sacramentais em que foste vítima adorável de Teu amor para conosco! É a Ti, Senhor, que se elevam os meus brados de aflição... Nós Te sabemos horrivelmente ofendido na profanação de um dos filhos que me deste, que ousou levantar, contra Ti, mão sacrílega! - Não foi um só o criminoso! Foi meu também. Porque Pastor não fiz chegar, até este infeliz, as vozes claras na presença real... 'Ai de mim porque calei!'".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-5563532340468795808?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5563532340468795808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5563532340468795808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/05/decadncia-social.html' title='Decadência social'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-1433851121983878190</id><published>2008-04-25T10:10:00.001-04:00</published><updated>2008-04-25T10:16:53.186-04:00</updated><title type='text'>Pelo mundo afora</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;A recente visita do Santo Padre aos Estados Unidos foi como um reafirmar da posição da doutrina da Igreja Católica, muitas vezes dissonante da voragem de um mundo capitalista, que tem como almenara dessa ideologia perniciosa a América do Norte. Durante sua estadia nos Estados Unidos, Bento XVI apresentou-se como o lídimo Vigário de Cristo que foi levar conforto aos desamparados, dar direcionamento aos desnorteados, defender os oprimidos, apontar os impiedosos, pregar por uma sociedade regida pelos princípios cristãos, sob o reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;Ninguém pode deixar de admitir a austeridade do Bispo de Roma, o Pedro de nossos dias, destemido, ao se indignar com o mau procedimento de alguns padres, repreendendo-os com energia; ao alertar as autoridades daquela grande Nação da importância de um caminhar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pari passu &lt;/span&gt;com outros países, com atenção especial para aqueles considerados do terceiro mundo; ao falar de paz no fórum das mais expressivas lutas pela ordem mundial, assegurando o bem-estar da humanidade, a Organização das Nações Unidas; ao reafirmar aos seus bispos o múnus episcopal e descortinar para o seu rebanho um mundo que, sem Cristo, não superará as ansiedades políticas e sociais que tanto tormentam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Petrus autem taceat&lt;/span&gt;". Penso, contudo, que um dos mais significativos momentos da visita do "doce Cristo na Terra" - nas palavras de Santa Catarina de Sena - aos Estados Unidos foi quando se silenciou diante do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ground Zero&lt;/span&gt;. Genuflexo, em oração, foi um dos mais altissonantes discursos proferidos na América do Norte. O silêncio de Bento XVI era o sufrágio pelas vítimas da tragédia de 11 de setembro de 2001; era o grito contra a prepotência das grandes Nações; era o clamor pelas almas que se perdem para a voracidade da ambição, do poder, da opressão; era o protesto contra a loucura em nome de uma pseudo fé; era a oração por um mundo que se perde sem Deus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;Porém, o papa taciturno diante do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ground Zero&lt;/span&gt; respondia aos muitos questionamentos de um mundo paganizador. Com uma sobrenatural missão profética, advinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, naquele areópago da civilização moderna, o Patriarca do Ocidente, silente, levanta sua voz e incita a construção de um mundo mais humano e solidário, na perspectiva dos Santos Evangelhos e da doutrina católica. A Igreja pode e deve falar de tudo, porque "se estes [os discípulos] se calarem, clamarão as pedras" (Lc 19,40). Por isso a voz do Sucessor de Pedro ecoa por todo o orbe e nem os indiferentes conseguem não se deixar tocar pela graça que Nosso Senhor nos concede.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-1433851121983878190?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1433851121983878190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/1433851121983878190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/04/pelo-mundo-afora.html' title='Pelo mundo afora'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-9149126758430445754</id><published>2008-04-19T23:33:00.000-04:00</published><updated>2008-04-19T23:34:34.582-04:00</updated><title type='text'>Sob um pseudônimo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando o diretor do Jornal CORREIO convidou-me para ocupar este espaço, após a morte do Gilberto Victorino, optei por adotar um pseudônimo. Essa opção não foi para sentir-me à vontade para falar sobre o que quisesse, até porque qualquer irresponsabilidade traria à cena o verdadeiro autor. Desejei, a princípio, que os leitores não se deixassem influenciar pelo nome que subscreveria o texto. Depois, para que o discurso não se contradissesse com meus atos; ademais, minha conduta pessoal - enquanto não prejudica a ninguém, direta ou indiretamente - só me diz respeito. Sou um pecador; prefiro adotar este termo, por minhas convicções religiosas, sem hipocrisia. Jamais lançaria mão de minhas limitações e fragilidades para fazer apologia à libertinagem. Por isso adotei um pseudônimo.&lt;br /&gt;E recebo, de certa forma surpreso, no início desta semana, um e-mail do secretário municipal de Cultura censurando a crônica da semana passada. Lamentei profundamente não ter ele compreendido o teor do texto e, pior ainda, ter se definido, ao seu livre arbítrio, nas entrelinhas, o que, aliás, desmentiu as lisonjas ao estilo literário do articulista, incapaz de se fazer compreendido. Equivocado sobre valores evangélicos, apoiado no relativismo dos princípios da caridade fraterna, sem se comprometer com a verdade - "o vosso falar seja sim sim, não não; porque tudo o que passa disso vem do Maligno" (Mt 5,37) [note bem, esse relativismo é quem falta com a verdade, não o missivista, para que não haja dúvidas] - insinua um cinismo no discurso daquele que, até então crente de sua amizade, sente-se, desde então, como um desafeto.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quod scripsi, scripsi&lt;/span&gt;. Não o fiz movido por nenhum ressentimento, até mesmo porque, confesso, não via motivos para desacreditar nos trabalhos que vinham sendo realizados pela administração municipal; cheguei a ressaltar isso, em algumas circunstâncias, impressionado pelo que observava em determinados setores. Minhas simpatias políticas, embora nem um pouco influenciadas por rubras ideologias, também não influenciaram minhas letras, porque no atual sistema nada me seduz, como já me expressei noutras oportunidades, aqui neste mesmo espaço, sob um pseudônimo. Quanto ao odor de minha carne, já sinto o ar da putrefação há tempos, não pela insolência com que é apontada, mas pelas chagas purulentas da decepção. Deus louvado, são essas mesmas vúlneras, com esse fedor repugnante, que me fazem lembrar, a todos os momentos, que nada sou. Nenhum elogio é capaz de me iludir, da mesma forma que nenhuma condição temporária me convence, muito menos do que a muitos que se dizem desapegados, por não necessitar delas para ser o que verdadeiramente sou: um miserável. E justamente por sê-lo não deveria incomodar tanto.&lt;br /&gt;O secretário de Cultura, contudo, mostrou-se grato; uma grande virtude, uma obrigação moral para com aquele que o fez ser reconhecido pela sua competência. Quisera eu ter tamanha capacidade de externar o devotamento aos meus benfeitores; mas Deus sabe o quanto lhes sou grato. E talvez tenha sido essa veemente dedicação que o fez tomar para si todo o ressentimento pela frustração e indignação que abateu a todos, traduzida neste espaço. Provavelmente, tenha lhe faltado melhor discernimento, o que compreendo - como disse, pela sua crença e sua dedicação. Tanto foi sua equivocada interpretação que quis se colocar entre os que se misturaram com os porcos. Conhecendo-o bem, jamais o imaginaria misturado à vara de corruptos. Lamentável e claramente, quando cito o grosseiro jargão, aí mesmo o preclaro missivista não entendeu patavina.&lt;br /&gt;Só deploro que, por algo passageiro, aquele que sempre tive em alta conta prefira a amargura do ressentimento. Não me decepciono com isso, porque sempre lhe devotei admiração e amizade sinceras, mesmo diante daqueles que tentavam menosprezá-lo - independente do seu estar no poder -, e com tal intensidade o fazia que nenhuma palavra de sua refutação me tocou, tanto por isso, quanto pelo equívoco de sua interpretação.&lt;br /&gt;Saiba, portanto, o missivista, que sempre me foi tão caro, e mesmo assim o continuará sendo, que seu comentário chegou-me às mãos sem me causar nenhum tormento. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sed quod scripsi, scripsi&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-9149126758430445754?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9149126758430445754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/9149126758430445754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/04/sob-um-pseudnimo.html' title='Sob um pseudônimo'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2570205858504720462</id><published>2008-04-11T08:24:00.000-04:00</published><updated>2008-04-11T08:25:58.973-04:00</updated><title type='text'>Será a verdade?</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Resisti, a princípio, comentar os últimos episódios políticos em Conselheiro Lafaiete. O motivo? Vergonha. Nunca na história da cidade um administrador público foi “convidado a prestar esclarecimentos”, buscado em sua casa, às 6h (da manhã, para que fique bem claro), sobre irregularidades em sua administração. Nunca. Foi a primeira vez. Aqueles de quem, noutros tempos, os órgãos competentes suspeitaram e as línguas ferinas acusaram de mau gerenciamento do erário, podem hoje se sentir honrados com isso, pois pela punição deduz-se a hediondez do crime. Até então, nenhum deles foi preso por isso. Enquanto, aquele que se jactou de uma lisura, transparência, retidão, que, agora constata-se, talvez nunca tenham existido, é “convidado a prestar esclarecimentos” à Polícia Federal. “O pior celerado é aquele que oculta suas mãos manchadas de sangue e incita o ódio contra os inocentes” (Bossuet &lt;i&gt;in&lt;/i&gt; “Discours sur l’histoire universelle”, 1682).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Chega a causar-nos comiseração dos órfãos desorientados, das viúvas inconsoláveis, dos credores desesperados que ficam de um sistema que, mero reflexo do atual governo da República, permitiam-se à quimera de que viviam na rica Pasárgada do Império Persa, por serem “amigos do rei”... E os abutres que se travestiam de dedicados fâmulos, agora aguardam, em largos rodopios, o momento de se debruçar sobre a fétida carnagem que resta desse latrocínio moral, pela violência com que foi atacada a ingenuidade de muitos, oxalá até daquele que foi “convidado a prestar esclarecimentos”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Na manhã do dia 26 de março, após ter caído o pano de cena na Câmara, encerrando os trabalhos da Comissão Processante, expressei, neste mesmo espaço, a indignação da falta de energia dos vereadores que a compuseram. Eles cerraram os olhos e preferiram a omissão, obviamente por interesses pessoais. E hoje, neste mesmo espaço, ocupo-me com este tema apenas para lembrar que ninguém é “convidado a prestar esclarecimentos”, da forma como foi, e por lá permanecer, se não houver indícios de seu comprometimento com o que se investiga. Ora, se ele permitiu e até se beneficiou, deve ser castigado. Se foi omisso – pior ainda, por covardia, deve ser censurado. Se não sabia do que estava acontecendo, deve ser desterrado por incompetência, pois o homem que não se cerca de pessoas confiáveis, que não tem conhecimento do que se passa sob o seu teto, é um pascácio ou um alienado. E vem-nos à lembrança o provérbio popular, assaz grosseiro, que bem justificaria sua “inocência”: “quem com porcos se mistura, farelos come”.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText2"&gt;A certeza que nos consolou há pouco mais de um mês efetivou-se na última semana: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nihil diu occultum&lt;/span&gt;”. A verdade começa vir à tona.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2570205858504720462?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2570205858504720462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2570205858504720462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/04/ser-verdade.html' title='Será a verdade?'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8733191581092161519</id><published>2008-03-27T11:06:00.001-04:00</published><updated>2008-03-29T19:09:36.766-04:00</updated><title type='text'>Na paz do Senhor</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Chegou-nos na manhã da última quinta-feira, dia 27 de março, a notícia do falecimento do cônego João Baptista Gomes Neto. Há muito vinha padecendo as agruras da enfermidade e, finalmente, no enlevo dos eflúvios pascais, foi chamado a participar do gozo eterno que nos resgataram a paixão e morte de Cristo. E neste tempo em que a Santa Igreja canta a vitória da vida plena sobre a morte, cônego João Baptista já participa dessa alegria perenal, junto daqueles que o antecederam na graça da visão beatífica.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Foi um padre santo. Não temo fazer esta afirmação, nem tocado pelo escrúpulo de exceder-me em decorrência da amizade que nutríamos mutuamente, ou na emoção deste instante. Foi, sim, um padre santo. Santo no sentido de ser-nos apontado como exemplo de cristão a ser seguido. Impressionava-me o amor puro que tinha por Deus, a confiança na proteção de Nossa Senhora e a dedicação ao ministério sacerdotal. Em todas as vezes que dava mostras dessa sua devoção, parecia um infante à mesa eucarística pela primeira vez; podia-se notar o brilho de seus olhos. Era todo de Deus.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No púlpito, bastante experimentado pela prática pastoral que teve na zona da Mata, onde trabalhou por muitos anos, buscava a simplicidade das palavras e os paradigmas do dia-a-dia para melhor compreensão de seus ouvintes. No confessionário, era o ouvinte tranqüilo, o conselheiro bondoso, um pai amoroso sempre a indicar a senda segura na via espiritual. No altar – ah, no altar! – revestia-se nitidamente do &lt;i&gt;alter Christus&lt;/i&gt;, entregando-se todo ao seu ministério. Visivelmente, tinha satisfação em, todos os dias, subir à ara santa e renovar o Santo Sacrifício da Cruz. Compreende-se aí a fonte de sua santificação, a Santa Missa, como nos assegura o padre &lt;span style=""&gt;Garrigou-Lagrange: “A santificação de nossa alma se encontra em uma união, cada dia, mais íntima com Deus, união de fé, de confiança e de amor”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma saudade muito dorida feriu-nos o peito, ao sabermos do passamento do cônego João Baptista. Há muito não o via, apenas tinha notícias por telefone e pelos que lá iam visitá-lo; talvez afeta-me um remorso por não ter ido mais vezes vê-lo, mas somos reféns de um açodamento que nos impede até de ir estar&lt;/span&gt; com os que nos são tão caros.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na cidade, poucos, talvez, se lembrem dele, afinal já se faz mais de dez anos que ele foi-se embora daqui. Os amigos e ex-paroquianos foram se informando uns aos outros. Nem um dobre fúnebre soou dos campanários da Matriz, avisando seus ex-paroquianos. Restou-nos afogar as lágrimas no coração, oferecendo um sufrágio a Deus Nosso Senhor pelo descanso eterno do bondoso cônego João Baptista.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Requiescat in pace&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8733191581092161519?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8733191581092161519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8733191581092161519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/03/na-paz-do-senhor.html' title='Na paz do Senhor'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-7662387139618325632</id><published>2008-03-20T13:12:00.000-04:00</published><updated>2008-03-20T13:14:05.546-04:00</updated><title type='text'>Ó árvore bendita</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;Aprendemos que existem duas fontes da revelação de Deus Nosso Senhor: as Sagradas Escrituras e a Tradição. Nelas estão o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;depositum fidei&lt;/span&gt;, donde os sucessores dos Apóstolos tiram as jóias que ornam a espiritualidade cristã, reafirmando as verdades eternas, alimentando a humanidade na sua caminhada rumo à Jerusalém celeste. E nos últimos dias, "visitando" os Padres da Igreja, constatamos, mais uma vez, a intimidade que eles experimentaram com os escritos sagrados, numa escuta atenta à voz de Deus, ecoada pela força do Espírito. Comunicando-nos, até nossos dias, uma pessoal experiência de Deus, a ponto de ilustrar de forma catequética todo o emaranhado de fatos e de personagens que se apresentam testemunhando a mão divina na caminhada milenar do homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma de suas ilustrações é sobre da fonte do primeiro pecado e da graça da redenção. Relata-nos um dos Padres que, encontrando-se na agonia da morte, enviou Adão seu filho Set ao Jardim do Paraíso em busca de remédio. Em lá chegando, o anjo que guardava a entrada ouviu-o, cortou um ramo da árvore de cujo fruto comera Adão, em desobediência, entregou-a a Set e disse-lhe que, quando o ramo desse o seu fruto, seu pai estaria curado. Mas o filho, chegando em casa, encontrou já o pai morto. Set plantou, então, o ramo na cabeceira da sepultura de Adão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;O ramo cresceu e transformou-se em frondosa árvore. A rainha de Sabá, conhecedora dessa história, relatou-a a Salomão, advertindo-o de que aquele madeiro seria a causa da ruína de seu povo. O sábio rei mandou cortar a árvore e enterrá-la. No entanto, ao nascer Jesus a árvore voltou à face da terra e, quando o Divino Mestre foi condenado à morte, foi justamente essa árvore que deu a madeira para o seu sacrifício. E os Padres descobriram com renovado sabor a palavra das Escrituras: "A árvore deu o seu fruto".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style=""&gt;A prevaricação de nossos primeiros pais culminou com o maior ato de amor, que somente um Deus poderia cometer, dar-se completamente pela nossa salvação. O Criador humanou-se e se entregou à morte ignominiosa para que o seu sangue purificasse a descendência de Adão. A vida de Jesus, seu exemplo, sua entrega, condensa-se, como aponta-nos São Paulo, num símbolo tão contraditório quanto simples e evocador: a cruz. A transgressão da cruz, onde a dor dos homens de todos os tempos é excedida sem medida, tem a sua hora marcada na carne, autêntica fonte de um amor que não se contém a jorrar a flux, recriando, plenificando, devolvendo à vida. Essa "kenose" da cruz, como vemo-la no Apóstolo dos Gentios em sua Carta aos Filipenses, é a consumação do amor num sacrifício perene que se repete, incruento, todos os dias, sobre os altares. Fruto daquela árvore.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-7662387139618325632?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7662387139618325632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/7662387139618325632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/03/rvore-bendita.html' title='Ó árvore bendita'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8495797921647448702</id><published>2008-03-14T10:09:00.001-04:00</published><updated>2008-03-14T16:01:06.032-04:00</updated><title type='text'>Momentos de reflexão... para os políticos de Lafaiete</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Semana Santa, este ano especialmente, deveria ser um momento de especial reflexão para os políticos de Lafaiete. Não apenas pelo momento propício para tal ato de crescimento ascético, mas principalmente pelos “pecados públicos” cometidos ultimamente por eles. Frei Tibúrcio, certamente, não lhes pouparia a medieval prática da auto-flagelação como expiação de suas prevaricações.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acredita-se que os ditos “homens de bem” se apresentam à comunidade como exemplos de retidão e capazes de administrar a “coisa pública”, com a disposição para exercerem o governo democrático. Seriam a voz altissonante do povo nos parlamentos, seriam o timoneiro dessa embarcação social que conduz os homens, singrando pelos oceanos do desenvolvimento humano. Mas não. Acabamos, sempre, por constatar que não passam eles de míseros pecadores, em meio à essa de ímpios, num mundo que clama por respeito e justiça, erguida sobre uma torrente de dejetos lançados pelos maus governos, conspurcando a honra do cargo que muitas vezes ocupam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mesmo não sendo regra geral, haveria de ser para o porvir, e antes para a emenda dos viciados na desonra, sem nenhum pudor, para que, ao mirarem as faltas alheias, lembrem-se de manter na conduta idônea aos representantes legitimamente eleitos pelo povo. Para exercerem bem o seu mandato, é preciso que lancem mão dos tradicionais livros de espiritualidade (fora com as modernas teorias da psicanálise), para reconhecerem o seu nada – “nihil est”, sua insignificância, e compreensão clara e profunda de que o que são e o que têm, nada mais é do que graça de Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Portanto, na contemplação da paixão e morte de Cristo – o Deus que se humanou para expiar o pecado de nossos primeiros pais – que os políticos lafaietenses busquem a conversão de seus modos e o bem-estar de nosso povo. Que deixem de viver voltados apenas para o seu meio e percebam, ao seu redor, os mais de 100 mil habitantes à mercê de seu governo. Até outubro, ainda há tempo de darem provas de uma mudança radical de vida e de suas despretensiosas capacidades, senão a do engrandecimento de Conselheiro Lafaiete.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Boa Páscoa!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8495797921647448702?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8495797921647448702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8495797921647448702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/03/momentos-de-reflexo-para-os-polticos-de.html' title='Momentos de reflexão... para os políticos de Lafaiete'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-4972295992712123262</id><published>2008-03-14T08:44:00.001-04:00</published><updated>2008-03-14T08:46:43.946-04:00</updated><title type='text'>No pretório</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Tramita no Supremo Tribunal Federal, em Brasília, um dos processos mais polêmicos da história jurídica do país, envolvendo questões morais e éticas. E nestes dias em que se comemoram a paixão, morte e ressurreição de Cristo, torna-se oportuno refletir sobre a responsabilidade dos ministros da Suprema Corte. Exercerão, eles, o papel de lídimos magistrados, a quem cabe assegurar a justiça na condução na Nação, desvinculados de qualquer compromisso pessoal, seja ideológico ou afetivo, mas comprometidos unicamente com a verdade? Ou serão Pilatos hodiernos, eximindo-se de sua responsabilidade, crédulos na frigidez científica, apenas, denotando até falta de conhecimento profundo para julgar uma questão tão complexa? Mais uma vez na história, assistimos à condenação de inocentes indefesos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Laivos de esperança, contudo, despontam-se. Cremos ser a Providência Divina indicando o caminho a seguir, protegendo-nos da ilusão que o açodamento científico muitas vezes nos seduz. Realizaram-se, recentemente, novas descobertas científicas sobre células-tronco (ou estaminais) adultas, que não implicam a eliminação de vidas humanas, ratificando a batalha ética liderada, principalmente, pela Igreja. Equipes japonesa e americana teriam conseguido transformar células de pele humana em células-tronco, capazes de evoluir em células nervosas, cardíacas ou em qualquer dos 220 tipos de células do corpo humano. De acordo com a Federação Internacional de Associações Médicas Católicas (Fiamc) a nova técnica, ainda que exija aperfeiçoamento, é tão promissora que o cientista que conseguiu clonar a primeira ovelha do mundo, Ian Wilmut, teria anunciado que deixará de lado a clonagem de embriões para focalizar-se nas células-tronco derivadas de células da pele.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Infelizmente, cientistas e leigos ainda resistem à compreensão e à aceitação de que a vida humana nascente é digna de todo respeito, mesmo ainda não terem, essas experiências, sucessos garantidos, ao contrário da pesquisa e tratamentos com base nas células-tronco adultas, que já dão resultado. Ao tratar com elas não se destroem embriões, aliás, procedimento com êxitos muito valorizados nas sociedades ocidentais desenvolvidas e eficazes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A nova descoberta científica, uma resposta ao apelo dos católicos do mundo inteiro que vinham alimentando essa esperança, impelidos pela voz do Vigário de Cristo, reafirma que “a ética que respeita o homem é útil também para a pesquisa e confirma que não é verdade que a Igreja esteja contra a pesquisa: está contra a má pesquisa, que é nociva para o homem, constatando que todos os milhões destinados a pesquisar com células embrionárias se converteram em um ‘esbanjamento’”, conforme observou o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, dom Elio Sgreccia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Enquanto isso, alguns movimentos no Brasil insistem na liberação das pesquisas que sacrificam embriões humanos. São os Herodes de nossos dias coagindo os Ministros da Suprema Corte a procederem como Pilatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-4972295992712123262?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4972295992712123262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4972295992712123262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/03/no-pretrio.html' title='No pretório'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8131839293002912272</id><published>2008-03-10T07:36:00.003-04:00</published><updated>2008-03-10T07:45:55.404-04:00</updated><title type='text'>Há 200 anos...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/R9UeHLQaCFI/AAAAAAAAABE/6jlhw-Qzpw0/s1600-h/Familia+Real.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/R9UeHLQaCFI/AAAAAAAAABE/6jlhw-Qzpw0/s320/Familia+Real.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5176076455361775698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;O Brasil está lembrando, com algumas comemorações, os duzentos anos da chegada da Família Real. Em janeiro realizaram-se algumas festividades em Salvador (BA), onde primeiro aportou, e neste sábado, dia 8, será o ponto alto das comemorações na cidade do Rio de Janeiro, onde se fixou a corte portuguesa. Os Círculos Monárquicos se esforçaram para que a efeméride fosse lembrada com gratidão pelos brasileiros, mas a leviandade republicana tratou-a apenas como mais uma data histórica a ser comemorada, sem dispensar-lhe o necessário escopo de resgatar a dignidade da Casa Real Portuguesa que, ao deixar Portugal para não sucumbir à tirania napoleônica, veio inaugurar um novo tempo, veio redescobrir o Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Alguns historiadores afirmam que, há algum tempo, dom João, ainda como príncipe regente, já manifestara a possibilidade de ultrapassar o Atlântico e se estabelecer além-mar, dissuadido, contudo, pelos seus. O momento, no entanto, fez-se oportuno, quando as tropas de Napoleão marchava já em terras lusitanas em direção a Lisboa onde, indubitavelmente, renderia os Bragança e, certamente, como fizera na Espanha, exilaria-os nalguma quinta, no interior português, e colocaria no trono algum de seus protegidos. Aí sim seria a espoliação de Portugal em todos os sentidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;É quando reage o equivocadamente considerado "bobo" Príncipe Regente. Chegara o momento de partir para assegurar a soberania da Coroa Portuguesa. Os preparativos foram, sim, às pressas; tiraram tudo o que lhes foi possível; atropelavam-se a caminho do cais; muita gente ficou, com as tropas que alcançavam já os montes ao redor de Lisboa, "a ver navios". Mas ninguém pode negar que atitude de dom João foi uma das mais acertadas, não apenas para garantir o seu domínio, mais ainda, para o desenvolvimento do Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;A partir da chegada da Família Real à Terra de Santa Cruz inicia-se uma nova fase. O país conhece, então, o desenvolvimento em todos os sentidos. A abertura dos portos, declarada ainda quando estava na Bahia, foi o primeiro passo para o deslanchar comercial, e a criação de instituições assegurou o ordenamento da administração pública: Banco do Brasil, Real Gabinete de Leitura, escolas, tropas que asseguravam a segurança, um revigoramento social e intelectual, tudo isso foi primordial para que, poucos anos depois, a nacionalidade brasileira fosse ratificada coma elevação a Reino Unido e, em 1822, a fundação do Império do Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Há 200 anos o Brasil era redescoberto por dom João - O Clemente - que reafirmou a vocação desta terra bendita, onde a sucessão de seus atos a confirmou como o Império do Cruzeiro do Sul.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  lang="ES-TRAD" &gt;Viva el Rei!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8131839293002912272?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8131839293002912272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8131839293002912272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/03/h-200-anos.html' title='Há 200 anos...'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/R9UeHLQaCFI/AAAAAAAAABE/6jlhw-Qzpw0/s72-c/Familia+Real.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2428064729341175921</id><published>2008-03-10T07:35:00.000-04:00</published><updated>2008-03-10T07:36:18.785-04:00</updated><title type='text'>"Ubi veritas?"</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Chegou ao fim o affaire Júlio Barros. Uma liminar da Justiça suspendeu a sessão da Câmara de Vereadores, que votaria a cassação do prefeito de Lafaiete, na última terça-feira, dia 26. O Circo de Cavalinhos foi armado, muitos se divertiram bastante e agora se acabou a brincadeira. Pensaram ter sido o suficiente para atiçar a população, com vistas à campanha eleitoral que se inicia daqui a poucos meses, para o pleito de outubro próximo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Ao final de pantomima, não sabemos se rimos ante tanta tibieza, às raias de uma ingenuidade pueril, ou se lamentamos pela frivolidade com que muitos assistiram e até participaram desse processo. E volto a me envergonhar de tanta gente sem princípios, desordeira, mal informada, arrogante e oportunista que quis tirar proveito dessa ameaçadora cassação, de ambos os lados, tanto correligionários, como opositores.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Nestas linhas onde, muitas vezes, permiti-me levar pela admiração do trabalho realizado pela Câmara de Vereadores de Conselheiro Lafaiete, hoje lamento não poder fazê-lo com a mesma sinceridade. E um ditado antigo, assaz grosseiro, bem traduz a frustração desse instante histórico que poderia ter sido gravado nas páginas das crônicas lafaietenses para a posteridade exaltando o brio do Poder Legislativo, resgatando a dignidade de muitos inocentes acossados pela injustiça: "ejusdem farinæ". Todos os vereadores se comprometeram por causa da fraqueza ambiciosa de alguns poucos dentre os seus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;Se houve denúncia, é porque havia algo que comprometesse a lisura do processo administrativo, aliás, como a Comissão Parlamentar de Inquérito apurou. Se se constituiu uma Comissão Processante foi porque existiram elementos que a movessem. A inaptidão da Comissão foi não ter realizado o seu trabalho a tempo, beneficiando o acusado que, é bom ressaltar, não foi absolvido. Ele apenas conseguiu uma liminar que adiaria a sessão que aconteceria no último dia do prazo legal. Portanto, frustrou-se a Comissão por ineficiência de seus membros, a propósito, pivôs de todo esse vergonhoso desfecho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;A declaração do presidente da Câmara, pastor José Boaventura, de que as urnas fariam esse julgamento foi acertada. As urnas apurarão, sim, o julgamento dos lafaietenses que, certamente, reiterarão a opção de quatro anos atrás. E seria muito bom que isso acontecesse, para que a oposição amargue por mais quatro anos a incompetência e o oportunismo de tantos que a ela se misturam, subjugada pelo governo que tentaram derribar. Consola-nos, por fim, que "nihil diu occultum". Cedo ou tarde a verdade virá à tona.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2428064729341175921?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2428064729341175921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2428064729341175921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/03/ubi-veritas.html' title='&quot;Ubi veritas?&quot;'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-5739905805250382908</id><published>2008-03-07T20:02:00.004-04:00</published><updated>2008-03-07T20:08:48.103-04:00</updated><title type='text'>Pátrias irmãs</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/R9HY67QaCEI/AAAAAAAAAA8/pJeHbzvhwyw/s1600-h/DSC05495.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5175155953675929666" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/R9HY67QaCEI/AAAAAAAAAA8/pJeHbzvhwyw/s320/DSC05495.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Discurso proferido na reunião conjunta da ACLCL com a Academia de Letras de São João del Rei, dia 30/09/2007, naquela cidade.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É indescritível a sensação que nos toma neste instante em que, qual num ato litúrgico, reunimo-nos nesta solenidade, inspirados pelos sentimentos fraternos e pelo civismo que nos move a alistarmo-nos nas fileiras que pugnam pela preservação do belo, das artes, de nossa cultura em geral.&lt;br /&gt;E a essa sensação se soma a emoção de poder falar a tão eminentes confrades, guardiões deste templo sagrado, onde se conservam as referências literárias, zelosos pelos valores desta urbe que se constitui um pilar sagrado das tradições mineiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Solve calceamentum de pedibus tuis:&lt;br /&gt;lócus enim, in quo stas, terra sancta est.” (Ex3,5)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto este sussurrar divino aos meus ouvidos. A terra onde piso é sagrada, pois nela se alteou, solidamente, os marcos que direcionam o caminhar da história. Aqui se levantou a cruz primeiro, antes daquelas que viriam a ser o centro governamental destas terras, a cujo reflexo floresceu a fé católica que se espalhou pelas Gerais. Aqui se travaram as primeiras lutas pela consolidação do que é hoje nosso grandioso Estado.&lt;br /&gt;Não deitaria incenso nos turíbulos que perfumam este panteão, se fosse tíbia a devoção pela terra onde impera a Virgem do Pilar, se não me convencessem os grandes feitos de seu bom povo nesses três séculos de história.&lt;br /&gt;E me sinto, nesta tribuna, temeroso pela responsabilidade que se me impõe, ao dirigir-me à fina flor da intelectualidade são-joanense, que, em meio às tempestades das paixões e críticas desencontradas, peculiares numa sociedade inconsciente, não pensante, acende em suas frontes os santelmos luminosos que os distinguem como tal.&lt;br /&gt;Temo profanar este templo, onde a palavra há de sempre se elevar; temo profaná-lo se não reverenciar ex imo corde a plêiade de insignes varões que imaginariamente se postam neste recinto, na lembrança de cada um, nas crônicas deste silogeu, na história de São João del Rei.&lt;br /&gt;Mas, sabedor do espírito cristão de nossa gente, confortado ainda pela afirmação do Conde Carlos de Laet, de que, “neste habitáculo das letras, a tolerância não é somente uma virtude, mas uma exigência impreterível”, atrevo-me a falar em nome dos caros confrades da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta confiança, dirijo-me aos Senhores membros da Academia de Letras de São João del Rei para externar nossa satisfação ao prosseguirmos com o intercâmbio que se iniciou no último verão, quando recebemos atenciosa visita de uma comitiva são-joanense em nossa solenidade de final de ano. Eram os primeiros passos de um relacionamento mais próximo entre as duas entidades irmãs, aliás, um resgatar de relações passadas entre São João del Rei e Carijós, um reaproximar de duas pátrias irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a Real Vila de Queluz tenha se emancipado da Vila de São José, em 1790, até a terceira década dos oitocentos esteve ligada à Comarca do Rio das Mortes, o que, daí em diante, não significou um distanciamento, conquanto já fosse acendrado o comprometimento fraterno de inspiração e de ideais.&lt;br /&gt;Essa esplêndida significação orna esta especial oportunidade em que o resgate do passado destas duas cidades nos dá uma idéia viva da eternidade da correlação assim existente.&lt;br /&gt;Carijós, como muitas outras localidades, surgiu no alvorecer da civilização mineira, após os áureos raios do sol da prosperidade ter se lançado sobre o Campo das Vertentes. E para lá seguiram os que por aqui passaram, e lá se fixaram muitos que aqui nasceram.&lt;br /&gt;A partir daí, já se observa essa amizade que, apesar da distância geográfica, perduraria pelos séculos seguintes pelo afeto, pelos ideais e, principalmente, pela fé.&lt;br /&gt;E por essas veredas do tempo vai-se acentuando essa convivência, como num dos mais inflamados instantes de nossa história, a Conjuração Mineira: aqui como um dos focos – por que não dizer o berço? – das aspirações democráticas em Minas; lá como uma espécie de parlamento dessas proposições, mais precisamente nas estalagens da Varginha e das Bandeirinhas.&lt;br /&gt;O momento, no entanto, não era aquele. Precisava a brasilidade ser mais burilada, os ideais menos apaixonados, o pensamento mais solidificado nas convicções ortodoxas. Assim, quando o momento se fez oportuno, São João e Queluz se posicionaram, garantindo a integridade do Império do Brasil que se inaugurava. E, logo, logo, em dois momentos vemo-las juntas, marchando com os mesmos propósitos. O primeiro, na sedição de Ouro Preto em 1883, em imediata reação, nas palavras do Cônego José Antônio Marinho, “na heróica Vila de Queluz” levantou-se o movimento de resistência à rebelião e a Câmara de São João del Rei chamava ao presidente Manuel Inácio de Sousa e Melo para que aqui se instalasse o governo provisório. Isso, porém, não se sucedeu dada a firmeza com que se desbaratou os revoltosos. Poucos anos depois, ainda afligidos por inconseqüências reacionárias, levantou-se a coluna dos liberais, reunindo gente de cá e de lá na Revolução de 1842 que, não obstante terem vencido os legalistas, a bandeira dos derrotados, doravante, norteou muitas decisões de S. M. Dom Pedro II.&lt;br /&gt;Minas se engrandecia cada vez mais; o Brasil se reafirmava como o grandioso Império do Cruzeiro do Sul, com a participação de ilustres personagens, entre muitos, que nasceram à sombra dos campanários são-joanenses e os que se refugiavam sob o cerúleo manto da Senhora da Conceição de Queluz.&lt;br /&gt;E não poderia deixar de citar a receptividade do 11º Regimento de São João del Rei, num dos recentes e trágicos episódios da historia universal, quando para cá vieram 67 jovens lafaietenses se prepararem para lutarem no Velho Mundo, nos instantes decisivos da Segunda Grande Guerra Mundial&lt;br /&gt;Em todos os momentos, São João e Conselheiro Lafaiete – desde os tempos de Carijós – miram dois destinos do desenvolvimento, a grandeza e a felicidade, não da maneira insensível como o mundo no-los apresenta hoje, racionalista, paganizada, como que na formação de uma “humanidade sem Deus”. Mas diferentemente, na convicção de que a crença em Deus é o mais firme alicerce da ordem social, correndo sempre a depositar na ara santa, baluarte inexpugnável da nacionalidade, os seus tributos de ação de graças.&lt;br /&gt;Se se crê num Brasil hoje democrático, este estado tem um quê de mineiridade; vivificou-se com o bafejo das aspirações de nosso povo, desde aqui, para toda a Terra de Santa Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso, Senhores, que nesta sessão em que se reafirmam os objetivos comuns dos que nos antecederam, se reafirmam, também, os objetivos comuns da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafayette e da Academia de Letras de São João del Rei. É como que para professarmos, unidos, os mesmos ideais de cultuar e preservar o idioma pátrio, com o qual se canta nossa história, com o qual melhor se expressa nossa cultura.&lt;br /&gt;Externo nossa gratidão, primeiramente, ao professor João Bosco da Silva, que com sua participação no Concurso Literário promovido por nossa Academia possibilitou essa aproximação proposta pelo acadêmico Antônio Guilherme de Paiva e efetivada, hoje, sob os auspícios da presidência do acadêmico Wainer de Carvalho Ávila.&lt;br /&gt;Doravante, mais unidos, continuaremos a defender nosso Brasil não apenas com o que nos impõe a cidadania, mas principalmente com os elementos, não menos indispensáveis, se não mesmo essenciais à existência da nacionalidade, que são a fé, a língua e as tradições culturais. Mercê de Deus Nosso Senhor, não se tem hoje muitas cidades descurado deste sacrossanto e patriótico dever, ao erguerem, ao lado dos templos religiosos, tão marcantes em nossa cultura, santuários, como este, da língua pátria e das tradições locais.&lt;br /&gt;Hoje, quando muitos oscilam entre um estrangeirismo muitas vezes iconoclasta e um pseudo-nacionalismo rubro e indefinidamente equivocado, urge defendermos o patrimônio das riquezas imponderáveis da lídima brasilidade. E tal como o povo hebreu conservava outrora, na sua preciosa Arca da Aliança, toda revestida de ouro, o maná do deserto, as Tábuas da Lei e a vara florida de Arão, da mesma forma, guardemos e salvaguardemos, também nós, no escrínio de nossos cenáculos, o maná da fé patriótica, as tábuas da lei do civismo e o ramo sempre em flor das tradições de honra e bondade de nosso povo. Assim, fraternalmente unidos, marchemos resolutos e confiantes para o futuro, que é a Terra da Promissão, terra onde florescem, como rosas de Jericó, os ideais que não morrem, e dos quais somos destemidos propagadores, pois nos situam e nos consolam no tempo, cristalizando-nos no olimpo onde se imortalizam os feitos de nossas Academias.&lt;br /&gt;Tenho dito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-5739905805250382908?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5739905805250382908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5739905805250382908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/03/ptrias-irms.html' title='Pátrias irmãs'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_9CHelZo0nRE/R9HY67QaCEI/AAAAAAAAAA8/pJeHbzvhwyw/s72-c/DSC05495.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2119808467461112016</id><published>2008-02-22T08:21:00.001-04:00</published><updated>2008-02-22T08:25:31.000-04:00</updated><title type='text'>Eis-me aqui</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Domingo passado, a comunidade do Colégio Nossa Senhora de Nazaré comemorou o jubileu de ouro de profissão religiosa da irmã Maria Ermelinda de Carvalho. Uma Santa Missa foi celebrada em ação de graças, reunindo, além da comunidade religiosa das Pequenas Irmãs da Divina Providência, familiares e amigos da jubilanda. Foram momentos oportunos para a reflexão sobre o entregar-se a Deus e o doar-se à sua obra. Durante a homilia, padre Lambert Noben ressaltou a grandiosidade dessa resposta ao chamado “Vem e segue-me”, feito por Nosso Senhor, cuja aceitação repercute pelo bem que se faz ao próximo, nessa entrega total.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Há muito, ouvimos falar da falta de vocações sacerdotais e religiosas. Certa vez, ouvi de um virtuoso sacerdote que se faltam vocações não é porque Deus não estaria chamando os “operários para sua messe”; são as pessoas que, envolvidas pelo burburinho dos atrativos do mundo, não se permitem ouvir a voz divina que, insistente, sussurra-lhes: “Vem e segue-me”. As promessas do mundo são sedutoras, assim como humanamente foram sedutoras as tentações do demônio a Jesus; decerto, outra cousa não poderia se esperar deste reino cujo príncipe já foi julgado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A família também é responsável por essa insistente omissão de tantos que são chamados e não se empenham em ser escolhidos. “Se não existem religiosos santos, é porque não temos famílias santas”, asseverara o referido sacerdote. Realmente, na intimidade da família é que se molda o caráter das pessoas e, principalmente, se acende a flama da piedade no coraçãozinho dos pequenos, para que, doravante, arda a fé inabalável que há-de sustê-los por toda a vida, qual uma armadura que protegerá esses valentes soldados de Cristo nos combates contra o mundo, contra a carne e contra o demônio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Uma das causas dessa escassez de vocações também foi apontada pelo Papa Bento XVI, na segunda-feira última, dia 18, durante audiência aos membros do Conselho para as relações entre a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e as Uniões Internacionais dos Superiores e Superioras Gerais: o processo de secularização que avança na cultura contemporânea, influenciado até as comunidades religiosas. O Sumo Pontífice antevê, no entanto, uma força do Espírito Santo movendo muitas “almas generosas dispostas a abandonar tudo e todos para abraçar Cristo e o seu Evangelho. (...) É o desejo comum, partilhado com pronta adesão, de pobreza evangélica praticada de maneira radical, amor fiel à Igreja e generosa dedicação ao próximo necessitado, com especial atenção às pobrezas espirituais tão presentes na nossa época”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Esse fenômeno observado pelo Beatíssimo Padre é semelhante ao que moveu irmã Ermelinda quando deu o seu “eis-me aqui”, em resposta ao chamado divino. Cada vocação é como um redescobrir do carisma de cada congregação. A aceitação é mais um impulso ascético, apostólico e missionário no processo de redenção da humanidade. Que o exemplo da entrega total de irmã Ermelinda seja um incentivo para muitos que anseiam, mas ainda titubeiam, em corresponder ao convite que Nosso Senhor faz para que “leve a pleno cumprimento a obra por ele iniciada”, como nos exorta o Santo Padre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2119808467461112016?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2119808467461112016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2119808467461112016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/02/eis-me-aqui.html' title='Eis-me aqui'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-4776666975625352986</id><published>2008-02-14T22:50:00.001-03:00</published><updated>2008-02-14T22:56:16.582-03:00</updated><title type='text'>Desastres históricos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há momentos na história que mais parece o rumo das cousas ter se desviado dos desígnios divinos. Há sempre uma mostra disso. Portugal, nossa Pátria-Mãe, lembrou-se, comovida, na última semana, do centenário de um desses instantes, o regicídio de Dom Carlos e do Duque de Bragança, Dom Luís Felipe. Como era de se esperar, os meios de comunicação não se aprofundaram no tema, ou fizeram-no sem se aprofundar no que causara esse lamentável desfecho, até a queda da monarquia naquele país, dois anos depois. Na comemoração do último sábado, no Terreiro do Paço, local onde o Rei e o Príncipe Herdeiro foram friamente assassinados, diante dos súditos que os aclamavam, uma solenidade lembrou o fatídico 1º de fevereiro de 1908, seguindo-se uma Santa Missa na Igreja de São Vicente e visita ao mausoléu onde jazem os restos mortais daqueles mártires da monarquia lusitana, naquela mesma igreja.&lt;br /&gt;Ainda fazia-se moda pelo mundo derrubar as monarquias a todo custo. Era um assanhamento que se despontara ainda lá pelos setencentos, incendiado pelos iluministas, e que foi formando proselitistas pelos anos seguintes, moldando novas correntes ideológicas, provocando um caos nas sociedades. “Quanto mais uma calúnia custa a acreditar, maior é a memória dos tolos a fixar”, diz Casimir Delavigne, e desta forma foram disseminando suas loucuras influenciando até hoje os pensadores modernos, com rastros de desilusões e até de sangue pelos séculos passados. Essa observação teve-a o padre Pedro Quintela, que, na solenidade no Terreiro do Paço, referiu-se a Dom Carlos como um rei nobre e valente, morto pelas balas de ódio, cegueira, injustiça e ressentimento.&lt;br /&gt;“Haverá flagelo mais terrível do que a injustiça de armas na mão?”, indagava Aristóteles, e a resposta obtiveram-na os portuguesas nos anos seguintes, com a famigerada república a partir de 5 de outubro de 1910, as inconstâncias políticas de um regime nada consolidado num país de tradição monárquica, a ditadura que, apesar de tudo, protegeu Portugal da sanha comunista que ameaçava o mundo em meados do século passado, mas estendendo-se por anos de repressão. Esse foi o prêmio dado pela República aos portugueses.&lt;br /&gt;E aí, não mais apenas os monarquistas ou saudosistas, buscam compreender o que se perdeu desde 1908 a 1910 na assimilação do processo histórico. E aí bem se cabe a sentença do também português Alexandre Herculano: “Se mandarem os reis embora, hão de tornar a chamá-los”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-4776666975625352986?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4776666975625352986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4776666975625352986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/02/desastres-histricos.html' title='Desastres históricos'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-3016117609221360589</id><published>2008-02-08T09:22:00.000-03:00</published><updated>2008-02-08T09:24:13.892-03:00</updated><title type='text'>O direito à vida</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na última quarta-feira, iniciou-se no Brasil a Campanha da Fraternidade, promovida desde 1963 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A cada ano, um tema é apresentado pelo episcopado para a reflexão de todos, atento à realidade e à necessidade do momento. Há dois anos já havia sido definido o tema para 2008: “Fraternidade e defesa da vida”. A vida: graça de Deus para os crentes e um mero existir pelos céticos, mas à qual se apegam uns e outros, numa desconfiança do porvir após a morte ou simples gostar de viver. Com isso, buscam-se recursos muitos para prolongar a presença de cada um neste mundo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Entretanto, esse desejo de viver, esse apego ao mundo, acaba por conduzir o mundo por sendas em que essa vontade se acentua de tal forma que priva essa graça ou direito de outrem. Assim temos, numa primeira percepção, a polêmica do aborto. Por que praticá-lo? Seria por egoísmo, por não querer dividir-se com alguém? Seria por tamanho amor-próprio que não se permitiria doar a uma parcela sua que também se faz homem? Como detestar a carne de sua carne, o sangue de seu sangue, mesmo que essa concepção tenha sido traumática ou, como dizem, indesejada? Seria tanta soberba a ponto de se julgar senhor da vida? Da mesma forma a eutanásia é defendida, como se a vida dependesse apenas da vontade do homem.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoBodyText"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;Daí se segue também outra polêmica questão, que é a do uso dos preservativos e contraceptivos. Constatam-se, então, os equívocos que desnorteiam a conduta do homem – em nosso caso dos brasileiros – e querem impor ao mundo e até à natureza a “ordem” que defendem. São sem sentido as críticas que lançam contra a Igreja, como se ela fosse uma mera entidade, regida por estatutos humanamente alteráveis ao bel prazer de seus dirigentes e à necessidade do comodismo que se busca em nossos dias. Ora, a Igreja é uma instituição divina – para os que assim crêem e como ela mesmo se define – e a ortodoxia de sua doutrina é imutável, assimilada em todos os tempos sem interpretações relativistas. Ao se opor ao uso de preservativos ou contraceptivos ela não se mostra insensível aos riscos de se contrair doenças sexualmente transmissíveis ou outras “conseqüências”, como a de gestações indesejadas; ela tanto se preocupa que indica o remédio que possui para isso, que é a prática da castidade segundo o estado de vida. Ridículo? Não. Ridículo é sair por aí gozando a vida feito animais irracionais, atraídos pelo cheiro ou seduzidos pelas formas, desrespeitando-se e aos outros também.&lt;span style="text-transform: uppercase;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E por aí se seguem outras tantas desordens que colocam em risco a vida humana. O desejo incontrolável do ser, do ter e do poder levam o homem, desestruturado moralmente, buscar a afirmar-se à custa de tudo o que tem ao seu alcance. Assim vemos o domínio que se vai aumentando sobre o sofrimento, seja ele físico ou moral, dos outros. Atualmente, no Brasil, o tráfico de drogas é um dos responsáveis pela desorientação social, a desestruturação das famílias e pelo fracasso de muitos jovens. Para sorver de um prazer momentâneo, efêmero, vão se destruindo. Isso é conseqüência de uma neo-barbárie a que assistimos impor seus limites, definindo seus domínios, é quase como que uma guerra civil que ameaça deflagrar-se - senão já em combate – sem nenhum motivo étnico ou ideológico, simplesmente pelo mostrar-se mais forte, como os bárbaros de antanho.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por isso, a CNBB propõe a reflexão sobre o direito à vida, orientando a defesa e a promoção da existência humana, desde a sua concepção até à morte natural, “compreendida como dom de Deus e co-responsabilidade de todos na busca da sua plenificação, a partir da beleza e do sentido da vida em todas as circunstâncias, e do compromisso ético do amor fraterno” (cfr. Texto-base da CF 2008).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-3016117609221360589?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3016117609221360589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/3016117609221360589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/02/o-direito-vida.html' title='O direito à vida'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2058767083148009108</id><published>2008-02-04T21:45:00.000-03:00</published><updated>2008-02-04T21:46:41.601-03:00</updated><title type='text'>Educação sexual</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Às vésperas do carnaval, a sensualidade atrai a atenção de todos. Numa sociedade que se despe de todos os princípios e a televisão e a internete se tornam canais quase que exclusivos de divulgação da licenciosidade, os pais desatentos não zelam pela formação dos filhos. A criticada atitude do arcebispo de Olinda-Recife fortalece o coro dos insensatos e o que deveria se promover de forma a educar, principalmente as crianças e os adolescentes, acaba escandalizando-os, ainda que iludidos com essa perplexidade, como se lhes apresentasse uma fórmula mágica garantindo-lhes um “prazer seguro”.&lt;br /&gt;Observa-se, contudo, que não se questiona a origem e a natureza desses atos; parece pretenderem navegar na confusão, misturando os conceitos que definem a educação sexual, da sexualidade, da afetividade, noutras dimensões além de uma mera informação. Percebe-se que não compreendem que educar, na verdade, é ajudar a crescer, a discernir e a escolher, a respeitar e a comunicar. Nesse processo induz a se abrir à responsabilidade dos atos que se praticam. Dá-se capacidade para se fazer com alegria o que se deve e não apenas o que apetece. É um meio de formar pessoas que se respeitem e respeitem os outros; ajuda-se a perceber que nem tudo o que se pode fazer, convém que se faça. A educação tem exigências concretas para quem educa e para o educando. Tarefa digna, mas cheia de conseqüências.&lt;br /&gt;Porém, a campanha de educação sexual que temos assistido por aí parece andar, para muita gente, unida à convicção de que a atividade sexual não tem limites e é um direito para quem assim o quiser, seja adolescente, jovem ou adulto. Por isso defende-se a distribuição de preservativos durantes os folguedos momescos. E essa campanha atinge nossos adolescentes e jovens que se enfileiram nesse “cordão” da licenciosidade. E o que querem os promotores dessa campanha? Que as pessoas apenas não contraiam DSTs e as mulheres não se engravidem? É o que parece. Não se interessam em formar pessoas equilibradas, alegres, sábias, respeitadoras de si próprias e do próximo. Não querem que elas se conscientizem de que o valor da pessoa não vem do número das suas experiências sexuais, mas da sua capacidade de responsabilidade e de domínio pessoal.&lt;br /&gt;A sexualidade é uma força e um dinamismo de vida que não se esgota na relação sexual, mas se exprime numa relação pessoal alargada e enriquecida de mil maneiras, que traduzem em doação, respeito e ajuda mútua. A atividade sexual, a qualquer nível, é sempre humana e humanizadora, por isso não se pode separar da afetividade. Nunca se fará educação sexual apenas informando ou somando saberes diversos; muito menos essas campanhas surtirão algum efeito nesse sentido, ao possibilitarem a desordem dos sentidos. O verdadeiro processo de educação visa a realização de um projeto de crescimento e de fidelidade, cada vez mais necessário e urgente, requerendo atenção e competência. Que estejam todos atentos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2058767083148009108?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2058767083148009108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2058767083148009108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/02/educao-sexual.html' title='Educação sexual'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-5323737857746838354</id><published>2008-01-25T15:08:00.000-03:00</published><updated>2008-01-25T15:11:00.838-03:00</updated><title type='text'>Os verdadeiros amigos</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Não é amigo quem busca a utilidade, nem quem se recusa a associar a amizade à ajuda, porque um procura o tráfico da recompensa e o outro destrói o laço de confiança”.&lt;span style="background: white none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;"&gt; Esta sentença de Epicuro, cognominado filósofo da amizade, é oportuna para refletir nestes dias, em que na política local nos detemos com a realidade das amizades ante o interesse pessoal. Parecia a todos, creio, que existia uma amizade entre as pessoas que compõem o governo municipal. Com o tempo, desde que se iniciou o mandato, alguns foram se afastando, o que reforçava mais ainda essa crença. Ora, se se afastaram é porque não correspondem a contento ao programa traçado para a administração pública, ou não comungam das mesmas idéias, ou ainda tinham outros interesses, demonstrando aí nenhum comprometimento com o que propunham.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background: white none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-size:100%;" &gt;Quando o ex-procurador municipal se atira em busca de uma vaga na Câmara de Vereadores, num momento em que o município assiste a uma das mais medonhas crises, que é a ameaça de cassação do prefeito (para quem trabalhava, diga-se de passagem, e de quem parecia ser amigo), ele bem se enquadra nas palavras do filósofo ateniense: “Não é amigo quem busca a utilidade, nem quem se recusa a associar a amizade à ajuda”. O ex-procurador municipal buscou seu interesse apenas e recusou ajuda ao “amigo” que dela necessitava; ademais era sua obrigação atuar como tal, pois era sua função.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="background: white none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: -moz-initial; -moz-background-origin: -moz-initial; -moz-background-inline-policy: -moz-initial;font-size:100%;" &gt;Mais uma vez, nota-se a desordem entre eles e a vítima deste momento não pode, ainda, experimentar a afirmação de Aristóteles, que “na pobreza, como no infortúnio, os homens encontram o seu único refúgio nos amigos”. Ela viu mais um se afastar e pôde atestar a sinceridade de muitos que ainda a rodeiam e até de alguns outros que, mesmo distantes ideologicamente, ainda lhe voltam um olhar solidário, atestando que a amizade é muito mais do que estar próximo, na pobreza e no infortúnio; é experimentar uma afeição mútua, uma dedicação e lealdade que avançam as raias do altruísmo, muito além da mera cooperação, a ponto de colocar os interesses do outro sobre os seus. “É a aceitação de cada um como realmente ele é”, afirma Carl Rogers. Aí vemos que talvez o prefeito tenha sido realmente amigo do ex-procurador, pois o aceitou como ele sempre foi, a ponto de dar-lhe asas para voar em busca dessa quimera, que é um assento entre os vereadores, que ele tanto criticou (é bom lembrar), talvez por muito ambicioná-los.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:100%;"  &gt;Neste momento, não são os subterfúgios do ex-procurador, muito menos a capacidade de compreensão do prefeito, que se levam em contam, mas a pusilanimidade e a ingratidão que revestem os atos daquele e que correm o risco de passar à história como uma marca de sua personalidade e um dos momentos do atual governo municipal. E aí constatamos o que ouvimos, certa vez, de um pregador: “os amigos são como tábuas de salvação que nos fogem da mão na hora do naufrágio”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-5323737857746838354?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5323737857746838354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/5323737857746838354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/01/os-verdadeiros-amigos.html' title='Os verdadeiros amigos'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-4870699664276141907</id><published>2008-01-11T09:39:00.000-03:00</published><updated>2008-01-11T09:43:28.990-03:00</updated><title type='text'>O perigo na comunicação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando a verdade, a mentira, a defesa, o ataque, o sim, o não e o talvez passam a compor correntemente o vocabulário daqueles de quem se pede um pronunciamento, parecem ganhar uma autonomia semântica e se podem jogar no tabuleiro das marcações indefinidas, sem preto e branco, sem ângulos definidos ou quadrados perfeitos. São, na verdade, os esquivos de meias verdades, do conveniente, ou, como se diz, do hodiernamente correto, tornando-se temas centrais nas discussões políticas, nas rodas amistosas, na cobertura da mídia.&lt;br /&gt;Não fazemos um jogo de palavras, nem reduzimos as questões importantes à aplicação de estratégias em ordem à conquista ou manutenção do poder, ou às manobras de oposição aos governos legitimamente instituídos pelo povo. Esta sutileza é como uma areia fina, quase líquida, que se infiltra em tudo, influenciando todas as áreas, como a saúde, educação, esporte, artes e até religião, com vistas a assegurar uma "posição" ideológica. Só não se consegue, com isso, a transparência de seus atos e a sinceridade íntima do coração.&lt;br /&gt;Nessa confusão de pensamento, presa fácil para incutir essa desordem, sempre foi o leitor. Daí a necessidade de ele, sempre que tomar uma notícia, um artigo, livros, discursos, aplicar necessária dose do bom senso e cuidar-se para não se influenciar pelo "sedutor" canto de sereia de alguns pseudos formadores de opinião, que se arvoram a patronos do bem comum. Com a facilidade de publicações, em nossos dias, muita cousa tem vindo à lume, antagonicamente, em plenas trevas do discernimento, quando não alterados pelos interesses de alguns "mecenas" sequiosos em meter um cabresto intelectual nas pobres vítimas dos dominadores de idéias, quiçá apedeutas afetados, frustradamente náufragos no oceano da imbecilidade.&lt;br /&gt;Só que neste mundo de avanços, já não bastam dominar apenas os que se ocupam das letras. Os sinais ameaçam mais. A TV, a internet, o telefone, enfim, as formas que possibilitam imediatas trocas de informação e meios de se efetuar a comunicação, principalmente a silente comunicação visual, faz com que o receptor ignore o essencial do que se vê e do que se pensa; os filtros e as lentes matizadas de um pensamento ambíguo tudo alteraram. E a verdade continua a viver na clandestinidade. Será mesmo verdade que as palavras são os meios menos eficazes para se comunicar? As evidências são as tintas mais comuns para iludir a realidade? Por isso, importa sempre indagar-se: o que estará escondido por trás desta mensagem tão clara? Certamente, a desordem social e moral a que assistimos, num constante dizer e desdizer do sim e do seu contrário, se entenda melhor no enquadramento das palavras transformadas em artificiais escudos de proteção e setas de arremesso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-4870699664276141907?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4870699664276141907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/4870699664276141907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/01/o-perigo-na-comunicao.html' title='O perigo na comunicação'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-2814938427717733076</id><published>2008-01-03T15:52:00.000-03:00</published><updated>2008-01-03T15:53:41.666-03:00</updated><title type='text'>O mal hodierno</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Um mal expande-se por todo o mundo em nossos dias, como se verifica pelas pesquisas que apontam o alto e ainda crescente número de usuários de medicamentos antidepressivos. Até crianças, vítimas inocentes, muitas já se sentem afligidas por esse mal. E a partir daí culpa-se a forma e o ritmo da vida que se leva, agitada, sem tempo para nada, nem para ninguém, levando-se em grande conta o tão falado estresse, levando a uma perda do sentido da vida, desvanecendo-se sonhos e projetos, soçobrando no oceano de problemas que vão se criando ou deles tornando-se vítima. E o vazio que vai se expandindo no íntimo destrói os horizontes pessoais, os familiares e até os comunitários, cortando as asas ao pensamento, a vontade, a beleza, o afeto, secando a fonte interior que alimenta a vida.&lt;br /&gt;Outro fator que contribui para essa desolação é a alteração dos valores morais sem objetividade. As referências que norteavam a existência foram-se pondo de parte, afirmando-se direitos subjetivos que não respeitam relações e compromissos assumidos. A dimensão religiosa também foi relegada para segundo plano, quando não dispensada, porque sentem Deus como um incômodo, pois não admitem demarcações em sua liberdade. A perenidade dos laços que alicerçam as vidas cedeu ao efêmero e ao inconsistente da satisfação pessoal. Enfim, uma sociedade que vai perdendo o rumo, perdendo-se na inevitável depressão.&lt;br /&gt;Sabe-se que a propensão a essa enfermidade correlaciona-se à satisfação e à frustração dos desejos. Há, por exemplo, apelos interiores a que o consumismo nunca responderá. No estado de depressão revelam-se, assim, a seu tempo, as fragilidades humanas, psicológicas e espirituais que se respiram hoje na sociedade. O cortejo dos deprimidos aumenta e as soluções mais fáceis não passam de paliativos. Ora, a fonte de energia vital está dentro da pessoa, não está fora. Há que procurá-la ou reencontrá-la aí. O que vem de fora pode condicionar, não determinar comportamentos. Sem ânimo suficiente para seguir adiante, acomoda-se ao mal, principalmente os fleumáticos, ou entrega-se à farmacodependência, ou rende-se à sedução de pitonisas, ou ao fanatismo religioso. Mas nunca se encontrará, por aí, seguras sendas por onde poderá se desenvolver a personalidade, cultivar a força interior, revigorando sua existência pessoal, com maturidade necessária.&lt;br /&gt;Cada um leva dentro de si a ânsia e a possibilidade do bem e da verdade. No entanto, elas tanto podem ser destruídas, como alimentarem e fortalecerem; porém a opção é livre e pessoal. É mister, contudo, que a humildade esteja sempre no projeto de uma vida sadia, destacando-se com a prudência nos momentos de confronto. A depressão não é um fatalismo. O homem é quem permite as influências que a provocam.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-2814938427717733076?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2814938427717733076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/2814938427717733076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/01/o-mal-hodierno.html' title='O mal hodierno'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-8977463617627457988</id><published>2008-01-03T15:39:00.000-03:00</published><updated>2008-01-03T15:44:38.921-03:00</updated><title type='text'>Analisando friamente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desde a semana passada, Conselheiro Lafaiete vive dias apreensivos; ou melhor, o governo municipal vive dias apreensivos. O motivo é a instalação de uma Comissão Processante na Câmara Municipal, para julgar a defesa do prefeito ante a denúncia apresentada por um cidadão, após a longa e, para a população, ainda inexplicável conclusão dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Interessante essa amostra de globalização até das percepções: o povo brasileiro está tão acostumado com CPIs, que não se interessa em acompanhá-la ou, sequer, saber do que se trata. Em Lafaiete não foi diferente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só que o desinteresse das pessoas e o apelo à sua sensibilidade emocional não valerão neste momento, muito menos nenhuma chantagem política. E inculca-nos a preocupação do prefeito e de seu entourage em querer se explicar à população indiferente, sendo que - creio - seria muito mais simples, transparente e até democrático provar sua lisura à Comissão Processante da Câmara. Alguns "mestres-salas" do chefe do executivo têm se mostrado ridiculamente desorientados com a possível cassação do prefeito. Mas por que, se ele é inocente? Reuniões de grupos específicos, correios eletrônicos, cartazes, faixas, passeatas, para que tanto tumulto se as denúncias, conforme eles sustentam, são improcedentes?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ora, realmente, o grupo que sempre apregoou a honradez, a liberdade e a democracia está se contradizendo, ao desonrar a competência do Legislativo Municipal, que, torna-se oportuno lembrar, neste caso é apenas um instrumento para que se execute o que o Estado Democrático garante a um cidadão. No entanto, tornou-se ocasião propícia para os governistas se declararem hostis àqueles que lhes são desafetos na Câmara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A liberdade também, com isso, é ferida. Quem diria: a liberdade! Mas todo sistema que tende ao absolutismo a trata como uma fera, mantendo-a ao seu controle. E tanto corromperam o sentido de liberdade que macularam o princípio democrático que diziam defender ardentemente. Em suma, a honra desse grupo é relativa ao quanto lhe convém, assim como a liberdade é a simples tradução de sua medíocre vontade, única norma de suas ações. E a democracia? Ah, essa se a pratica por meio da "ditadura das aparências", ou seja, o que vale não é o fato em si, mas o que se revela dos fatos, o que é dito, escrito e mostrado, sob o controle deles, assumindo uma maior e decisiva relevância em relação à realidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que toda essa celeuma em torno das denúncias seja apenas uma incontrolável reação dos pares do prefeito, decorrente da afinidade que lhe têm. Porém, caso contrário, se forem confirmadas as irregularidades, esses inflamados correligionários poderão estar denotando conivência com o erro.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22917260-8977463617627457988?l=allexmilagre.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8977463617627457988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22917260/posts/default/8977463617627457988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://allexmilagre.blogspot.com/2008/01/analisando-friamente.html' title='Analisando friamente'/><author><name>Allex Milagre</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15708806055422791216</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22917260.post-7782167325299536456</id><published>2008-01-03T15:36:00.000-03:00</published><updated>2008-01-03T15:39:00.783-03:00</updated><title type='text'>A virilidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por muitos séculos, a virilidade do homem foi demonstrada pela sua força física e pelo poder. Perdeu-se,
